<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593</id><updated>2011-11-03T17:16:21.826-02:00</updated><category term='MORENA-CB'/><category term='2001'/><category term='Brigadas Populares'/><category term='2009'/><category term='Fio da História'/><category term='Libia Não a intervenção imperialista'/><category term='2002'/><category term='Uma aula sobre nacionalismorevolucionário'/><category term='Lutadores do povo'/><category term='1996 e 1997'/><category term='Pensamentos impertinentes...'/><category term='2000'/><category term='Em defesa de Cuba'/><category term='2004'/><category term='1999'/><category term='2006'/><category term='Vídeos'/><category term='crise economica'/><category term='2007'/><category term='2003'/><category term='Feliz 2011'/><category term='Carta aberta de desfiliação do PDT'/><category term='2005'/><category term='conjuntura'/><title type='text'>Blog do Prof Aurelio Fernandes</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>68</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-3825359411258240147</id><published>2011-10-08T09:20:00.000-03:00</published><updated>2011-10-08T09:20:40.187-03:00</updated><title type='text'>Nascem as Brigadas Populares: um movimento nacional no rumo do socialismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fvxGwYCMB9w/TpA_646yVwI/AAAAAAAAAGk/5k6fx2mMxmo/s1600/BANDERA+8.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="167" src="http://3.bp.blogspot.com/-fvxGwYCMB9w/TpA_646yVwI/AAAAAAAAAGk/5k6fx2mMxmo/s320/BANDERA+8.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Por Elaine Tavares – jornalista&lt;br /&gt;&lt;div class="mbl notesBlogText clearfix"&gt;&lt;div&gt;07.10.2011 - Ela tinha menos de 20 anos quando saiu de Blumenau para fazer a faculdade na capital, assim como milhares de outros jovens saem do interior em busca de conhecimento e profissão. “Eu não cabia ali, mas não sabia por que”. Da vida conhecia pouco e das lutas das gentes menos ainda. Em Blumenau quase não se vê a pobreza, que fica escondida nos morros e na periferia. Mas, na faculdade, o véu foi se descortinando. Uma viagem para o Rio de Janeiro expôs as feridas abertas de uma nação capitalista dependente e a cabeça de Daniela Mayorca nunca mais seria a mesma. Dali para a luta estudantil foi um pulo. Uma nova viagem foi a pá de cal em qualquer possibilidade de ficar apática, ou restrita a pequenas batalhas. Argentina, Bolívia, Peru, Venezuela. O pé na vida real de um espaço esquecido. A caminhada com as gentes em luta, em processo de profunda transformação. Essa América baixa, profunda, cheia de feridas e repleta de possibilidades de revolução. “Descobri um mundo que tem cheiro, cor, lágrimas, esperança, luta. Foi um choque, mas um choque bom”.&lt;br /&gt;De volta para a universidade Daniela mergulhou na organização estudantil, preferindo atuar no Coletivo 21 de junho, uma proposta diferente das velhas tendências sempre ligadas a partidos políticos, nascida na metade do ano de 2007, inspirada na luta dos estudantes que fizeram a histórica Reforma de Córdoba. O coletivo se organizava desde uma perspectiva teórica anti-colonialista, anti-eurocêntrica, baseada no pensamento próprio, latino-americano. Atuava e atua para além dos eventos e lutas internas, com a mirada sempre na transformação social. Nesse agrupamento foi possível fazer uma profunda reflexão da universidade, travar lutas singulares, garantir conquistas. Ali, Daniela pode compartilhar a batalha por uma universidade que fosse transformadora, mas também aprendeu que mudar só esse espaço não seria suficiente. “Sabíamos que era necessário um movimento de base, de massa”.&lt;br /&gt;Depois de três anos da direção do DCE, o Coletivo 21, que já abrigava dezenas de jovens como Daniela, decidiu que era hora de ampliar os caminhos da mudança. Sozinho, é difícil mudar um mundo. E a realidade mostrava que, pelas veredas profundas do Brasil, também outras pessoas se movimentavam numa outra proposta de organização da vida, com pressupostos muito parecidos, de caráter nacional, popular e socialista. No Rio de Janeiro vicejava o grupo Movimento Revolucionário Nacionalista (Morena), pensando o mundo desde Ruy Marini, Darcy Ribeiro, Brizola. Juntava gente que entendia ser necessário mudar a cara do Brasil. Em Minas Gerais, na capital (Brigadas Populares) e nas montanhas das cidades históricas (Coletivo Autocrítica, de São João del Rei) também pululavam ações urbanas que tinham como horizonte a mudança geral. Essas concepções práticas e teóricas foram se conhecendo, dialogando, encontrando afinidades.&lt;br /&gt;Durante um ano inteiro esses grupos se namoraram, conversando, debatendo, sonhando juntos. Até que em setembro deste ano resolveram se encontrar num campo neutro: São Paulo. Para lá partiram os representantes dos coletivos buscando estabelecer uma proposta de projeto histórico e uma linha conjunta de luta organizada. Daniela Mayorca estava lá, representando o Coletivo 21, da UFSC. “Foi um encontro muito rico, cada um ensinou e aprendeu. Havia um clima de companheirismo e curiosidade. As divergências só chamavam mais discussão e não disputas. A proposta é garantir a unidade em questões maiores, de interesse nacional”.&lt;br /&gt;O encontro de setembro resultou numa unidade real. Os então coletivos se diluíram numa única organização, as Brigadas Populares, com um propósito ousado: construir uma pátria soberana e socialista. “Os fundamentos da nova organização são o socialismo, o nacionalismo revolucionário e a organização de uma nova maioria”. Conforme o manifesto lançado logo depois da fusão, o socialismo é a superação da irracionalidade capitalista que se apresenta como a aspiração mais elevada das gentes no seu processo de emancipação. O nacionalismo revolucionário busca a soberania e autodeterminação popular desde as raízes brasileiras, mas sem negar o internacionalismo. E a formação de uma nova maioria pressupõe como estratégia a revolução brasileira, constituindo um campo de forças sociais capaz de buscar a hegemonia em todas as dimensões da vida social.&lt;br /&gt;Os coletivos que se encontraram em São Paulo assumiram como prioridade superar essa divisão que caracteriza hoje o campo popular no Brasil, provocada pela crise teórica, política e organizativa das últimas décadas. Assim, a proposta é de construir uma unidade aberta, ou seja, mesmo na diferença acumular força coletiva rumo ao socialismo. O objetivo é caminhar para a construção de uma força política forte, de natureza antiimperialista e antimonopolista que defenda um programa de libertação. Assim, a primeira tarefa é recompor esse tecido roto dos setores revolucionários da esquerda e a segunda é articular uma Frente Política unificada num programa mínimo e de materialização imediata. “A gente sabe que essa unidade não significa que é tudo igual, todo mundo pensando a mesma coisa. Temos diferenças, mas temos também maturidade para saber que só articulados podemos caminhar para a libertação”, analisa Daniela.&lt;br /&gt;A nova organização nacional procura também dispor das diversas formas de atuação que cada um dos coletivos já desenvolvia. A ação junto aos estudantes, a luta nos movimentos urbanos, a discussão teórica, a ação político/popular. A idéia é formar uma militância revolucionária, capaz de compreender dialética e historicamente a realidade. Teoria e ação, tudo junto. Gente que possa ocupar os espaços da luta política real, nos movimentos sociais de toda ordem, mas sem a lógica do aparelhamento, tão nociva. Exemplos concretos dessa prática ousada e de massa que já estão em movimento é a luta pela manutenção das famílias na Ocupação Dandara, em Belo Horizonte, a batalha por mandatos revogáveis na UFSJ, em São João Del Rei, a organização dos sem teto e a casa Bolivariana, no Rio de Janeiro, e a ação entre os estudantes da UFSC, do Coletivo 21 de junho, em Santa Catarina.&lt;br /&gt;As Brigadas Populares nascem assim, sem muito ruído, mas com um arcabouço teórico forte, com pilares seguros, com objetivos claros e factíveis. Seu manifesto de nascimento é intenso: “A revolução brasileira não é um dissídio coletivo entre trabalhadores e patrões. É a constituição de uma maioria política nas qual os trabalhadores se estabelecem como a força dirigente. A revolução não é um ato, um golpe, uma queda do governo, mas um conjunto de eventos históricos que reorganizam a sociedade em favor da classe trabalhadora, construindo uma nova visão de mundo”.&lt;br /&gt;Essa proposta, constituída coletivamente pelos agrupamentos que se unificaram nas Brigadas Populares, é o que move hoje a vida de Daniela e tantos outros jovens nesse imenso Brasil. Divididos em Frentes (Popular, Juventude, Mulheres e Solidariedade Internacional) e Missões (Formação, Comunicação, Finanças, Tarefas), eles tem um longo caminho a cumprir para entranhar na cabeça e no coração de cada vivente deste país a proposta bonita do mundo socialista. Um mundo no qual os trabalhadores sejam protagonistas, onde as vozes populares sejam as que mandam. Um mundo de riquezas repartidas e de vida boa para todos. Um mundo onde se possa realmente bem-viver. Não é tarefa simples, a considerar a pedagogia da sedução capitalista levada a cabo pela escola, pelos meios de comunicação. Mas, ninguém das Brigadas Populares acredita que fazer revolução seja coisa fácil. O fato é que a idéia já está caminhando, invadindo as veredas do campo e da cidade. As pessoas estão trabalhando e a libertação está ali adiante. As Brigadas são uma lufada de vento fresco, vento forte, disposto a varrer o capitalismo. De Santa Catarina, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, de São Paulo, de vários espaços está brotando essa nova realidade. Bem vinda!...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-3825359411258240147?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/3825359411258240147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/10/nascem-as-brigadas-populares-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/3825359411258240147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/3825359411258240147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/10/nascem-as-brigadas-populares-um.html' title='Nascem as Brigadas Populares: um movimento nacional no rumo do socialismo'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fvxGwYCMB9w/TpA_646yVwI/AAAAAAAAAGk/5k6fx2mMxmo/s72-c/BANDERA+8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-1427721556322741289</id><published>2011-10-04T20:40:00.001-03:00</published><updated>2011-10-04T20:41:24.394-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brigadas Populares'/><title type='text'>MANIFESTO DAS NOVAS BRIGADAS POPULARES</title><content type='html'>&lt;v:shape id="Imagem_x0020_1" o:spid="_x0000_s1026" style="height: 161.65pt; margin-left: -1.7pt; margin-top: 12.45pt; mso-position-horizontal-relative: text; mso-position-horizontal: absolute; mso-position-vertical-relative: text; mso-position-vertical: absolute; mso-wrap-distance-bottom: 0; mso-wrap-distance-left: 9pt; mso-wrap-distance-right: 9pt; mso-wrap-distance-top: 0; mso-wrap-style: square; position: absolute; visibility: visible; width: 237.55pt; z-index: 1;" type="#_x0000_t75"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;  &lt;v:imagedata o:title="bandeira brigadas populares" src="file:///C:\Users\Aurelio\AppData\Local\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.jpg"&gt;  &lt;w:wrap type="square"&gt; &lt;/w:wrap&gt;&lt;/v:imagedata&gt;&lt;/span&gt;&lt;/v:shape&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Unidade aberta por uma nova maioria política e social para o Brasil. Este é o eixo estratégico que motiva e conduz a constituição de uma organização de caráter nacional, popular e socialista a partir das Brigadas Populares, Coletivo Autocrítica, Coletivo 21 de Junho (C21J) e do Movimento Revolucionário Nacionalista – círculos bolivarianos (MORENA – cb) em uma única organização para contribuir com a edificação de uma pátria soberana e socialista. Em seu sentido amplo significa recolher de forma critica e inovadora as tradições de luta e experiências históricas de larga duração dos setores nacionalistas revolucionários, comunistas e socialistas da esquerda brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas Brigadas Populares surgem para contribuir com a recomposição de uma alternativa popular de enfrentamento ao capitalismo dependente e associado e ao Estado capitalista vigente no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estabelecemos como fundamentos das novas Brigadas Populares as seguintes bases teóricas e orientações estratégicas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #c00000; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;I) SOCIALISMO&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;O socialismo é a proposta de superação da irracionalidade capitalista e seus desdobramentos perversos sobre a condição de vida da classe trabalhadora e do futuro da humanidade. Apresenta-se como a aspiração mais elevada das massas populares em seu processo de emancipação. O socialismo no Brasil, portanto, não se confunde com modelos ou regras preestabelecidas, com arranjos teóricos abstratos, deslocados e alheios às experiências históricas da classe trabalhadora em cada país; mas se coloca enquanto produto da ampliação da soberania popular. Resultado das aspirações das maiorias em mediação com a realidade e com as possibilidades de cada tempo histórico. A originalidade e singularidade necessárias à emancipação social são requisitos fundamentais de toda revolução. Implica assim, na construção criativa e realista de uma nova forma de poder. Rompendo com doutrinarismos teóricos e subjetivismos analíticos que poluem o entendimento e a ação política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil Socialista será obra do povo brasileiro em sintonia com o movimento internacional dos trabalhadores e trabalhadoras. Não será repetição ou cópia de experiências de outras formações sociais e de outros tempos, possui um registro próprio e em sintonia com os contornos contemporâneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Revolução brasileira é o encontro da questão social, nacional e democrática. Uma vez que a conquista da soberania somente será plena se imbricada ao processo de modificação do padrão civilizatório vigente, fornecendo respostas às necessidades e aspirações populares. Tais transformações requerem a ampliação permanente dos mecanismos de intervenção democrática, incorporando as maiorias sociais à vida pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f3f3f3;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #f3f3f3; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;II) NACIONALISMO REVOLUCIONÁRIO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #c00000; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;O povo brasileiro é uma coletividade humana singular e aberta. Nossa formação social e cultural sempre esteve conectada aos movimentos e transformações globais com sua identidade própria. Não como negação das demais nacionalidades, mas como afirmação do que somos, e, sobretudo, do que podemos ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reivindicamos a Nação Brasileira e defendemos seu sentido sob a perspectiva revolucionária. Estamos em oposição ao nacionalismo burguês, que se utiliza de um discurso patriótico em favor de seus interesses econômicos, reforçando a tradição oligárquica do atual arranjo de dominação; e ao conto liberal que afirma que o mercado é o melhor eixo articulador da sociedade, sendo que este despreza qualquer iniciativa de autodeterminação dos povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós a pátria, na sua dimensão mais profunda, é a afirmação da soberania popular e da autodeterminação. Cabe a nós, povo brasileiro, a responsabilidade de construir nosso destino de forma autônoma, sem tutela nem imposição de forças estranhas aos nossos interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autodeterminação não é a negação do internacionalismo, mas o requisito para a materialização de uma real solidariedade e união dos povos. O nacionalismo revolucionário não faz concessões ao chauvinismo pequeno burguês, nem ao internacionalismo abstrato; se coloca como ferramenta de emancipação do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #c00000; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;III) POR UMA NOVA MAIORIA&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;Definimos como estratégia da Revolução Brasileira a constituição de uma Nova Maioria em nosso país. Isso significa estabelecer um campo de forças sociais capazes de iniciativa na luta política que busque pela hegemonia em todas as dimensões da vida social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, revolucionários brasileiros, temos como missão a constituição de um poder de dissuasão próprio e o rompimento do cerco imposto pelas forças conservadoras e liberais. Para tanto, é necessário ampliar o diálogo com os demais setores de esquerda e disputar programaticamente o campo popular, a intelectualidade e a juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política revolucionária, com a qual nos comprometemos, deve ser arejada em suas formulações, flexível em suas táticas e conseqüente em seus objetivos; superando os modelos abstratos, subjetivistas e sectários que propõem alternativas fora do horizonte das grandes maiorias. Nossa política dialoga com o presente, apresenta medidas concretas para o momento atual e abre caminho para tarefas futuras. Igualmente, é fundamental que as grandes massas e os setores avançados da sociedade tenham em nós uma referência teórica, política e prática de natureza realista, sensata e convicta. Portanto, nossa ortodoxia reside no método, expressando nossa capacidade de, a partir da interação com as massas, encontrar soluções objetivas, contundentes e profundamente reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;IV) UNIDADE ABERTA E AS DUAS TAREFAS ESTRATÉGICAS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A alternativa está na unidade. É urgente a superação da fragmentação do campo popular e de esquerda em nosso país, resultado da crise teórica, política e organizativa que se abateu sob os revolucionários nas últimas décadas. Nesta perspectiva urge a recomposição da perspectiva de unidade aberta, ou seja, a convergência constante e em diferentes níveis em torno de plataformas que acumulem força rumo ao socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos revolucionários cabem duas tarefas estratégicas e simultâneas: a construção de uma organização política própria, portadora de uma proposta de superação do capitalismo e de uma frente política ampla, de natureza anti-imperialista, antilatifundiária e antimonopolista que se articule em torno de um programa de libertação nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira tarefa estratégica objetiva recompor a capacidade orgânica dos setores revolucionários da esquerda brasileira, restabelecendo sua iniciativa na dinâmica da luta de classes e da disputa pelo poder no âmbito nacional. Implica, todavia, em produzir o entendimento contínuo das diversas agremiações socialistas nacionais, regionais e setoriais, que pelo isolamento político ou geográfico tem sua ação extremamente limitada. Entendimento este que aponte pra necessidade de um instrumento político de âmbito nacional e de natureza socialista, no qual a constituição das novas Brigadas Populares é uma contribuição neste caminho.&lt;br /&gt;A direção revolucionária é fundamentalmente política, produto da constituição de um pensamento capaz de tornar-se a referência e alternativa de superação às limitações da ordem vigente. Sendo assim, estão superadas as noções vanguardistas de atuação, produtos do subjetivismo e do voluntarismo teórico e prático. A vanguarda necessária não é aquela que se distancia do conjunto social por meio de propostas que só fazem sentido aos “esclarecidos” e arrogantes “donos da verdade”; de outro modo, é aquela que trabalha de maneira mais eficaz as possibilidades e contradições do momento presente, disputando a preferência e a referência das massas e reafirmando sua autoridade política diante das demais organizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tocante a segunda tarefa estratégica, a constituição da Frente Política é expressão de uma unidade em outro nível programático, no âmbito de um programa mínimo e de materialização imediata. Não se confunde, no entanto, com coligações conjunturais ou eleitorais, e sim com a constituição de um campo de forças capaz de expressar-se como uma Nova Maioria política. Este é o espaço das organizações revolucionárias em unidade com setores que tenham comum acordo com uma plataforma de libertação nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unidade, no entanto, não se confunde com identidade. É essencialmente uma relação entre diferentes. A maturidade política associada e a uma leitura realista da situação atual da luta de classes fecunda e motiva as possibilidades de congregação de diferentes tradições políticas em um único campo de forças, amplo em sua diversidade e coeso em seus objetivos principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, a unidade é uma exigência da Revolução Brasileira, o caminho pelo qual a organização revolucionária se afirmará como hegemonia e como parte de uma Nova Maioria política. Unidade em ampliação constante, sem isolamentos programáticos ou “essencialismos” de quaisquer tipos.&lt;br /&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #c00000;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;V) MILITANTE, POPULAR E DE MASSAS&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;Entendemos que a forma de organização deve sempre atender às necessidades da luta de classes. Não se confundindo com princípios, deve ser constantemente avaliada e atualizada com o intuito de melhor responder as demandas de cada contexto histórico e político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A flexibilidade da organização revolucionária em seus métodos de funcionamento está fundamentada no caráter histórico e dinâmico que assumem as formações sociais e seus desdobramentos sobre a vida cotidiana e as formas de manifestação do poder do Bloco Dominante. Portanto, a pretensão primeira dos revolucionários não é criar a organização perfeita, mas a organização necessária para determinado contexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tanto, estabelecemos como diretrizes da forma organizativa dos revolucionários para o momento atual seu caráter militante, popular e de massas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso objetivo é formar uma militância revolucionária caracterizada por sua disciplina consciente, compromisso, capacidade de iniciativa e compreensão da análise materialista, dialética e histórica da realidade. No entanto, estas características são metas constantes do programa de formação da organização e não requisitos para a incorporação de membros. A atividade orgânica possui também sua dimensão pedagógica que deve ser orientada pela inclusão de todos aqueles que possuem acordo com a disciplina interna e com a plataforma política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caráter de massas da organização revolucionária é a qualidade necessária para atuar de maneira eficaz no atual momento histórico. As condições de complexidade da disputa política, associadas à exigência de uma atuação ampla em diversos setores e dimensões da vida social conduzem os revolucionários a assumirem uma organicidade massiva, não necessariamente composta por quadros, mas por militantes de diferentes níveis de compromisso e consciência, que dentro das limitações e contradições existentes contribuem para o acúmulo de forças na disputa de hegemonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caráter popular da organização decorre da análise do sujeito da revolução brasileira. Um sujeito em construção, síntese de duas condições específicas: as condições de trabalhador e de povo. Nossa linha de massas parte da percepção de que não é possível separar a classe trabalhadora da sua condição de povo na disputa política. A diferença entre classe e povo se dá em uma dimensão analítica específica, dentro de um exercício de abstração que privilegia as categorias teóricas e informa a composição e a organização da sociedade capitalista em geral. No entanto, nos níveis mais concretos de análise, considerando as formações sociais, o povo e a classe estão imbricados e importam para a construção da estratégia revolucionária, sendo um erro político separar o trabalhador da sua condição de povo. O sujeito da revolução brasileira está nas fábricas, no campo, nas periferias dos grandes centros, nos presídios e ruas. Tomá-lo em toda sua complexidade é uma necessidade irrenunciável daqueles que procuram se estabelecer como alternativa à dominação capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso estilo de trabalho, portanto, assume a referência na dimensão política pela soberania nacional e pela superação do capitalismo. No entanto, não descuida das condições de vida das massas, da situação cotidiana da reprodução da existência do povo trabalhador. A interação entre lutas econômicas e políticas é parte do método de acúmulo de força dos revolucionários, compreendendo o registro específico de cada dimensão da disputa, sem se confundir com o “economicismo” e o “vanguardismo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa forma de inserção política tem como premissa o não aparelhamento dos movimentos sociais, estudantis, sindicais, etc. Compreendemos que a prática aparelhista efetuada por organizações de intenções revolucionárias tem gerado um ciclo vicioso que envolve a degeneração dos movimentos e a extinção de qualquer possibilidade revolucionária por parte destas organizações. Lutaremos pela radicalização da democracia! Este desafio está focado na superação da lógica liberal que tem prevalecido nos movimentos por meio da reorganização destes numa forma em que o dinheiro não esteja no centro da luta política e em que haja a redução drástica da diferença entre representantes e representados. Construir uma democracia mais avançada pressupõe uma nova pedagogia política que tenha como ponto de partida as necessidades da maioria e que garanta o espaço desta pro exercício de seu protagonismo político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #c00000;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;VI - CONCLUSÃO&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A Revolução Brasileira não se trata do dissídio coletivo entre trabalhadores e patrões. É a constituição de uma maioria política na qual os trabalhadores se estabelecem como força dirigente. Ou seja, a espinha dorsal de um novo bloco hegemônico. Neste sentido, é um processo que enfrenta o problema da alteração do regime político em favor de uma democracia real e acumula forças para a superação do padrão “civilizatório” do capital, rumo ao socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfatizamos o caráter processual da transformação revolucionária, distanciando-nos das visões de tomada do poder via insurreição, em sentido restrito. A revolução não é um ato, um golpe, uma queda de governo, mais um conjunto de eventos históricos que reorganizam a sociedade em favor da classe trabalhadora, elevando o seu estatuto, construindo uma nova visão de mundo e a forma de produção da existência de uma determinada coletividade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 18 de setembro de 2011&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-1427721556322741289?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/1427721556322741289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/10/manifesto-das-novas-brigadas-populares.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/1427721556322741289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/1427721556322741289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/10/manifesto-das-novas-brigadas-populares.html' title='MANIFESTO DAS NOVAS BRIGADAS POPULARES'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-9023678873109162471</id><published>2011-06-11T18:25:00.002-03:00</published><updated>2011-06-11T18:25:57.252-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'>Galeano imperdível!</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="257" src="http://www.youtube.com/embed/mdY64TdriJk" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-9023678873109162471?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/9023678873109162471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/06/galeano-imperdivel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/9023678873109162471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/9023678873109162471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/06/galeano-imperdivel.html' title='Galeano imperdível!'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/mdY64TdriJk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-3542734730923755843</id><published>2011-05-01T19:52:00.000-03:00</published><updated>2011-05-01T19:52:05.368-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conjuntura'/><title type='text'>Estende-se o domínio da manipulação: O que se passa na Síria?</title><content type='html'>&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;por  Domenico Losurdo&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="post-body entry-content" id="post-body-7836357608269051389"&gt;No momento em que centenas de sírios, civis e militares,  acabam de tombar sob os tiros de franco atiradores financiados pelos saidiris e  enquadrados pela CIA, a mídia ocidentail acusam o governo de Bachar el-Assad de  disparar sobre a sua população e sobre as suas próprias forças policiais. Esta  campanha de desinformação visa justificar uma possível intervenção militar  ocidental. O filósofo Domenico Losurdo recorda que o método não é novo.  Simplesmente, os novos meios de comunicação tornaram-no mais refinado.  Doravante, a mentira não é veiculada apenas pela imprensa escrita e audiovisual,  ela passa também pelo Facebook e o YouTube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde há alguns dias, grupos  misteriosos atiram sobre os manifestantes e, sobretudo, sobre os participantes  nos funerais que se seguiram aos acontecimentos sangrentos. Quem compõe estes  grupos? As autoridades sírias sustentam que se trata de provocadores, ligados  essencialmente aos serviços secretos estrangeiros. No Ocidente, em  contrapartida, mesmo à esquerda endossa-se sem qualquer dúvida a tese proclamada  em primeiro lugar pela Casa Branca: aqueles que atiram são sempre e apenas  agentes sírios vestidos à civil. Obama será a voz da verdade? A agência síria  Sana relata a descoberta de "garrafas de plástico cheias de sangue" utilizado  para produzir "vídeos amadores falsificados" de mortos e feridos junto aos  manifestantes. Como ler esta informação, que retomo do artigo de L. Trombetta em  La Stampa de 24 de Abril? Talvez as páginas que se seguem, tiradas de um ensaio  que será publicado em breve, contribuam para lançar alguma luz em cima disso. Se  alguém se mostrar espantado ou mesmo incrédulo com a leitura do conteúdo do meu  texto, que não se esqueça de que as fontes que utilizo são quase exclusivamente  "burguesas" (ocidentais e pró ocidentais). (Ver também adenda no fim do texto,  NT).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Amor e verdade"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nestes últimos tempos, com as  intervenções sobretudo da secretária de Estado Hillary Clinton, a administração  Obama não perde uma ocasião de celebrar a Internet, o Facebook, o Twitter como  instrumentos de difusão da verdade e de promoção, indiretamente, da paz.  Quantias consideráveis foram atribuídas por Washington à potencialização destes  instrumentos e para torná-los invulneráveis à censura e ataques dos "tiranos".  Na realidade, para os novos media e para os mais tradicionais, a mesma regra se  aplica: eles também podem ser instrumentos de manipulação e de incitamento do  ódio e mesmo da guerra. O rádio foi sabiamente assim utilizado por Goebbels e  pelo regime nazi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a Guerra Fria, mais do que um instrumento de  propaganda, as transmissões de rádio constituíram uma arma para as duas partes  empenhadas no conflito: a construção de " Psychological Warfare Workshop" eficaz  é um dos primeiros deveres assinalados à CIA. O recurso à manipulação desempenha  um papel essencial também no fim da Guerra Fria. Entretanto, ao lado da rádio,  interveio a televisão. Em 17 de Novembro de 1989, a "revolução de veludo"  triunfa em Praga, com uma palavra de ordem que se pretendia gandiana: "Amor e  verdade". Na realidade desempenhou um papel decisivo a difusão da fala notícia  segundo a qual um estudante fora "morto brutalmente" pela polícia. É o que  revela, satisfeito, vinte anos depois, "um jornalista e líder da dissidência",  Jan Urban", protagonista da manipulação: a sua "mentira" teve o mérito de  despertar a indignação em massa e o afundamento de um regime já  periclitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim de 1989, apesar de fortemente desacreditado, Nicolae  Ceausescu ainda está no poder na Romênia. Como derrubá-lo? Os mass media  ocidentais difundem maciçamente junto à população romena as informações e as  imagens do "genocídio" perpetrado em Timisoara pela polícia de Ceausescu. O que  se passou na realidade? Deixemos a palavra com um prestigioso filósofo (Giorgio  Agamben), que nem sempre demonstra vigilância crítica em relação à ideologia  dominante, mas que sintetizou aqui de modo magistral o caso que  tratamos:&lt;br /&gt;"Pela primeira vez na história da humanidade, cadáveres acabados de  enterrar ou alinhados nas mesas das morgues foram desenterrados às pressas e  torturados para simular diante das câmaras o genocídio que devia legitimar o  novo regime. O que o mundo inteiro tinha diante dos olhos em direto como verdade  nos écrans de televisão, era a absoluta não verdade. E apesar de a falsificação  ser por vezes evidente, ela era autenticada de todos os modos como verdadeira  pelo sistema mundial dos media, para que ficasse claro que o verdadeiro  doravante não era senão um momento do movimento necessário do falso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez  anos depois, a técnica acima descrita é aplicada novamente, com um êxito  renovado. Uma campanha martela o horror de que se tornou responsável o país (a  Jugoslávia) cujo desmembramento foi programado e contra o qual já se está em  vias de preparar a guerra humanitária:&lt;br /&gt;"O massacre de Racak é atroz, com  mutilações e cabeça cortadas. É um cenário ideal para despertar a indignação da  opinião pública internacional. Alguma coisa parece estranha na matança. Os  sérvios matam habitualmente sem efectuar mutilações [...] Como mostra a guerra  da Bósnia, as denúncias de atrocidades nos corpos, sinais de tortura,  decapitações, são uma arma de propaganda difusa [...] Talvez não tenham sido os  sérvios mas sim os guerrilheiros albaneses que mutilaram os corpos".&lt;br /&gt;Naquela  altura, os guerrilheiros do UCK não podiam ser suspeitos de uma tal infâmia:  eram freedom fighters, combatentes da liberdade. Hoje, no Conselho da Europa, o  líder do UCK e pai da pátria no Kosovo, Hashim Thaci, "é acusado de dirigir um  clã político-criminal nascido na véspera da guerra" e implicado no tráfico não  só de heroína como também de órgãos humanos. Eis o que acontecia sob a sua  direção no decorrer da guerra: "Uma quinta em Rripe, na Albânia central,  transformada pelos homens do UC em sala de operação, tendo como pacientes  prisioneiros de guerra sérvios: um golpe na nuca, antes e extirpar os seus rins,  com a cumplicidade de médicos estrangeiros" (presume-se que ocidentais). E assim  vem à luz a realidade da "guerra humanitária" de 1999 contra a Jugoslávia; mas  durante este tempo o seu desmembramento foi levado a cabo e no Kosovo instala-se  e permanece uma enorme base militar estado-unidense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façamos um outro  salto atrás de vários anos. Uma revista francesa de geopolítica (Hérodote)  salientou o papel essencial desempenhado no decorrer da "revolução das rosas",  verificada na Geórgia no fim de 2003, pelas redes televisivas que estão nas mãos  da oposição georgiana e pelas redes ocidentais: elas transmitem sem descontinuar  a imagem (que a seguir revelou-se falsa) da villa que seria a prova da corrupção  de Eduard Chevarnadze, o dirigente que se pretendia derrubar. Após a proclamação  dos resultados eleitorais que dão a vitória a Chevarnadze e que são declarados  fraudulentos pela oposição, esta decide organizar uma marcha sobre Tíflis, que  deveria marcar "a chegada simbólica, mesmo pacífica, à capital, de todo um país  em cólera". Apesar de convocados por todos os cantos do país com grandes  reforços de meios propagandísticos e financeiros, nesse dia afluem à marcha  entre 5 000 e 10 000 pessoas: "isto não é nada para a Geórgia"! Mas ainda assim,  graças a uma mise en scène refinada e de grande profissionalismo, a cadeia de  televisão mais difundida no país chega a comunicar uma mensagem inteiramente  diferente: "A imagem está lá, poderosa, a de um povo inteiro que segue o seu  futuro presidente". Doravante as autoridades políticas estão deslegitimadas, o  país está desorientado e aturdido e a oposição mais arrogante do que nunca,  tanto mais que os media internacionais e as chancelarias ocidentais encorajam-no  e protegem-no. O golpe de Estado está maduro, ele vai levar ao poder Mikhail  Saakashvili, que estudou nos EUA, fala um inglês perfeito e está em condições de  compreender rapidamente as ordens dos seus superiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Internet  como instrumento de liberdade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vejamos agora os novos media,  particularmente queridos à senhora Clinton e à administração Obama. Durante o  Verão de 2009 podia-se ler num diário italiano reputado:&lt;br /&gt;"Desde há alguns  dias, no Twitter, circula uma imagem de proveniência incerta [...] Diante de  nós, um fotograma de um valor profundamente simbólico: uma página do nosso  presente. Uma mulher com o véu negro, que usa uma t-shirt verdade sobre jeans:  extremo Oriente e extremo Ocidente juntos. Ela está só, de pé. Tem o braço  direito levantado e o punho fechado. Face a ela, imponente, a boca de um SUV, do  tecto do qual emerge, hierático, Mahmoud Ahmadinejad. Atrás, os guarda-costas. O  jogo dos gestos impressiona: provocação desesperada da parte da mulher; mística  da parte do presidente iraniano".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de "uma fotomontagem", que  parece "verosímil", para chegar mais eficazmente a "condicionar ideias,  crenças". As manipulações abundam. No fim do mês de Junho de 2009, as novas  mídia no Irã e todos os meios de informação ocidentais difundem a imagem de uma  bela jovem atingida por uma bala: "Ela começa a sangrar, perde consciência. Nos  segundos que se seguem ou pouco depois, ela está morta. Ninguém pode dizer se  foi atingido no fogo cruzado ou se foi atingida de modo deliberado". Mas a busca  da verdade é a última coisa em que se pensa: seria de qualquer modo uma perda de  tempo e poderia mesmo revelar-se contra-producente. O essencial está alhures:  "no presente a revolução tem um nome: Neda". Pode-se então difundir a mensagem  desejada: "Neda inocente contra Ahmadinejad", ou então, "uma jovem corajosa  contra um regime vil". E a mensagem verifica-se irresistível: "É impossível  olhar na Internet de modo frio e objetivo o vídeo de Neda Soltani, a breve  sequência em que o pai da jovem e um médico tentam salvar a vida da jovem  iraniana de vinte e seis anos". Como na fotomontagem, também no caso da imagem  de Neda estamos na presença de uma manipulação refinada, atentamente estudada e  calibrada em todos os seus pormenores (gráficos, políticos e psicológicos) com o  objectivo de desacreditar e tornar o mais odiosa possível a direção iraniana  (Ver adenda no fim do texto, NT)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chegamos assim ao "caso líbio". Uma  revista italiana de geopolítica falou a propósito disso da "utilização  estratégica do falso", como confirma em primeiro lugar o "desconcertante caso  das falsa fossas comuns" (e de outros pormenores sobre os quais chamei a  atenção). A técnica é aquela que se utiliza há décadas, mas que na atualidade,  com o advento das novas mídias, adquire uma eficiência terrível: "A luta é  primeiro representada como um duelo entre o poderosos e o fraco indefeso, e  rapidamente transfigurada a seguir numa oposição frontal entre o Bem e o Mal  absolutos". Nestas circunstâncias, longe de ser um instrumento de liberdade, os  novos media produzem o resultado oposto. Estamos na presença de uma técnica de  manipulação, que "restringe fortemente a liberdade de escolha dos espectadores";  "os espaços para uma análise racional são comprimidos ao máximo, em particular  explorando o efeito emotivo da sucessão rápida das imagens".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim  reencontra-se para os novos media a regra já constatada para o rádio e a  televisão: os instrumentos, ou potenciais instrumentos, de liberdade e de  emancipação (intelectual e política) podem inverter-se e muitas vezes  invertem-se hoje no seu contrário. Não é difícil prever que a representação  maniqueísta do conflito na Líbia não resistirá muito tempo; mas Obama e seus  aliados esperam no intervalo atingir os seus objetivos, que não são  verdadeiramente humanitários, mesmo se a novlíngua teima de defini-los como  tais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Espontaneidade da Internet&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas retornemos à  fotomontagem que mostra uma dissidente iraniana a desafiar o presidente do seu  país. O autor do artigo que cito não se interroga sobre os artesãos de uma  manifestação tão refinada. Vou tentar remediar esta lacuna. No fim dos anos 90  já se podia ler no International Herald Tribune: "As novas tecnologias mudaram a  política internacional"; aqueles que estiverem em condições de controlá-las vêem  aumentar desmedidamente seu poder e sua capacidade de desestabilização dos  países mais fracos e tecnologicamente menos avançados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos na  presença de um novo capítulo da guerra psicológica. Também neste domínio os EUA  estão decisivamente na vanguarda, tendo no seu activo décadas de investigação e  de experimentações. Há alguns anos Rebecca Lemov, antropóloga d Universidade do  Estado de Washington, publicou um livro que "ilustra as tentativas desumanas da  CIA e de alguns dos maiores psiquiatras de "destruir e reconstruir" a psique dos  pacientes nos anos 50". Podemos então compreender um episódio que se verificou  neste mesmo período. Em 16 de Agosto de 1951, fenômenos estranhos e inquietantes  vieram perturbar Pont-Saint-Esprit, "uma aldeia tranquila e pitoresca" situada  "no Sudeste da França". Sim, "a aldeia foi sacudida por um misterioso vento de  loucura coletiva. Pelo menos cinco pessoas morreram, dezenas acabaram no asilo,  centenas deram sinais de delírio e de alucinações [...] Muitos acabaram no  hospital com a camisa de força". O mistério, que durante longos anos cercou este  ataque de "loucura coletiva", agora está desvendado: tratou-se de uma  "experimentação efetuada pela CIA, com a Special Operation Division (SOD), a  unidade secreta do Exército dos EUA de Fort Detrick, Maryland"; os agentes da  CIA "contaminaram com LSD as baguetes vendidas nas padarias da aldeia",  provocando os resultados que vimos acima. Estamos no princípio da Guerra Fria:  certamente os Estados Unidos eram aliados da França, mas é justamente por isso  que esta se prestava facilmente às experimentações de guerra psicológica que  tinham como objetivo o "campo socialista" (e a revolução anti-colonial) mas que  dificilmente podiam ser efetuados nos países para além da cortina de  ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloquemos então uma pergunta: a excitação e o incitamento das  massas não podem ser produzidos senão pela via farmacológica? Com o advento e a  generalização da Internet, Facebook, Twitter, emergiu uma nova arma, susceptível  de modificar profundamente as relações de força no plano internacional. Isto não  é mais um segredo, para ninguém. Nos nossos dias, nos EUA, um rei da sátira  televisiva como Jon Stewart exclama: "Mas porque enviamos exército se é tão  fácil abater as ditaduras via Internet quanto comprar um par de sapatos?" Por  sua vez, numa revista próxima do Departamento de Estado, um investigador chama a  atenção sobre "como é difícil militarizar" (to weaponize) os novos media para  objetivos a curto prazo e ligados a um país determinado; mais vale perseguir  objetivos de mais ampla envergadura. As ênfases podem variar, mas o significado  militar das novas tecnologias é em todos os casos explicitamente sublinhado e  reivindicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a Internet não é a própria expressão da espontaneidade  individual? Só os mais ingênuos (e os menos escrupulosos) argumentam assim, Na  realidade – reconhece Douglas Paal, ex-colaborador de Reagan e de Bush sênior –  a Internet é atualmente "gerida por uma ONG que é de fato uma emanação do  Departamento de Comércio dos EUA". Trata-se só de comércio? Um diário de Pequem  relata um fato amplamente esquecido: quando em 1992 a China pede pela primeira  vez para ser conectada à Internet, seu pedido foi rejeitado devido ao perigo de  que o grande país asiático pudesse assim "procurar informações sobre o  Ocidente". Agora, ao contrário, Hillary Clinton reivindica a "absoluta  liberdade" de Internet como valor universal ao qual não se pode renunciar; e  contudo – comenta o diário chinês – "o egoísmo dos Estados Unidos não  mudou".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não se trate apenas de comércio. Quanto a isso, o  semanário alemão Die Zeit pede esclarecimentos a James Bamford, um dos maiores  peritos em matéria de serviços secretos estado-unidenses: "Os chineses também  temem que firmas americanas como a Google sejam em última análise ferramentas  dos serviços secretos americanos no território chinês. Será uma atitude  paranóica?" "Nada disso", responde ele imediatamente. Ao contrário – acrescenta  o perito – "organizações e instituições estrangeiras [também] são infiltradas"  pelos serviços secretos estado-unidenses, os quais estão de todos os modos em  condições de interceptar as comunicações telefônicas em todos os cantos do  planeta e devem ser considerado como "os maiores hackers do mundo". Doravante –  afirmam ainda no Die Zeit dois jornalistas alemães – não há a mínima dúvida  quanto a isso:&lt;br /&gt;"Os grandes grupos da Internet tornaram-se uma ferramenta da  geopolítica dos EUA. Antes, havia a necessidade de laboriosas operações secretas  para apoiar movimentos políticos em países longínquos. Hoje basta frequentemente  um pouco de técnica de comunicação, operada a partir do Ocidente [...] O serviço  secreto tecnológico dos EUA, a National Security Agency, está em vias de montar  uma organização completamente nova para as guerras na Internet".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém  portanto reler à luz de tudo isto alguns acontecimentos recentes de explicação  não muito fácil. Em Julho de 2009 incidentes sangrentos verificaram-se em Urumqi  e no Xinjiang, a região da China habitada sobretudo por uigures. Serão a  discriminação e a opressão contra minorias étnicas e religiosas a explicação?  Uma abordagem deste tipo não parece muito plausível, a julgar pelo menos com o  que informa de Pequim o correspondente de La Stampa:&lt;br /&gt;"Numerosos hans de  Urumqi queixavam-se dos privilégios de que desfrutavam o uigures. Estes, de  fato, enquanto minoria nacional muçulmana, têm em igual nível condições de  trabalho e de vida bem melhores que os seus colegas hans. Um uigur, no  escritório, tem autorização para suspender o seu trabalho várias vezes por dia  para cumprir as cinco orações muçulmanas tradicionais da jornada [...] Além  disso podem não trabalhar na sexta-feira, dia feriado muçulmano. Em teoria eles  deveriam recuperar o domingo. Mas no domingo os escritórios estão de facto  desertos [...] Outro ponto doloroso para os hans, submetidos à dura política que  impõe o filho único por família, é o facto de que os uigures podem ter dois ou  três filhos. Como muçulmanos, além disso, eles têm reembolsos acrescidos no seu  salário pois como não podem comer porco devem recorrer à carne de carneiro que é  mais cara".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecem portanto pelo menos unilaterais estas acusações do  Ocidente contra o governo de Pequim por querer apagar a identidade nacional e  religiosa dos uigures. E então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos refletir sobre a dinâmica destes  incidentes. Numa vila litoranea da China onde, apesar das diferentes tradições  culturais e religiosas pré-existentes, hans e uigures trabalham lado a lado,  difunde-se de repente o rumor de que uma jovem han foi violada por operários  uigures; daí resultam incidentes no decorrer dos quais dois uigures perdem a  vida. O rumor que provocou esta tragédia é falso mas então difunde-se um segundo  rumor mais forte e ainda mais funesto: a Internet divulga na rede a notícia de  que na cidade costeira da China centenas de uigures teriam perdido a vida,  massacrados pelos sob a indiferença e mesmo sob o olhar complacente da polícia.  Resultado: tumultos étnicos no Xinjiang, que provocam a morte de quase 200  pessoas, desta vez quase todos hans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estaremos na presença de uma  complicação infeliz e fortuita de circunstâncias ou, em alternativa, da difusão  de rumores falsos e tendenciosos visando o resultado que efetivamente se  verificou a seguir? Estamos numa situação em que a partir de agora se verificar  impossível distinguir a verdade da manipulação. Uma sociedade estado-unidense  realizou "programas que permitiriam a um sujeito empenhado numa campanha de  desinformação adotar simultaneamente até 70 identidades (perfis de redes  sociais, contas em fóruns, etc) gerindo-os paralelamente: tudo isso sem que se  possa descobrir quem puxa os fios desta marionete virtual". Quem recorreu a  estes programas? Não é difícil adivinhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diário citado aqui, não  suspeito de anti-americanismo, precisa que a sociedade em causa "fornece  serviços a diversas agências governamentais estado-unidenses, como a CIA e o  Ministério da Defesa". A manipulação de massa celebra o seu triunfo enquanto a  linguagem do Império e da novilíngua fazem-se, na boca de Obama, mais doces e  suaves do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta então à memória a "experimentação efetuada  pela CIA" durante o Verão de 1951, que produziu "um misterioso vendaval de  loucura coletiva" na "aldeia pitoresca e tranquila" de Pont-Saint-Esprit. E  eis-nos de novo obrigados a nos colocarmos a pergunta inicial: a "loucura  coletiva" pode ser produzida só por via farmacológica ou pode hoje ser o  resultado do recurso, também, às "novas tecnologias" da comunicação de  massa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Franco-atirados presos pelas autoridades sírias. Compreendem-se  então os financiamentos de Hillary Clinton e da administração Obama aos novos  media. Vimos que a realidade das "guerras na Internet" a partir de agora é  reconhecida mesmo por órgãos reputados da imprensa ocidental; salvo que na  linguagem do Império e na novilíngua a promoção das "guerras na Internet"  torna-se a promoção da liberdade, da democracia e da paz.&lt;br /&gt;Os alvos destas  operações não permanecem inertes: como em toda guerra, os fracos procuram  reduzir a sua desvantagem aprendendo com os mais fortes. E eis que estes últimos  gritam escandalizados: "No Líbano aqueles que melhor dominam os novos media e as  redes sociais não são as forças políticas pró ocidentais que apoiam o governo de  Saad Hariri, mas sim os "Hezbolá". Esta observação deixa fugir um suspiro: ah,  como seria belo se, assim como aconteceu com a bomba atômica e as armas  (propriamente ditas) mais refinadas, também para as "novas tecnologias" e as  novas armas de informação e desinformação em massa, aqueles que detêm o  monopólio fossem o país que inflige um interminável martírio ao povo palestino e  pudessem continuar a exercer no Médio Oriente uma ditadura terrorista! O fato é  – lamenta-se Moises Naïm, diretor da Foreign Policy – que os EUA, Israel e o  Ocidente já não enfrentam mais os "ciber-idiotas de outrora". Estes  "contra-atacam com as mesmas armas, fazem contra-informação, envenenam os  poços": uma verdadeira tragédia do ponto de vista dos presumidos campeões do  "pluralismo". Na linguagem do Império e na novilíngua, a tímida tentativa de  criar um espaço alternativo ao que é gerido e hegemonizado pela superpotência  solitária torna-se um "envenenamento dos poços".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adenda do Réseau  Voltaire&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre o Facebook na Síria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Desde o princípio das  maniestações em Deraa, foi aberta uma página no Facebook com o título "Revolução  síria 2011": slogan publicitário para verdadeiros revolucionários: se não se  conseguir em 2011 deixa-se cair? Durante a jornada, esta página contava com 80  mil amigos, quase todos das contas Facebook criadas no mesmo dia. Isto é  impossível salvo se os "amigos" forem contas virtuais criadas por  software.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A propósito do caso Neda no Irã&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se revê o vídeo  da morte da jovem Neda passando-o em câmara lenta, constata-se que ao cair a  jovem tem o reflexo de amortecer a sua queda com o braço. Ora, toda pessoa  atingida por bala – ainda mais no peito – perde os seus reflexos. O corpo  deveria cair como uma massa. Mas não é o caso. É impossível que a jovem tenha  sido por bala naquele momento. Alguns segundos mais tarde, o vídeo mostra o  rosto da jovem. Ele está bem. Ela passa a mão sobre o seu rosto e é então  recoberto de sangue. O aumento da mão mostra que ela dissimula um objecto na sua  palma e que ela espalha ela própria o sangue sobre o seu rosto. A jovem é então  levada pelos seus amigos ao hospital. Ela morre durante o transporte. Chegada ao  hospital, constata-se que a morte se deveu a uma bala em pleno peito. Esta não  pode ter sido atirada senão pelos seus "amigos" durante o seu  transporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências bibliográficas&lt;br /&gt;# Giorgio Agamben 1996, Mezzi  senza fine. Note sulla politica, Bollati Boringhieri, Torino.&lt;br /&gt;# James Bamford  (interview) 2010, quot Passen Sie auf, was Sie tippen quot, par Thomas  Fischermann, in Die Zeit, 18 février, pp. 20-21.&lt;br /&gt;# Ennio Caretto 2006, La Cia  riprogrammò le menti dei reduci, in Corriere della Sera, 12 février, p. 14.&lt;br /&gt;#  Germano Dottori 2011, Disinformacija. L'uso strategico del falso nel caso  libico, in Limes. Rivista italiana di geopolitica, n. 1, pp. 43-49.&lt;br /&gt;#  Alessandra Farkas 2010 quot La Cia drogò il pane dei francesi quot. Svelato il  mistero delle baguette che fecero ammattire un paese nel '51, in Corriere della  Sera, 13 mars, p. 25.&lt;br /&gt;# Thomas Fischermann, Götz Hamann 2010, Angriff aus dem  Cyberspace, in Die Zeit, 18 février, pp. 19-21.&lt;br /&gt;# Carlo Formenti 2011, La  quot disinformazia quot ai tempi del Web. Identità multiple per depistare, in  Corriere della Sera, 28 février, p. 38.&lt;br /&gt;# Massimo Gaggi 2010, Un'illusione la  democrazia via web. Estremisti e despoti sfruttano Internet, in Corriere della  Sera, 20 mars, p. 21.&lt;br /&gt;# Régis Genté 2008, Des révolutions médiatiques, in  Hérodote, revue de géographie et de géopolitique, 2° trimestre, pp. 37-68.&lt;br /&gt;#  Mara Gergolet 2010, L'Europa : quot Traffico d'organi in Kosovo quot, in  Corriere della Sera, 16 décembre, p. 18.&lt;br /&gt;# Global Times 2011, The internet  belongs to all, not just the US, in Global Times, 17 février. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-3542734730923755843?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/3542734730923755843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/05/estende-se-o-dominio-da-manipulacao-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/3542734730923755843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/3542734730923755843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/05/estende-se-o-dominio-da-manipulacao-o.html' title='Estende-se o domínio da manipulação: O que se passa na Síria?'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-1465401428156797525</id><published>2011-04-12T23:27:00.001-03:00</published><updated>2011-04-12T23:27:38.208-03:00</updated><title type='text'>José Paulo Netto - O Método em Marx (mp3)</title><content type='html'>&lt;a href="http://alifanfarrao.blogspot.com/2010/05/jose-paulo-netto-o-metodo-em-marx-mp3.html"&gt;José Paulo Netto - O Método em Marx (mp3)&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-1465401428156797525?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/1465401428156797525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/04/alifanfarrao-e-os-pentapolins-jose.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/1465401428156797525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/1465401428156797525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/04/alifanfarrao-e-os-pentapolins-jose.html' title='José Paulo Netto - O Método em Marx (mp3)'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-1122098133177597434</id><published>2011-03-25T08:53:00.003-03:00</published><updated>2011-03-25T08:54:14.880-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-sfHtYWwzhuQ/TYyCPmbQ8_I/AAAAAAAAAGQ/Ux5-wDJAB4I/s1600/cartazcuba1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" r6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-sfHtYWwzhuQ/TYyCPmbQ8_I/AAAAAAAAAGQ/Ux5-wDJAB4I/s640/cartazcuba1.jpg" width="452" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-1122098133177597434?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/1122098133177597434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/03/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/1122098133177597434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/1122098133177597434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/03/blog-post.html' title=''/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-sfHtYWwzhuQ/TYyCPmbQ8_I/AAAAAAAAAGQ/Ux5-wDJAB4I/s72-c/cartazcuba1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-4941752261606898246</id><published>2011-03-06T09:53:00.000-03:00</published><updated>2011-03-06T09:53:46.482-03:00</updated><title type='text'>Agencia Venezolana de Noticias</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.avn.info.ve/node/46809"&gt;Agencia Venezolana de Noticias&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-4941752261606898246?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.avn.info.ve/node/46809' title='Agencia Venezolana de Noticias'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/4941752261606898246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/03/agencia-venezolana-de-noticias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/4941752261606898246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/4941752261606898246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/03/agencia-venezolana-de-noticias.html' title='Agencia Venezolana de Noticias'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-1411793987274536166</id><published>2011-03-04T21:22:00.001-03:00</published><updated>2011-03-04T21:24:05.366-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Libia Não a intervenção imperialista'/><title type='text'>Libia: LA POSICIÓN DEL ELN de Colombia</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://paisajedeformacion.net/wp-content/uploads/2008/09/eln-colombia-300x199.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" l6="true" src="http://paisajedeformacion.net/wp-content/uploads/2008/09/eln-colombia-300x199.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;LA POSICIÓN DEL ELN de Colombia&lt;br /&gt;*****************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En el Africa del norte, situada al frente de Europa en el Mediterraneo, la Jamahiria Arabe Popular y Socialista de Libia sufre luego de cuarenta años nuevas confrontaciones por el poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muammar el Gadhafi, en 1969 había conducido una rapida insurrección que depuso a la Monarquía impuesta por acuerdos de la ONU, Gran Bretaña y Francia con el apoyo de los Estados Unidos, desde finales de la década de los 40.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Libia para 1969 ya era una de las principales productoras de petroleo liviano del mundo y bocado apetecido de las tranasnacionles petroleras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Las primeras medidas de ese gobierno que se llamó socialista y nasserista ( por el General egipcio nacionalista arabe Gamal Abdel Nasser), fueron eliminar las bases militares yanquis e inglesas y convertir el petróleo en un producto al servicio del pueblo y el desarrollo. En solo cinco años Libia quebró el hambre y la pobreza y se convirtió en uno de los paises del Africa con mejor nivel de vida. En estos momentos Libia es el pais con el más alto indice de desarrollo humano del continente africano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de ese momento la historia de las relaciones de Libia y los paises imperialistas hasta finales del siglo XX y principios de este, se pueden señalar como una de las más conflictivas en el area. Estados Unidos bombardeó Tripoli y Benghasi, tumbó aviones libios sobre el mar Mediterraneo, aupó la contrarrevolución interna y combatió a Libia en todos las ordenes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Libia se convirtió en militante del ala antimperialista más radical. Fue solidaria con los movimientos de liberación de todo el mundo incluyendo los de Nuestra América y las luchas por la libertad de los pueblos de Africa y del Medio Oriente. Participó en el Movimiento de los No Alineados, en la creación de la Liga Arabe y en la potenciación de la Union Africana y de la OPEP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Su participación abierta en las disputas internas de varios países africanos y arabes, su apoyo abierto a decenas de movimientos de liberación de todo el mundo y su abierta confrontación, la llevaron a serias contradicciones con los paises imperialistas -con los cuales no mantenía ninguna relación diplomatica- incluyendo un embargo del Consejo de Seguridad de la ONU por mas de diez años con graves consecuencias económicas y políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acercamiento a las potencias imperialistas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A finales del siglo XX y principios de este Muammar el Gadafi decidio recomponer sus relaciones con los paises imperialistas. Publicamente se dispuso para resarcir los daños a las personas y paises donde su acción militar hubiera hecho daño. Ciudadanos de Alemania, Estados Unidos, Inglaterra, entre otros, recibieron indemnizaciones millonarias. Este gesto abrió el camino al entendimiento con las potencias y conllevó un cambio en su politica exterior y de relacionamiento con el campo antimperialista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fue invitado incluso a una cita con el G-8, por su rango de presidente de la Liga Arabe. Hizo giras por toda Europa y fue visitado por los mandatarios de la mayoría de las potencia imperiales. Incluso en el 2009 firmó un convenio militar con Estados Unidos, con el Comando militar para el Africa AFRICOM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Libia pais de tribus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de las caracteristicas poco conocidas de Libia es la importancia tribal. Su desarrollo poíitico e histórico se fundamenta en la preservación de las fuerzas de las tribus que aun permanecen intactas en la vida política y económica. La estructura de poder construida por el régimen que dirige el Coronel Gadafi, fue muy cuidadosa en la repartición de los poderes y las posibilidades de desarrollo económico en las regiones para no agredir esta conformación, aunque propendía por un gobierno nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sin embargo parece que una de las causas que le dan combustible al alzamiento popular tiene que ver con desaveniencias vinculadas a diferencias mal tratadas con tribus poderosas. La bandera que levantan los rebeldes libios, paradojicamente, es la bandera de la monarquía que fue destrozada en 1969. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Libia pais musulman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La religión es otra fuente importante de unidad y cultura en Libia. La inmensa mayoría de los libios son musulmanes. Sin embargo dentro de esta doctrina, existen tendencias fundamentalistas que son profundamente reaccionarias y retardatarias. En Libia se presenta una fuerza que esta vinculada a los talibanes afganos y a las estructuras de Al Qaeda. Desde 1996 están activos en Libia y han ejecutado acciones militares inclusive contra el mismo Gadafi. Estas fuerzas propenden por un califato, que conllevaría un atraso profundo en el desarrollo alcanzado en el conjunto de la nación libia. Esta es otra variable importante de los alzamientos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El alzamiento popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La crisis económica que golpea al mundo tambien ha golpeado a Libia. Los acuerdos económicos con las transnacionales y las potencias imperiales, conllevan acuerdos sobre reformas a las actividades económicas en el conjunto del sistema productivo. Acuerdos con el Banco Mundial y el FMI. Ha habido privatización, reducción del tamaño del Estado, recorte de algunos logros. El desempleo se ha disparado llegando a más del 25% de la población economicamente activa. La pobreza se multiplicó y se podría decir que la cuarta de la población es pobre. El malestar social se ha canalizado a partir de los levantamientos en Egipto y Tunez, paises con los cuales tiene extensas fronteras Libia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El regimen de Libia se habia cerrado a la participación política de la población. Acciones contra los palestinos y los luchadores de Hamas, contra los migrantes africanos que tomaban a Libia como pais transito hacia Europa, el nepotismo y los manejos corruptos de personeros del regimen, tambien venia generando malestar en el pueblo libio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los acontecimientos en Libia avanzan cada segundo, se habla de represion indiscriminada y las confrontaciones armadas se dan en diferentes ciudades. Miles de noticias desfiguradas llegan. La fabrica de mentiras imperialista, por intermedio de sus agencias está en plena producción. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La intervencion imperialista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los yanquis no tienen amigos sino intereses. En Libia las principales compañias petroleras yanquis han invertido ingentes cantidades de dinero en los ultimos 20 años. Al igual que italianas, alemanas, francesas, españolas e inglesas. Italia es el pricipal socio comercial y Alemania el segundo. Fidel ya dio la alerta de una invasion de la OTAN sobre Libia que esta en curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En 1806 (!!), Estados Unidos bombardeó Tripoli. Fue la primera accion armada fuera de su territorio. La disculpa fue la piratería que se desarrollaba desde este puerto mediterraneo. En 1986 bombardearon Tripoli y Bengashi. La propia casa de Gadafi fue bombardeada y su hija adoptiva murió.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Italia fue metropoli de Libia durante la primera mitad del siglo XX, hasta que en la Segunda Guerra Mundial los ingleses expulsan a los italianos y convierten a Libia en un protectorado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El petroleo y el gas son el principal bocado para el capital internacional. Libia es el decimooctavo productor del mundo con más de millon y medio de barriles diarios. El 90% de este va para Europa. La OTAN ya da vueltas sobre Libia esperando el momento del zarpazo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguna nación o estructura militar internacional tiene derecho a agredir o invadir a Libia. Ya Irak y Afganistan han demostrado hasta la saciedad las consecuencias de las intervenciones imperialistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El pueblo libio tiene el derecho a decidir sus propios asuntos. La rebelion popular en curso, producto de multiples variables y de imprevisibles consecuencias debe fluir. La voluntad soberana del pueblo, en la busqueda de su bienestar y libertad, de sus propias formas organizativas debe ser respetada. La autodeterminación del pueblo libio es sagrada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-1411793987274536166?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/1411793987274536166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/03/libia-la-posicion-del-eln-de-colombia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/1411793987274536166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/1411793987274536166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/03/libia-la-posicion-del-eln-de-colombia.html' title='Libia: LA POSICIÓN DEL ELN de Colombia'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-6058690239195044638</id><published>2011-03-04T21:15:00.000-03:00</published><updated>2011-03-04T21:15:20.753-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Libia Não a intervenção imperialista'/><title type='text'>Fuerzas Especiales de EEUU en Libia</title><content type='html'>Según diario pakistaní ya hay Fuerzas Especiales de EEUU en Libia&lt;br /&gt;Por Paul Joseph Watson&lt;br /&gt;****************************************************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 03/03/11&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 de marzo de 2011.-Las Fuerzas Especiales de EEUU han desembarcado en Libia para entrenar rebeldes anti-Gaddafi para un golpe de estado apoyado por occidente en las cercanías de la nación rica en petróleo, con “asesores de defensa" británicos y franceses también desembarcando para establecer bases de entrenamiento en la región oriental del país controlada por los rebeldes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Según un informe del diario Pakistan Observer, centenares del personal de las fuerzas especiales de EEUU, Gran Bretaña y Francia llegaron el 23 y 24 de febrero en “buques de guerra estadounidenses y franceses y pequeños botes en los puertos libios de Benghazi y Tobruk". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El reporte afirma que el informe fue confirmado por un diplomático libio en la región, quien expresó que “los tres países occidentales han desembarcado sus tropas de fuerzas especiales en Cyrinacia y están ahora creando sus bases y centros de entrenamiento”, en un intento por reforzar a las fuerzas rebeldes que resisten a la milicia de Gaddafi en la región circundante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Las fuerzas occidentales están preparando establecer bases de entrenamiento para milicias locales formadas por fuerzas rebeldes para un control efectivo en la región rica en petróleo y contrarrestar cualquier presión de las fuerzas a favor de Gaddafi desde Trípoli”, indica el informe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Además, los esfuerzos para “neutralizar” a la Fuerza Aérea libia están en camino en un intento de obstaculizar la capacidad de Gaddafi para gobernar desde Trípoli si él logra permanecer en el poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La naval de EEUU también confirmó que el portaaviones USS Enterprise, el cual previamente ha estado en el servicio de caza de piratas frente a las costas de Somalia, está ahora humeando hacia Libia mientras se elevan las tensiones. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La Secretaria de Estado Hillary Clinton admitió públicamente por primera vez el 28 de febrero que EEUU estaba preparando respaldar rebeldes antigobierno, a pesar de la advertencia de Hafiz Ghoga, el vocero del recién formado Concejo Nacional de Libia en la ciudad oriental de Benghazi controlada por los rebeldes, de que cualquier “intervención extranjera” no sería bienvenida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“El resto de Libia será liberada por el pueblo... y las fuerzas de seguridad de Gaddafi serán eliminadas por el pueblo de Libia”, expresó Ghoga durante una conferencia de prensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mientras tanto, el ex representante europeo para el Grupo Carlyle y ex primer ministro británico John Major se ha convertido en el último en añadir su voz en el creciente coro de aquellos que llaman a una intervención militar para derrocar a Gaddafi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Major respaldó, “otros líderes occidentales que están al borde de ordenar acciones militares en contra de Muammar Gaddafi por temores de que el mandatario libio podría utilizar “armas químicas” en contra de su propio pueblo”, informa The Telegraph. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;El actual Primer Ministro británico, David Cameron, también ha estado ocupado preparando el escenario para un golpe de estado respaldado por occidente, convocando una zona de exclusión aérea para ser erigida sobre el país. &lt;br /&gt;“Si el Coronel Gaddafi utiliza la fuerza militar en contra de su propio pueblo, el mundo no puede mantenerse al margen. Ese es el por qué deberíamos estar buscando una zona de exclusión aérea’, dijo Cameron. El canciller ruso, Sergey Lavrov, criticó la idea de una zona de exclusión aérea como “superflua”, en vez de señalar apoyo hacia las sanciones respaldadas por la ONU. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El viernes, cuarenta neoconservadores de influencia firmaron una carta a Barack Obama exhortando al presidente a preparar “inmediatamente” una acción militar para derrocar a Gaddafi.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cualquier cambio de régimen con la asistencia de naciones occidentales suministrará un acceso más profundo a un país que posee las más grandes reservas de petróleo en África y el décimo más grande en el mundo, con una reserva de producción de alrededor de 66 años.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FUENTE: Correo del Orinoco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-6058690239195044638?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/6058690239195044638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/03/fuerzas-especiales-de-eeuu-en-libia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/6058690239195044638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/6058690239195044638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/03/fuerzas-especiales-de-eeuu-en-libia.html' title='Fuerzas Especiales de EEUU en Libia'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-1098085604790993580</id><published>2011-03-04T16:10:00.000-03:00</published><updated>2011-03-04T16:10:42.514-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Uma aula sobre nacionalismorevolucionário'/><title type='text'>Uma homenagem a Professora Marilena Ramos</title><content type='html'>Uma aula sobre nacionalismorevolucionário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/Qr2sYUryAkE?rel=0" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-1098085604790993580?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/1098085604790993580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/03/uma-homenagem-professora-marilena-ramos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/1098085604790993580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/1098085604790993580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/03/uma-homenagem-professora-marilena-ramos.html' title='Uma homenagem a Professora Marilena Ramos'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Qr2sYUryAkE/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-3791634697931591405</id><published>2011-03-04T15:49:00.000-03:00</published><updated>2011-03-04T15:49:52.444-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Libia Não a intervenção imperialista'/><title type='text'>Recebi do Beto Almeida sobre a Líbia ...</title><content type='html'>Prezados e prezadas, apenas contando algo: há alguns dias, após escrever o texto respondendo a agressão da Folha a Telesur, fui surpreendido por nota no Blog Gonzun, do Miguel do Rosário, em que afirmava "Telesur se desmoralizou ao fazer cobertura pró-Kadafi".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupado com o equívoco, escrevi a ele solicitando que esclarecesse em que teria se baseado, em qual notícia, em qual editorial, em que imagem, para afirmar semelhante estapafúrdio. Ele disse que teria se baseado em mensagem do Rovai, que afirmava que Kadafi estava bombardeando seu próprio povo, que os níveis de vida e o IDH da Líbia, bem como os serviços públicos de saúde e educação gratuitos não tinham tanta importância pois era um país pequeno e muito rico em petróleo. A Arábia Saudita também é rica, nem porisso aplica sua renda petroleira na elevação do padrão de vida de seu povo. Ao contrário. É uma didtadura monárquica, carcomida, protegida pela mídia capitalista, inclusive a Folha. Lembrei ao Miguel o quanto de mentiras se estava utilizando contra a Líbia, entre elas a do "bombardeio do seu próprio povo", repetida por Hillary Clinton, por Obama, pelo Rovai, pela Fox News, pela TV Globo e pelo blog Gozun.....Miguel me aconselhou então ler o noticiário e a "não me deixar me levar pelo ódio à mídia". Percebi que por estes argumentos não era razoável insistir numa discussão política e apenas perguntei a ele se publicaria o meu artigo em resposta à agressão feita pela Folha de São Paulo a Telesur. Não publicou, não respondeu, não esclareceu. Hoje , a própria Folha publica declarações do Secretário de Defesa dos EYA, Robert Gates, concedidas à imprensa americana, onde ele afirma " Não ha confirmação de que tenham ocorrido bombardeios ordenados por Kadafi contra o seu povo". É o secretário de defesa dos EUA!!! Junte-se a isso uma nota da imprensa russa, na qual se informa que o Comando do Exército Russo, tendo monitorado incessantemente os satélites localizados naquela região da Líbia, afirmou que não houve nenhum bombardeio aéreo como os relatados pela mídia internacional, e, lamentavelmente, repetidos por Rovai e Miguel do Rosário. Mando-lhes a seguir as duas notas. Mas, uma delas está na Folha de hoje, na coluna "Toda Mídia", ao alto da página. A outra mando por internet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telesur está com duas equipes de reportagem na Líbia, uma em Trípoli e outra em Bengazhi. Tem retratado que há apoio a Kadafi, como também que existem ações militares de rebeldes, inclusive de um setor de oposição que apela a Otan para que lance bombardeios sobre a Líbia. Ouvimos os dois lados, documentamos tudo, estamos no terreno desde o início. Onde está a desmoralização da Telesur? Há blogueiros progressistas que se deixam influenciar pelo dilúvio de notícias mentirosas.......E não podem explicar em que se baseiam para suas afirmações. Mas, negam publicar o artigo que critica o comportamento da Folha de São Paulo, tal como a Folha, que também não publicou o meu artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado em Patria Latina)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Líbia: teria faltado protagonismo ao Itamaraty?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressionante euforia de uma quase unânime campanha midiática atuando como os tambores de guerra, tendo como alvo a Líbia, já provocou seus estragos iniciais: uma diplomacia facciosa, agressiva e guerreira arrancou à força uma condenação do país africano, sem sequer uma investigação concreta. Para tal foram suficientes os relatos de uma mídia controlada pela indústria bélica. Agora, prepara-se o terreno para novos passos da máquina de guerra imperialista. O desejo de uma intervenção militar na Líbia é sonho antigo do Pentágono, nunca concretizado. Mas, agora, se de fato for lançada, pode ter como objetivo reprimir todos os povos árabes em rebelião com o intuito de assegurar a hegemonia dos interesses dos Eua na região, atualmente sob questionamento, seja pelas rebeliões populares, seja pela nova relação de forças em países como Irã, Turquia e Líbano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto, é justo perguntar se não teria havido falta de protagonismo do Itamaraty na votação do caso Líbia na ONU? Será que todo o esforço do governo Lula em consolidar uma aliança Países Árabes e América do Sul não estaria sendo deixado um tanto de lado quando a representante do Brasil na ONU aparece posicionada ao lado de resoluções que podem facilitar a balcanização da Líbia, e, como conseqüência, trazer um grave retrocesso nas relações do Brasil com aquela região, como já se pode perceber na retirada parcial das empresas brasileiras do território líbio? Saem Queiroz Galvão, Odebrecht e Camargo Correia, e entra a Haliiburton? Seria este um dos resultados da intervenção pré-militar? Sem contar uma montanha de cadáveres....... O Artigo é de Beto Almeida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi simples para o Presidente Lula construir sua política externa. Os adversários se posicionaram prontamente, fora e dentro do território nacional. Aqui dentro toda a mídia que, naturalmente, sempre foi historicamente vassala editorial de idéias emanadas pelas grandes potências. Não há uma única mídia de grande alcance hoje no Brasil que sustente uma linha editorial contrária à manutenção do status de vulnerabilidade ideológica, política, tecnológica, econômica e até militar em que se encontra o Brasil desde o nefasto período dos privateiros. Nem mesmo a TV Brasil conseguiu fazer uma linha editorial diferenciada, com um mínimo de sintonia, sequer exploratória, com o que foi a política externa lulista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retórica itamarateca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os argumentos manipuladamente utilizados contra Lula repetia-se - sem diversidade informativa alguma, como se pede na Constituição - que tudo era apenas uma retórica itamarateca. Não é preciso muitas linhas para contestar este pseudo-argumento: basta que se verifiquem os volumes do comércio, dos acordos, e das relações entre o Brasil e os países do Oriente Médio antes e depois de Lula. Lembremo-nos: neste período foi realizada, sob oposição dos EUA, a primeira Cúpula América do Sul-Países Árabes na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma forte simbologia quando grandes empresas brasileiras retiram seus funcionários em função do evidente agravamento da crise na Líbia e a ameaça não apenas de uma guerra civil, mas de uma intervenção bélica da Otan para, quem sabe, levar novamente ao poder remanescentes da monarquia Idris, desde que concordem, obviamente, em privatizar novamente o petróleo líbio hoje estatizado, entregando-o a empresas norte-americanas, como no Iraque e na Arábia Saudita hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralisação produtiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Revolução Líbia colocou a receita do petróleo para a elevação do padrão de vida de seu povo, tanto é que pertence a este país o mais elevado IDH da África, um salário mínimo dos mais elevados de todo o terceiro mundo, superior ao brasileiro, uma renda per capta parecida à nossa, sem contar a oferta de serviços públicos e gratuitos de saúde e educação em razoável qualidade. A receita petroleira tem sido também utilizada para a contratação de empresas e tecnologia do exterior para a realização de obras de infra-estrutura de grande porte, entre elas gigantescos canais de irrigação para alavancar a produção agrícola num território que, em 90 por cento, é desértico. A ingerência já produziu uma paralisação produtiva no País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção de uma política externa brasileira enfatizando a integração latino-americana, não apenas em discursos mas, concretamente, com obras unificadoras de infra-estrutura que já não podem mais ser negadas pelo dilúvio de mentiras midiáticas, tem seu desdobramento na formatação de uma relação mais cooperativa com o mundo árabe e também com o Irã. Além disso, a busca de uma diversificação de exportações e importações - o que nunca agradou aos EUA - desdobra-se coerentemente numa relação mais protagonista a partir da relação com os países do Brics, bem como no G-20. Imagine o tamanho da crise que o Brasil enfrentaria se tivesse permanecido submetido a uma relação prioritária com os EUA...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta nova maneira de estar presente no mundo levou o Brasil a pelo menos duas operações de alto esforço e coragem, qual sejam, a busca de uma saída negociada e pacífica para a crise a partir do prepotente veto imperial ao programa nuclear do Irã, e também, na questão de Honduras, quando o governo Lula assumiu com arrojo a defesa da democracia diante do golpe de estado contra Zelaya, sinalizando que ela, a democracia, não é um atributo que estaria fora da agenda da cooperação e integração latino-americana, bem como do princípio da autodeterminação dos povos, violentada nestas duas oportunidades pelos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comissão Internacional para uma solução pacífica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentavelmente, a proposta de formação de uma Comissão Internacional para solução pacífica da crise da Líbia não partiu do Brasil, como era justo esperar, mas da Venezuela. Aliás, quando da tentativa de golpe contra a Venezuela, teria partido exatamente do Brasil, sob o governo Lula, a idéia de criar o Grupo de Amigos da Venezuela, buscando assegurar uma mesa de negociações e desencorajar qualquer aventura intervencionista. Certamente, embora justa, a proposta agora capitaneada pela Venezuela, teria muitíssimo mais abrangência e força política se oriunda do Brasil, tal como o Brasil se empenhou no caso do Irã para convencer a ONU a não dobrar-se aos tambores de guerra. Estes, vale recordar, estão sempre prontos a repicar, especialmente diante da uma crise econômica que não foi vencida ainda pelos EUA, e que pode levar sua economia marcadamente dominada pela indústria bélica, a aproveitar a crise da Líbia para dinamizar a recuperação de sua crise interna, às custas de vidas e mais vidas, como se vê hoje no Iraque e no Afeganistão, sem qualquer vislumbre de solução no horizonte. Mas, para a indústria guerreira, a expansão das encomendas é a própria solução. Sobretudo, se a intervenção militar traz nova possibilidade de privatizar petróleo público, assegurando, sob a cobertura da ONU, uma rapina que não pode ser feita sem demolir as estruturas da Revolução Líbia e transformá-la num novo Kossovo, ou seja, em mais uma base militar dos EUA, como as mais de mil espalhadas pelo mundo hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política externa brasileira não pode estar associada a qualquer idéia que facilite a concretização deste plano sinistro! Seria sim um distanciamento ou falta de continuidade daquilo que foi construído pelo Itamaraty nos oito anos de Lula. E, para um país que pretende ter assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, não é recomendável deixar de zelar pelo prestígio internacional alcançado pelo Brasil exatamente por sua política externa soberana, independente, criativa e vocacionada para promoção da solução pacífica dos conflitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Razões propagandísticas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passivo endosso brasileiro na ONU a esta escalada de agressividade diplomática dos EUA baseada, por sua vez, num dilúvio de informações manipuladas e jamais comprovadas, nos faz lembrar a tragédia de uma guerra lançada contra o Iraque e seu povo com base na suposta “existência de armas químicas de destruição em massa naquele país”. A semelhança com as “razões propagandísticas” utilizadas por Hitler para expandir o seu exército pela Europa é robusta. Assim como o atentado ao World Trade Center, cuja versão oficial encontra crescente contestação pelos mais eminentes cientistas norte-americanos, atuou como “razão propagandística” a la Hitler para que Bush impusesse sua guerra ao terror, inclusive contra países que mal possuem sistema de água encanada, como o Afeganistão, acusado, paradoxalmente, de ter perpetrado tão sofisticada operação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com coragem, o Brasil se opôs oficialmente à ação militar no Iraque no início do governo Lula.. Seria de se esperar a continuidade desta acertada política externa quando agora, contra a Líbia, também se constroem versões - razões propagandísticas – para que aquele território seja ocupado pelos marines. Se manipulação grosseira das teses dos direitos humanos é o que baliza a autorização diplomática para tal monstruosidade militar, é de se esperar condenação a todos que estão hoje encharcando de sangue muçulmano o solo do oriente. A começar pelos EUA que já mataram mais de um milhão de civis no Iraque e , somente nesta semana, despejou bombardeios que causaram a morte de 65 civis no Afeganistão. Por que o Itamaraty não condena tal carnificina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso a intervenção militar da OTAN venha de fato a concretizar-se, nossa política externa deveria ter exigentes motivos para preocupar-se, jamais para, de algum modo, ter colaborado direta ou indiretamente com mais uma guerra. Nem na Guerra das Malvinas o Brasil deixou de reivindicar uma solução negociada e pacífica, o que não impediu de oferecer algum tipo de apoio logístico aos argentinos, seja por meio de aviões, de informações etc. conforme comprovam documentos em posse do estado brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lições para o futuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possuidor do maior tesouro de biodiversidade (Amazônia), de riquezas minerais monumentais como urânio, titânio, silício etc e também das reservas petroleiras pré-sal, além de território farto em água, o Brasil tem razões para buscar construir uma política estratégica cuidadosa, sobretudo se e quando as potências imperiais dão passos mais largos e ameaçadores no tabuleiro do xadrez mundial. Qual será o próximo? Diante deste quadro fica evidente porque os EUA impõe vetos ao Programa Nuclear Brasileiro, como ao do Irã, e também ao nosso Programa Espacial, como revelaram os telegramas divulgados pelo Wikiliekes sobre a conduta do Embaixador norte-americano em Brasília a pressionar a Ucrânia para que não transfira tecnologia espacial ao Brasil. Os EUA, anos atrás, já havia pressionado Kadafi a abrir mão do Programa Nuclear líbio. Sem nada em troca, além de sanções, agressões, desestabilizações e bombardeios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é difícil é entender por que o Brasil não faz agora um esforço prioritário para barrar mais uma guerra, associando-se a países que também podem formatar uma resistência internacional a mais esta aventura de uma economia imperial viciada em guerra e petróleo? Será delírio imaginar que no futuro não muito longe seja o Brasil o alvo de sanções simplesmente por dar continuidade ao seu programa nuclear? Vale lembrar que a energia nuclear só é considerada insegura e perigosa quando nas mãos de países como Irã ou Brasil, nunca sob o controle dos EUA, Inglaterra ou França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo de qualquer investigação ou comprovação, a Líbia já foi penalizada com o congelamento de seus recursos financeiros depositados em bancos internacionais, o que, por outro lado, recomenda acelerar a concretização do lentíssimo projeto de construção do Banco do Sul, onde os recursos dos povos do sul poderiam estar depositados com segurança, não na insegurança dos bancos norte-americanos ou ingleses ou franceses, com um histórico de instabilidade e de fraudes recentes impressionantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descontinuidade com o passado recente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política externa formatada e aplicada por Lula, que a ela se empenhou pessoalmente em inúmeras viagens, alterou sobremaneira e positivamente a presença qualitativa do Brasil no mundo. Tal política requer consolidação, continuidade e aprofundamento, seja no plano da integração latino-americana, ou com a África, ou com os países árabes e do Oriente Médio, por onde encontram-se instaladas muitas empresas, equipamentos e pessoal brasileiros; como requer também não recuar da linha de diversificação sem se deixar prender por um ou outro grande país. No caso da Líbia, será constrangedor contabilizar o imenso prejuízo para a economia brasileira acarretado pela retirada de empresas e trabalhadores brasileiros. Especialmente se elas vierem a ser substituídas por empresas diretamente vinculadas à indústria bélica, como a Haliburton, já que guerra e petróleo, para os EUA, são atributos de uma mesma política. Mais constrangedor será reconhecer que a política externa brasileira não teria atuado com o protagonismo que poderia exercer e que projetou durante os 8 anos do governo Lula, deixando margem para uma constatação amarga: a de que o endosso passivo e sem questionamento a sanções arrancadas à base de dilúvios midiáticos manipulativos na ONU, teve também alguma participação do Itamaraty. Uma descontinuidade com o passado recente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beto Almeida, Jornalista 2, março,2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-3791634697931591405?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/3791634697931591405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/03/recebi-do-beto-almeida-sobre-libia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/3791634697931591405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/3791634697931591405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/03/recebi-do-beto-almeida-sobre-libia.html' title='Recebi do Beto Almeida sobre a Líbia ...'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-2228092868404074509</id><published>2011-03-04T15:29:00.000-03:00</published><updated>2011-03-04T15:29:54.660-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Libia Não a intervenção imperialista'/><title type='text'>O QUE A IMPRENSA NÃO DIZ (SOBRE A LÍBIA).</title><content type='html'>(Ernesto Germano) – 02/03/2011 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho acompanhado atentamente o noticiário sobre os acontecimentos na Líbia e, cada vez mais, impressiono-me com a capacidade da nossa imprensa “tão livre” para deturpar fatos, esconder dados e reproduzir apenas aquilo que os donos da informação desejam que seja divulgado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há isenção ou mesmo equilíbrio nas matérias. A velha regra de “ouvir as duas partes” parece ter sido esquecida pelos nossos jornalistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns jornais de hoje (02/03), as notícias procuram mostrar o povo líbio como pobre e igualam as condições de vida às encontradas no Egito ou na Tunísia, países onde o povo foi para as ruas para derrubar o regime. Mas esta é uma comparação mentirosa! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Líbia tem uma balança comercial superavitária, superando 27 bilhões de dólares por ano, e uma renda “per-capita” média da população equivalente a 12 mil dólares. Isto significa seis vezes a renda média do Egito, por exemplo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país tem 6,5 milhões de habitantes, com um padrão de vida elevado para a região. Comprova isto o fato de cerca de 1,5 milhão de imigrantes viverem na Líbia, onde encontram trabalho e salário digno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, este é um ponto curioso para analisarmos. Nos jornais de ontem, principalmente no Globo, vimos uma manchete dizendo que “milhares de imigrantes fogem da Líbia”. Ora, a notícia até seria interessante, para quem não tem um dado comparativo. Mas, se “milhares” fogem do país, o que significa isto se lá residem quase dois milhões de imigrantes? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tratando da economia líbia, os nossos jornais (tão preocupados com os leitores e a qualidade da informação) esquecem de dizer que a Líbia é um país de economia aberta. A empresa petrolífera italiana ENI realiza cerca de 15% das suas vendas a partir da Líbia, mas não é a única. Lá também operam outras “gigantes” como a BP, a Royal Dutch Shell, a Total, a Basf, a Statoil, a Repsol e muitas outras. A Gazprom (russa) também opera no país, com centenas de trabalhadores, e a empresa de petróleo chinesa tem mais de 30 mil funcionários trabalhando lá! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que Muamar Kadhafi já abandonou suas posições que o tornaram conhecido pela resistência ao imperialismo. Em 1969, quando assumiu o poder, iniciou uma política independente e nacionalizou o petróleo. Depois da guerra entre árabes e israelenses, ele liderou um boicote entre os países exportadores de petróleo contra os países que haviam apoiado Israel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kadhafi modernizou seu país, criando universidades e novas indústrias, além de realizar um incrível projeto de irrigação fazendo surgir uma agricultura desenvolvida onde havia apenas areias do deserto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1986 Ronald Reagan mandou bombardear a capital líbia. Em 15 de abril de 1986, Trípoli foi bombardeada por 13 modernos aviões dos EUA. O bombardeio terminou com a morte de Hanna, filha de Gaddafi, de 1 ano e 3 meses, e com outros dois filhos feridos. Hoje, o local ainda exibe os danos do bombardeio e a estátua foi erguida para relembrar o episódio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da Segunda Guerra do Golfo, Kadhafi começou a mudar sua política. Privatizou dezenas de empresas, aceitou a “receita” do FMI e abriu as fronteiras para as grandes empresas multinacionais. Começou neste momento a queda do país e a corrupção se alastrou! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é preciso deixar de lado as notícias falsas da nossa imprensa e fazer uma reflexão sobre os acontecimentos na Líbia. Comparar a crise atual e o movimento oposicionista com o que aconteceu no Egito ou na Tunísia é desconhecer a realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sabemos de concreto é que a oposição líbia surgiu em uma região onde há uma resistência muito grande ao clã Kadhafi. Mais do que isto, a Cirenaica é também a região onde operam as principais empresas multinacionais e onde estão os terminais de oleodutos e gasodutos do país. Ou seja, uma região que foi escolhida “a dedo” para ser o berço da “oposição”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esta informação tem ainda mais valor se ligarmos ao fato de que a chamada “Frente Nacional de Salvação da Líbia” é uma entidade financiada pela CIA (basta conferir no site do Congresso dos EUA e constatar que está na “folha de pagamentos” da Central). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 23 de fevereiro, o poderoso “Wall Street Journal” já tocava as trombetas da guerra ao estampar em suas matérias que “os EUA e a Europa deveriam ajudar os líbios a derrubar o regime de Kadhafi”. É preciso dizer mais? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou completar este texto com algumas informações que já passei em outras participações sobre o tema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que os nossos jornais tão “independentes” pararam de falar de outras revoltas populares (Bahrein, Iêmen, Argélia, etc.) e só comentam o que acontece na Líbia? Qual o interesse dos EUA nesta mudança, a ponto de seu governo anunciar, oficialmente, que está deslocando suas forças militares para a região e a secretária de Estado não descartar uma intervenção? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As revoltas populares na Tunísia e no Egito, derrubando governantes “capachos” dos EUA, foram duras, mas o governo de Washington parece suportar e preparar uma "volta ao poder" por outros meios. Mas os dois países não afetavam o principal neste momento: a questão do petróleo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Tunísia nunca exportou petróleo e o Egito parou de exportar há alguns anos (seus poços “secaram”). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui está a diferença, pois a Líbia exporta atualmente 1,6 milhão de barris por dia! E a “urgência” dos EUA para resolver a questão líbia é que as empresas petrolíferas que operam no país estão retirando seu pessoal técnico. Isto pode provocar uma nova crise de petróleo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que os países europeus estocaram petróleo para o inverno. Mas... e se os estoques diminuírem? Lembrem-se que a Arábia Saudita também está passando por revoltas populares e em uma crise política séria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em julho de 2008, antes da crise se espalhar pelo mundo, o barril de petróleo chegou a valer pouco mais de 147 dólares! Se o petróleo voltar a subir, na atual crise financeira mundial, o que restará aos EUA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os EUA, com apenas 5% da população mundial, consomem 25% de todo o petróleo produzido no planeta e metade deste total é importado. As importações estadunidenses alcançam 11 milhões de barris diários, dos quais: 1,6 milhão do México; 2 milhões da Venezuela e o restante do mundo árabe. Pelo que, podemos ver, o país é fortemente dependente da importação do petróleo, seja lá de onde ele estiver, o que justifica as intervenções militares no Oriente Médio e em outras regiões do planeta. (Os dados são de 2008, quando escrevi um artigo sobre o tema, mas creio não estarem muito desatualizados) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos assinalar que o dado mais importante, recentemente divulgado e confirmado pelas organizações internacionais que tratam do assunto, é que as reservas totais de petróleo do planeta chegam, atualmente, a 1 trilhão e 200 bilhões de barris. Ou seja, isto representa, neste momento, pouco mais da metade de todo o petróleo que a natureza produziu em milhões de anos e guardou no subsolo. E, obviamente, este petróleo vai se tornando cada vez mais caro, uma vez que as jazidas em locais de fácil exploração vão se esgotando. E, devemos ressaltar, os institutos e organismos internacionais mostram que 62% do petróleo que resta no planeta está no Oriente Médio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encerrar, uma notícia do jornal Brasil Econômico: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estoques de petróleo dos EUA recuam em 400 mil barris! As reservas da commodity atingiram 346,4 milhões de barris. Já os estoques de gasolina caíram em 3,6 milhões de barris na mesma base de comparação, ficando em 234,7 milhões. A utilização da capacidade das refinarias recuou para 80,9% nesta semana, face aos 79,4% na semana anterior. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (2/3) pelo Departamento de Energia dos EUA (DOE, na sigla em inglês)”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, parece que Obama &amp;amp; Cia estão com urgência em resolver o problema de “direitos humanos” na Líbia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-2228092868404074509?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/2228092868404074509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/03/o-que-imprensa-nao-diz-sobre-libia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/2228092868404074509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/2228092868404074509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/03/o-que-imprensa-nao-diz-sobre-libia.html' title='O QUE A IMPRENSA NÃO DIZ (SOBRE A LÍBIA).'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-7807821126571550184</id><published>2011-01-25T10:04:00.001-02:00</published><updated>2011-01-25T10:05:26.959-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conjuntura'/><title type='text'>Entrevista Nildo Ouriques do IELA</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Brasil de Lula: a naturalização da desigualdade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito por Valéria Nader e Gabriel Brito, da Redação &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22-Dez-2010 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;“A esquerda no Brasil, em primeiro lugar, tem que pensar a revolução brasileira, e o seu programa. Para isso, precisa ser uma esquerda nacional, o que até hoje ela se recusa a ser. Uma anomalia incrível. A esquerda russa é russa, a esquerda cubana é cubana, a chinesa é chinesa, portanto, a esquerda brasileira precisa ser brasileira. Tem de discutir a teoria do capitalismo aqui, discutir uma revolução brasileira, que precisa ser nacional, além de socialista. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas, se nossa esquerda continuar eurocêntrica, prosseguirá isolada do povo, não dará um passo à frente. Mais do que crer e rediscutir os atuais partidos, é preciso rever e aprofundar os vínculos orgânicos com o povo e repensar teoricamente o programa da revolução brasileira. “ Nildo Ouriques&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nesta entrevista especial, o Correio da Cidadania conversou com o economista Nildo Ouriques, também membro do Instituto de Estudos Latinos-Americanos da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina -, para fazer um balanço dos anos Lula e analisar as pré-condições, algumas já anunciadas, do governo Dilma. Para ele, a principal função exercida pelo governo foi a de "refuncionalizar o neoliberalismo". Ao mesmo tempo, desqualifica a suposta ascensão social do povo brasileiro, pois se baseia "nos critérios inaceitáveis do Banco Mundial". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em sua opinião, o maior ‘legado’ deixado pelo último governo é a constatação de que não é possível alcançar mudanças profundas pelo atual modelo de democracia. Nildo não enxerga muitas possibilidades de o futuro Congresso e Executivo levarem adiante pautas mais progressistas, que garantam maior emancipação popular. Longe disso, devem prosseguir as políticas assistencialistas e a usurpação do Estado em favor das grandes indústrias agrícola e mineral. "Controle eleitoral e alienação política". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Apesar da falta de esperanças no novo governo, o economista espera que Dilma reforce laços com a esquerda latino-americana, abandonando os anseios sub-imperialistas que detecta em nossa política externa. Assim, antes de discutir qual a característica do capitalismo brasileiro, Nildo reclama pela reorganização de uma esquerda socialista e nacionalista, fazendo uma análise das condições de nosso país e pensando numa ‘revolução brasileira’, que inevitavelmente se diferencia das condições de outros processos tomados até hoje como referência. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A entrevista completa pode ser conferida a seguir. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: Qual o seu balanço dos oito anos do governo Lula? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: Uma refuncionalização do chamado neoliberalismo. Aplicou a consolidação do PT como partido de centro-direita, que detinha a legitimidade para falar sobre os pobres e, portanto, aplicar políticas de sensibilidade social. Mas no sentido de colocar os pobres em políticas caritativas, o que é o Bolsa família basicamente, apesar de sua importância. Este é o ponto fundamental. Não emancipa amplos setores dos trabalhadores, atende à questão social, diferenciando-se da direita clássica, mas sem emancipar politicamente. Controle eleitoral e alienação política. Eis o primeiro movimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, aceita o papel de potência regional dentro da política externa estadunidense, o que implica maiores graus de autonomia em relação à diplomacia do FHC, impulsionando uma política sub-imperialista do Brasil, que de fato tenta praticá-la. Especialmente num período em que o mercado interno se mostra restrito para as necessidades de acumulação de capital das burguesias brasileiras. De maneira que se forma uma combinação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, claro, politicamente produz outro fato importante: dentro do atual sistema político não é possível uma alternativa eleitoral. A domesticação do PT significa a caducidade do sistema político, que tinha sido caracterizado pela possibilidade de o PT, dentro das regras do jogo, impulsionar um governo democrático-popular, um mercado interno de massas e, portanto, iniciar o que Florestan Fernandes chamava de revolução democrática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de todo esse contexto da política, a característica essencial do Lula neste governo foi a de jamais convocar o povo para uma luta importante. Jamais chamou o povo para enfrentar algum interesse majoritário da burguesia. Essa é a característica essencial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: Já há alguns anos, desde a chegada de Lula, nos deparamos com as estatísticas que apontam maiores índices de crescimento do PIB e do emprego, ao lado do maior valor dos rendimentos... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: Como diria Álvaro Vieira Pinto – e pode escrever isso -, o que é o PIB? Construir e destruir uma casa entra no cálculo. O PIB diz muito pouco. Discutir se ele cresceu, baixou... Já está na hora de superarmos isso. Taxas de crescimento, taxas de acumulação de capital que ultrapassem 5%, 6%, 7%, taxas chinesas, num país tão desigual como o nosso não significam muita coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: No entanto, esses fatores citados, aliados aos maiores reajustes concedidos ao mínimo e ao incremento das políticas assistencialistas, como o Bolsa Família, respaldam várias análises sobre a redução da pobreza e da miséria e a ascensão à classe média de uma parte da população. Qual é o significado, ou o teor de verdade, dessas análises? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: Bem, se continuarmos adotando como critério de pobreza o critério do Banco Mundial, de US$ 1,3 diário... Mas ninguém aí no Correio da Cidadania aceitaria para si próprio esse padrão. US$ 1,30 faz parte de uma metodologia do Banco Mundial. Ninguém da imprensa, ninguém que ler isso, toparia entrar na classe média nesses termos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que 76% da População Economicamente Ativa ganha até 3 mínimos, 1500 reais. Significa que o poder de compra do mercado interno é limitado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa onda, mais intensa até setembro de 2008, já começou a desaparecer em várias partes do globo, nos EUA, Europa, Ásia, Oriente Médio e também na América Latina. No Brasil, vai se manifestar tardiamente, mas não tenha dúvida de que o emprego vai se reduzir e inclusive os salários com carteira assinada de quem está sendo contratado agora estão em níveis mais baixos que aqueles anteriores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira que não podemos tomar esse momento absolutamente passageiro como uma tendência do capitalismo brasileiro. O que se confirma é o contrário: a super-exploração dos trabalhadores. Exatamente quando o período de acumulação foi mais intenso, com taxas de crescimento mais altas, a resistência à redução da concentração da renda também foi muito intensa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, temos de sair desse imaginário católico – da exclusão, da pobreza – e do discurso tecnocrático que interessa tanto a Lula quanto a FHC, tanto a tucanos como a petistas, ou seja, ao consórcio petucano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: Então, toda essa cadeia de fatores mencionados como positivos aos quatro ventos pode ser desqualificada, uma vez que passou longe de reduzir as abissais desigualdades do país? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: Dá pra desqualificar no sentido de que a pobreza está sendo reduzida, mas não está sendo enfrentada estruturalmente. Os programas de alcance e certa sensibilidade popular não reduzem a pobreza, ainda que tirem momentaneamente alguns da linha de pobreza e miséria - sob os critérios inaceitáveis do Banco Mundial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, todo esse crescimento foi não apenas abaixo do que se propagandeia, como também foi abaixo do que o país precisava para se tornar protagonista mundial e fazer um ajuste de contas com sua história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: Como você avalia o processo eleitoral que culminou na vitória de Dilma Rousseff? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: Em primeiro lugar, a esquerda radical com a qual me alinho não existiu eleitoralmente. Em segundo lugar, precisamos de um amplo, que será lento, processo de reconstrução de uma esquerda socialista, nacionalista e revolucionária no Brasil. É um longo processo. Em terceiro, precisamos disputar tanto no meio social quanto no meio eleitoral. E em quarto, a hegemonia burguesa no processo eleitoral foi completa, porque, a rigor, as diferenças entre Dilma e Serra eram anedóticas, e não substanciais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, o processo eleitoral se caracterizou por não passar o país a limpo. O que significa que hoje, concretamente, o processo eleitoral não é um instrumento de mudança no Brasil, mas de manutenção da ordem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: A atuação da esquerda socialista nesta eleição, representada essencialmente pelo PSOL, PCB, PSTU e PCO, não existiu, a seu ver? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: Eleitoralmente não existimos, não há como ter ilusões sobre isso. Mas acho que também se alimentou uma indiferença ao processo eleitoral. Nossa insignificância eleitoral mostra que temos escassos vínculos sociais com o que há de organizado no povo. Essa é a gravidade da situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: A expressiva votação obtida por Marina deve ser encarada como um capital para que a candidata se confirme como força política de peso no país, carregando a bandeira da Terceira Via e do Ambientalismo, ou estamos diante de mais um fenômeno eleitoral que, como tantos, tende a, mais dia menos dia, se esgotar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: A candidatura da Marina foi uma fraude completa. No sentido de que ela é uma lulista, uma expressão do cinismo moderno na política. Fica sete anos como ministra do Lula e aparece na última hora se apresentando como alternativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, aparece com o discurso da cordialidade brasileira, querendo eliminar as pequeníssimas divergências do consórcio petucano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em terceiro, uma representante do discurso ecologista absolutamente dentro da ordem. Não tem anti-imperialismo e nem anti-capitalismo no discurso dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E além do mais, há um outro prejuízo notável: ela é expressão de evangelização da política, o fenômeno político mais nocivo que ocorreu no Brasil nos últimos anos. A República é laica, a política é laica, portanto: fora o discurso religioso, fora o crucifixo da sala de aula. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: Ainda assim ela não pode se impulsionar no cenário político, mediante a votação que obteve esse ano e a clara falta de opções políticas nas disputas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: Espero que não. Não creio que ela vá se alavancar assim. Acho que o futuro será mais complicado para ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: Qual a sua avaliação da nova composição ministerial, destacando-se as incisivas exigências do PMDB para aumentar a sua cota de participação... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: Expressa a mesma composição social, a mesma priorização do Congresso, a mesma correlação de forças, o mesmo projeto. Continuidade completa. Os ministros hoje são absolutamente incapazes de assinalar algum rumo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro da Fazenda? Funciona com base no consenso formulado pela FEBRABAN, FIESP, latifúndio, Banco Mundial, FMI... Enfim, nenhum ministro se destaca em nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: E quanto à troca de comando no Banco Central e a saída de Celso Amorim do Ministério das Relações Exteriores, considerado como um dos ministros que se mantiveram entre a ala progressista na Esplanada lulista, a despeito de críticas em contrário? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: Acho que a passagem do Celso Amorim foi positiva no sentido de que começou a abandonar, ao menos em alguns casos, a clássica subalternidade do Itamaraty à embaixada de Washington. Mas estivemos longe de uma política externa independente, muito longe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: Além de ter externado preocupações com o alegado déficit da previdência, justificando ser impossível aumento dos benefícios acima do mínimo, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, já apresentou uma proposta de política fiscal para o país, cuja essência é que as despesas correntes primárias cresçam menos que o Produto Interno Bruto (PIB). Sabendo-se que essas despesas incluem os salários do funcionalismo, a previdência e assistência social, podemos esperar medidas duras de restrições aos gastos sociais? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: No primeiro ano, haverá um programa de ajuste fiscal óbvio para preparar o segundo ano, com as eleições para prefeito e criação dos futuros comitês municipais para as eleições de 2012. Em primeiro lugar, portanto, vem o calendário político. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, existe uma necessidade de sair da ordem de acumulação de capital em escala mundial. Mas não haverá um ajuste de magnitude, tal como o grego ou o irlandês, pois o reforço da condição de nosso país como exportador de produtos agrícolas e minerais, o que gerou este ano uma renda de quase 45 bilhões de dólares, criou um colchão que consolida uma estrutura de país tipicamente subdesenvolvido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o ajuste não precisa ser tão intenso quanto em outras circunstâncias seria. Se houver uma redução global dos preços das mercadorias, daí o ajuste tende a ser permanente. Não é, no entanto, o que está se desenhando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: O que pensa sobre a maioria parlamentar obtida pelo governo no Congresso a partir dessas eleições, considerando-se a bancada formada por PT, PMDB e demais partidos aliados, ao lado da regressão do PSDB e DEM? Será azeitado o percurso rumo ao desmonte de direitos sociais, ou há uma remota chance de esta maioria governista trabalhar em favor de algumas pautas progressistas, como reforma agrária, direitos sociais e de minorias? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: Absolutamente normal a formação dessa maioria. Qual governo do Brasil não conseguiu uma maioria parlamentar? Os erros de campanha do PSDB e do DEM cobraram seu preço, mas não alteram em nada a República. O presidente sempre faz a maioria que quer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não vejo nenhuma possibilidade, longe disso, de tais pautas progressistas serem levadas adiante. A bancada é tão fiel ao governo quanto disciplinada no programa predominante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parlamento não tem capacidade de impor uma pauta ao Executivo nacional. E não o fará. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: O historiador Mário Maestri relata que o atual momento eleitoral retrata ‘Derrota Histórica do Mundo do Trabalho’, algo que já estaria inscrito na primeira eleição de Lula à presidência, uma vez que a liquidação da autonomia política dos movimentos sociais foi a condição imposta pela burguesia para a entrega do governo a Lula. O que pensa disto? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: Acho que há aí um pouco de uma leitura saudosista do que foi o Lula. Em segundo lugar, mundo do trabalho é uma expressão muito cara a Jose Marti, que a usou em 1883, quando falava sobre a morte de Marx. Mas a chamada derrota dos trabalhadores teria de ser discutida mais longamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chamado novo sindicalismo nunca aceitou uma análise do subdesenvolvimento e da dependência. Quero dizer que o novo sindicalismo sempre duvidou que o capitalismo no Brasil fosse incapaz de atender as maiorias. E o Lula, ainda que combativo naquelas épocas, era mais expressão de uma revolta contra a super-exploração do trabalho, tal como formulou Rui Mauro Marini em Dialética da Dependência, do que de um projeto socialista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, isso precisa ser melhor avaliado em termos históricos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: Qual a sua avaliação da atual conjuntura internacional e nacional, no que se refere à crise financeira que explodiu em 2008? A despeito do caráter mais estrutural da crise, a conjuntura econômica estabilizou-se realmente, ainda que países europeus mais fragilizados, como Irlanda, pareçam ser a bola da vez? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: A atual conjuntura internacional é favorável aos trabalhadores. Desde setembro de 2008 mudou a conjuntura mundial. O encanto do capitalismo foi quebrado por uma crise que causou a perda de 50 milhões de empregos, colocando uma quantidade impressionante, mais de 40 milhões, abaixo da linha de pobreza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise não terminou e nem vai terminar. Significa que esse capítulo segue em aberto. Os trabalhadores estão observando que vêm pagando um preço violentíssimo. Por isso haverá resposta, como já está havendo na Europa, EUA, e mesmo na China, Japão e América Latina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: Então o que ocorreu com a Irlanda é uma tendência que ainda será seguida por outros em breve? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: É claro. Itália, França... A crise está abrindo um novo capítulo da luta de classes européia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: Como o Brasil, nas mãos de Dilma, enfrentaria uma crise econômica, caso ela venha a bater em nossas portas, como ocorreu em 2008? A situação ficaria mais difícil de ser contornada sem Lula, vez que estamos diante de uma personalidade sem a mesma experiência e predicados políticos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: Não sei. É difícil fazer prognóstico. Na periferia capitalista, sempre é difícil contornar. E se for necessário apertar os trabalhadores, não deixará de fazê-lo, como já mostrou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: O sociólogo Francisco de Oliveira, em entrevista ao Correio, declarou que o governo petista pode ser tomado como mais privatista que o governo FHC. Não propriamente em função das privatizações sorrateiras através das várias Parcerias Público-Privadas efetivadas sob Lula, mas na medida em que ele consolidou o capitalismo monopolista de Estado. O que pensa disto e como deve caminhar o governo Dilma neste sentido? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: O que ele quer dizer com isso? Não há nenhuma novidade. O capitalismo monopolista de Estado é uma teoria que o Chico de Oliveira requenta. O fundamental não está aí. O Brasil é um país dependente e periférico, subdesenvolvido. E essa é a questão. O Chico de Oliveira tem um problema em enfrentar o tema do desenvolvimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele andou muito lá no CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento); portanto, ficou contaminado por isso, e nunca aceitou o tema do subdesenvolvimento. Passa longe do horizonte intelectual dele. Não é isso que está em questão. O Brasil deixou de ser um capitalismo periférico, e agora é capitalismo monopolista de Estado: qual a vantagem analítica desse enfoque? Não vejo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: No caso, seria ressaltar a consolidação de parcerias entre o governo e os principais agentes privados em setores estratégicos e rentáveis, conformando nova modalidade de transferência de patrimônio e riquezas públicas e sociais para mãos particulares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: Essa teorização toda é uma bobagem. Qual a natureza do Estado aqui? Capitalista. Isso até a sociologia do Octavio Ianni já havia descoberto lá atrás: é a ditadura do grande capital. Na periferia capitalista seria diferente por quê? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: Ainda assim, em linha direta de oposição a esta constatação da linha privatista sob Lula, governo, apoiadores e até mesmo uma parte da grande mídia – mesmo que a partir de interesses divergentes - têm incisivo discurso sobre a ‘retomada’ do papel gerenciador e referenciador do Estado na economia, do que o PAC seria forte evidência. O que pensa disto? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: Bobagem. Capitalismo não existe sem Estado. Se ficarmos discutindo aqui que houve um período neoliberal a ser sucedido por outro desenvolvimentista, vamos aceitar que o grande antagonismo na sociedade brasileira é entre tucanos e petistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os capitalistas sabem que quando era pra privatizar contaram com o FHC. Quando era pra controlar e repassar a poupança nacional do BNDES pra salvar os grandes lucros, contaram com o Lula. Não há diferença nenhuma. Se os tucanos estivessem no poder provavelmente teriam feito tudo igual, a negociação do Antonio Ermírio, da saúde, da Votorantim, como fez o Lula. É da natureza do Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo a sociologia brasileira deixou de estudar o Estado. Está mais interessada em políticas públicas. É um desastre analítico. O resultado tem sido apenas uma tentativa do mundo universitário de buscar acomodação nas verbas do governo, mas não tem oferecido mais lucidez analítica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o Estado vai continuar intervindo, privatizando, colocando essa imensa poupança nacional a serviço do fortalecimento de grupos industriais de natureza agrícola e mineral. É um desastre deixar de fazer tais análises! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: Como deverá caminhar a diplomacia de Dilma no que se refere ao relacionamento político e econômico com os demais países da América Latina, especialmente aqueles que carregam as pautas mais progressistas, e polêmicas, como Venezuela e Bolívia? Haverá, em sua opinião, mudanças significativas relativamente à gestão Lula? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: Não diria que são polêmicos as pautas dos países citados. A Venezuela tem um horizonte socialista. Não podemos reforçar esses estigmas. Espero que o governo tenha uma linha de atuação muito mais próxima aos países progressistas da América Latina, porque sem ela o Brasil fica muito mais fraco. O Brasil precisa ter aliança com a esquerda latino-americana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, é preciso avançar para além das limitações que a nossa política externa vem sofrendo. Abandonar a política sub-imperialista, ter uma melhor idéia de integração, atuar numa linha mais claramente anti-Washington, sem a qual não há avanço diplomático, econômico, político e cultural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é só isso. Precisamos criar uma política cultural que varra a indústria cultural estadunidense de nossas vidas, desde a infância, de todos nós. É necessária uma mudança radical na política cultural, que precisa ser claramente antiimperialista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito que a presidente vá fazer isso, mas gostaria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: E também reforçar mecanismos e instituições regionais... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: Precisa ver se vão se concretizar Unasul, Banco do Sul, Conselho de Defesa... De toda forma, a Avenida Paulista vê tudo isso com muita restrição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: Quais são as perspectivas da Esquerda? Acredita que deva ser reconstituída uma frente de esquerda? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: A esquerda no Brasil, em primeiro lugar, tem que pensar a revolução brasileira, e o seu programa. Para isso, precisa ser uma esquerda nacional, o que até hoje ela se recusa a ser. Uma anomalia incrível. A esquerda russa é russa, a esquerda cubana é cubana, a chinesa é chinesa, portanto, a esquerda brasileira precisa ser brasileira. Tem de discutir a teoria do capitalismo aqui, discutir uma revolução brasileira, que precisa ser nacional, além de socialista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se nossa esquerda continuar eurocêntrica, prosseguirá isolada do povo, não dará um passo à frente. Mais do que crer e rediscutir os atuais partidos, é preciso rever e aprofundar os vínculos orgânicos com o povo e repensar teoricamente o programa da revolução brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania: E quanto aos movimentos sociais, especialmente o MST, como devem seguir no governo Dilma a seu ver? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nildo Ouriques: O movimento social está, digamos assim, de crista baixa. Espero que o MST mantenha-se combativo, coloque o tema da Reforma Agrária sempre em evidência e que não sucumba ao governismo, entenda que o melhor que pode passar ao movimento, e a todos nós, é a manutenção da independência. E, sobretudo, que compreenda que, se não mantiver essa autonomia, vai, necessariamente, recuar em termos de luta política. E a direita avançará. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valéria Nader, economista, é editora do Correio da Cidadania; Gabriel Brito é jornalista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-7807821126571550184?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/7807821126571550184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/01/brasil-de-lula-naturalizacao-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/7807821126571550184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/7807821126571550184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/01/brasil-de-lula-naturalizacao-da.html' title='Entrevista Nildo Ouriques do IELA'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-8160336450340964804</id><published>2011-01-01T12:43:00.000-02:00</published><updated>2011-01-01T12:43:44.498-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feliz 2011'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/TR89Jq2PLuI/AAAAAAAAAF4/Du4AHFiTMAs/s1600/Feliz+2011+Aurelio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/TR89Jq2PLuI/AAAAAAAAAF4/Du4AHFiTMAs/s400/Feliz+2011+Aurelio.jpg" width="345" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-8160336450340964804?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/8160336450340964804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/01/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/8160336450340964804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/8160336450340964804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2011/01/blog-post.html' title=''/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/TR89Jq2PLuI/AAAAAAAAAF4/Du4AHFiTMAs/s72-c/Feliz+2011+Aurelio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-847887350156076714</id><published>2010-12-30T16:03:00.000-02:00</published><updated>2010-12-30T16:03:00.949-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conjuntura'/><title type='text'>A violência urbana, segundo Brizola</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;Nestes dias de UPPs e "libertações" onde assassinos de nosso povo pobre são trasformados em heróis nada como "ouvir" a palavra de Brizola... &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;Mais uma vez "Brizola tinha razão"... &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;E pasmem esse modelo de "plano colombia carioca" é programa de governo da Dilma para a segurança publica brasileira e pau nos pobres antes que eles se revoltem e que sumam com os armamentos do trafico pois eles podem tomados e usados pelo povo... &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;Pobres tolos a roda da história não para...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://cachacaaraci.files.wordpress.com/2010/11/operacao-militar-na-favela-carlos-latuff.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="250" id="il_fi" src="http://cachacaaraci.files.wordpress.com/2010/11/operacao-militar-na-favela-carlos-latuff.jpg" style="padding-bottom: 8px; padding-right: 8px; padding-top: 8px;" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red; font-size: x-large;"&gt;A violência urbana, segundo Brizola&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;O problema de segurança pública adquiriu essa importância, esse nível de gravidade, com a ditadura. Antigamente, uma pessoa podia andar tranqüilamente na rua, praticamente o assalto não existia. Assalto a banco? Isso não existia aqui! Realmente isso era assunto de cinema. As senhoras andavam nas ruas, lá no centro, com as suas bolsas. Havia naquele tempo os chamados punguistas: era os batedores de carteira, eram os passadores do conto do pacote, do conto do vigário, enfim, eram atividades até ingênuas, que eram motivo de crônicas, que todo mundo até apreciava naquele tempo. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Não existia esse clima de violência, de assassinatos, de homicídios. Isso veio com a ditadura. E coincidiu com o agravamento da situação social. E com o empobrecimento da população, com a decadência do sistema educacional. E com a explosão demográfica, que foi agravando, multiplicando esta ordem de problemas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Receita por receita, os militares tentaram tratar isso com violência, enfrentando de uma forma primária o assunto, até com helicópteros sobre as favelas, sobre as áreas carentes... Agora andam falando em pena de morte, que já existe aqui, como em nenhum outro país!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é campeão na utilização da pena de morte, com a quantidade de assassinatos que estão ocorrendo. E o problema se agravando, a situação cada vez pior! Então, vejam, essas duas questões correm paralelas, como grandes males nacionais, como situações absolutamente intoleráveis que condenam, estão estiolando a vida brasileira. Principalmente nas grandes cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja o Rio, como tem sido prejudicado por isso. Então essa questão não pode ser realmente analisada como até agora, desconhecendo certos aspectos que estão em águas mais profundas. Acho que a questão educacional é conseqüência de uma cumplicidade das elites brasileiras, que querem o povo brasileiro ignorante. E reagem até contra um programa como esse dos CIEPs. Há gente que tem esse fundo cultural, que não aceita que as crianças, as crianças da nossa pobreza, de nossas populações negras, tenham escola de nível de classe média como tem os filhos deles! Não aceitam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A floresta de Samora Machel &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estive em Moçambique, isso me serviu para entender muito o problema. Samora Machel, que era um ser humano admirável, me disse: "Olha, Brizola, aqui estamos utilizando o idioma do colonizador para fazer a nossa unidade e para nos conhecermos! Como um instrumento de reconhecimento mútuo. Porque são muitos idiomas, dos diversos grupos populacionais que possuímos. Mas, veja, nós agora estamos universalizando isto; mas antes, o colonizador usou, durante séculos, o seu idioma para nos colonizar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles só ensinavam português para uma pequena camada que trabalhava com eles: os empregados domésticos, os motoristas, os carregadores, os serviçais de maneira geral, os trabalhadores que formavam a base da economia e da sociedade colonial que existiu lá até 1975, ano da independência de Moçambique. O idioma português era ensinado restritamente pelo colonizador aos moçambicanos que prestariam serviços a ele. Quanto ao resto da população, os colonizadores nem sabiam quantos eram. Nem queriam saber quantos moçambicanos viviam por lá, pelos matos, pela floresta. Eles eram chamados de "indígenas", não tinham documentos, não andavam nas cidades, e pronto, ninguém se preocupava em sabe se estava doentes, com fome, quantas crianças nasciam, quantas morriam, nada! Viviam à parte da sociedade colon ial, ninguém sabia se matavam algum elefante para comer, para se salvar ou não, quantos viviam nas florestas, pelos matos! Os colonos brancos não tomavam conhecimento. Este é o perfil do próprio colonialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam agora a questão no Rio de Janeiro. Existem aqui duas sociedades: tem uma que é a nossa, onde circulamos, conhecemos pessoas. Estamos aqui nos controlando, conhecemos fulano, beltrano, filho de sicrano, temos carteira de identidade, etc. E se uma pessoa falta, damos falta dela. Se essa pessoa é vítima da violência, todos nós sabemos e ficamos revoltados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descendo na escala social, nos deparamos com um outro mundo, subterrâneo, parecido com a floresta descrita por Samora Machel. Lá ninguém sabe quantos matam, quantos morrem, quem manda matar, quem faz o quê. Uma sociedade civilizada que se preze pode conviver com 20, 30, 40 assassinatos diários? Jovens mortos com balas de guerra, muitas vezes pelas costas, e ninguém nem sabe de nada? As notícias sensacionalistas sequer citam nomes e os corpos são jogados em valas ou lixeiras, enquanto famílias não reclamam, temendo os executores. O que é isto, quem mata? Quem morre? Esta é a vida da floresta do Samora Machel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, geralmente, tudo se resolve com a explicação: "Ah, isto é disputa por ponto de droga, o traficante tal contra fulano". O problema é que esta explicação resiste à lógica mais elementar. Que diabo de cidade é essa que se impregnou dessa forma? Qual é o lugar do mundo onde se mata dessa maneira? Existe tanto tráfico, tanta gente assim envolvida com banditismo? Podemos aceitar isso para um país como o nosso? Devemos conviver com a floresta de Samora Machel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francamente, acho que temos que ir em águas mais profundas. E os vícios? Nó estamos acostumados com os vícios dos próprios serviços de segurança. Num quadro desses, até os bons policiais estão sendo mortos. Isso precisa ser drasticamente saneado! Olhem, não sei de onde sai tanta arma, não sei que tráfico é este, mas sei que procuram criar a idéia de que as favelas são um ambiente de vício! (14-05-91)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As elites fizeram os guetos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí está uma questão importante para os amigos repórteres internacionais. Isto que podíamos considerar uma espécie de cultura praticada pelas classes dirigentes de nosso país, levou as favelas, as comunidades pobres, a serem consideradas guetos origem de todos os males. O fato justifica todas as tropelias, todas as demonstrações de força do aparelho policial nas favelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas ocorrências, conforme a época, têm uma explicação. Agora estamos na fase da droga, do tráfico. Claro que o problema existe, não só a droga, como o tráfico, como a utilização das favelas e até de crianças, nessas atividades criminosas. Mas procuram aproveitar-se dessas ocorrências, exagerando-as, criando iniciativas para demonstração de poder. Para punir e intimidar as pessoas que vivem uma situação que, sob muitos aspectos, é intolerável e dá a elas até o direito de reivindicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me criei em bairros pobres, onde as pessoas eram boas, viviam se visitando, conversando, solidárias, ninguém pensava em fazer violência. Eu me criei de pé no chão, como essas crianças que estão aí. Até tenho o pé grande demais porque me criei com o pé à vontade, pisando. O meu dedão é aberto, como de todas as crianças que se criam de pé no chão. Será que mudou tudo isto?! Ou estão mudando tudo isto? Estão oprimindo essas populações? Como é isto? Será que não estamos aqui envoltos por um véu, por um nevoeiro de obscurantismo e não estamos nos dando conta do que está acontecendo? (30-06-93). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natureza juvenil dos crimes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião, pelo menos 80% da criminalidade existente no Rio de Janeiro são de natureza juvenil. Isso não quer dizer que adultos de 18, 20 ou 22 anos estejam excluídos da estatística. Muitos deles fazem parte de quadrilhas, assaltando residências, assaltando bancos e praticando crimes. Mas esta camada, especificamente, é a camada do Moreira (Moreira Franco, governador que sucedeu a Brizola, em 1983): eram crianças e muitos estudavam em CIEPs que foram fechados, abandonados. Essas crianças e muitos estudavam em CIEPs que foram fechados, abandonados. Essas crianças todas saíram e quem sabe quantas delas estão por aí, perdidas na bandidagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadro que existe é de violência juvenil, de criminalidade juvenil. As crianças partem da periferia para o centro porque lá há uma população imensa e a situação difícil as empurra para cá. Elas não param de vir e acabam passando pelo meio de nossas pernas, tantas são. Não é arrastão, um garoto desses ataca um chefe de família qualquer, rouba uma bolsa de mulher, o problema é rotineiro. E se tiver por ali um pedaço de madeira, um porrete qualquer, chefe de família vai dar na cabeça da criança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma situação terrível e não tenhamos esperanças de que o problema um dia diminua. Ele não vai diminuir, só vai crescer. Vai aumentar porque é cada vez maior o número de crianças vindas da periferia. A única saída é criarmos colégios tipo CIEPs que atraiam, que absorvam, que eduquem essas crianças. Fazer o que os povos dignos fazem: proteger as crianças, colocando-as em escolas dignas, não permitindo que elas andem pelas ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na França, criança não pode ficar na rua &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na França, nos dias de semana, criança em idade escolar é proibida de andar nas ruas. Se andar, o juiz pega e quer logo saber: por que está na rua? "Não, eu não fui ao colégio." E ele, de imediato, encaminha a criança para o pai ou a mãe, ou direto para o colégio. E se a criança não está matriculada em escola alguma, ele providencia para que isso seja feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu isso com o José Maria Rabello, nosso companheiro, no exílio na França. Recém tinha chegado com os filhos, quando um deles foi pego pela polícia e encaminhado ao juiz, que o convocou. Lá, soube que na França, criança em idade escolar, não pode andar solta pelas ruas. O mesmo acontece na Alemanha, na Inglaterra e nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, aqui não! É isso que vemos. Porque na periferia onde vivem, não há escola, não há nada. Outro dia, uma pessoa me construiu o seguinte quadro, que na verdade dá idéia aproximada do que está acontecendo: vamos admitir que estejamos vivendo numa grande cidade que, ao lado, tem uma área úmida, com bastante água parada. E ali se criam muitos mosquitos. A cidade está aqui, os mosquitos estão lá. De repente começa a ventar de lá para cá. Um vento cada vez mais forte, que progressivamente vai inundando a cidade de mosquitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas então começam a se defender dos mosquitos com uma reação primária, até irracional. Usando aquelas bombinhas de flits. Lembram, aquelas manuais? Tchii, tchii, tchii... Só que não conseguem vencer os mosquitos. E aí resolvem apelar para os sprays, mais modernos, mas só podem usá-los dentro de casa. Como combater aquela quantidade de mosquitos lá fora com spray? Aí a única saída é as pessoas passarem a viver confinadas, dentro de suas casas, para se defenderem dos mosquitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto dá uma idéia da periferia das grandes cidades brasileiras onde nascem tantas crianças. E essas crianças precisam ter um destino digno. Se nasceram, foram produto do amor. Por que não dar a elas um destino digno? Como é que um país como o nosso pode gastar 38 milhões de dólares para o Sr. Roberto Marinho construir um estúdio fantástico de televisão e, ao mesmo tempo, deixar as crianças permanecerem no pântano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que elas estão vindo em nossa direção, em número cada vez maior. E sabem quem, na vida real, faz o papel de vento? A televisão. O vento é a televisão. Estamos praticando um haraquiri social, um suicídio coletivo. (05-05-92)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior do que o apartheid &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhem, quando esteve aqui o Nelson Mandela, esta personalidade admirável, falei com ele: "Sr. Mandela, me diga uma coisa, o senhor poderia me dizer se lá na África do Sul, onde está o apartheid, onde está a mais horrenda repressão contra os humildes, contra os pobres em nome do racismo, inadmissível, me diga uma coisa: quando matam, como é que fazem? As famílias recebem os corpos? Há velório? Há enterro cristão para esses mortos? As pessoas sabem os nomes dos mortos?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me disse: "Sim, senhor". Insisti: "As pessoas sabem dizer que o morto é o fulano, filho da dona fulana que mora ali?" Ele confirmou: "Sim, senhor". Acrescentei: "Então vocês identificam todos os que matam?" Também confirmou isso: "Sim, senhor, até fazemos protestos: esses enterros, esses velórios são todos momentos de protesto, de luta para nós". Aí quem ficou curioso foi ele: "Mas por que me pergunta isso?" Tive que responder" "É por aqui matam-se aos milhares, todos rapazes, jovens, escurinhos, miscigenados, ou negros, e as famílias sabem que mataram, não são identificados, não têm enterro cristão compatível". Ele ficou surpreso: "Mas é verdade?". Chamou um secretário para tomar nota. Eu, por minha parte, pedi para chamarem o senado Abdias do Nascimento, um líder brasileiro das popul ações negras, e pedi que confirmasse o que dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então digo o seguinte: nós íamos nos conformando porque líamos todos os dias isto nos jornais, além de ouvirmos no rádio e vermos na televisão. A maioria se acostumou. Sem falar nos programas de rádio e televisão específicos tipo "Toma, isto é para o traficante tal, a boca cheia de formiga". Coisas assim... Programas brutais que, de certa forma, criam um oba, oba. E as pessoas vão morrendo, vão caindo, vão desaparecendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem mesmo tomamos conhecimento, está nos jornais de hoje, de que até mesmo uma autoridade, uma promotora, teria usado essas palavras: "Ah, bandido é na cadeia ou na valeta!" Na cadeia ou na valeta, ainda repetiu. O que é isto? Estamos despertando para isto, que não pode continuar. Acho que agora nós vamos fazer as famílias aparecerem. Volta e meia quando ando aí pelos bairros, tem uma pobre mãe que se agarra em meus braços e me diz: "Governador, não tenho notícias do meu filho, não sei o que foi feito do meu filho, eu sei que tem mortes lá todos os dias, que eu podia ir lá olhar, mas também não vou porque eu tenho medo. Tenho o Joãozinho, o Antoninho, o fulano, o beltrano, tenho medo que levem os outros"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é isto? E quantos assassinatos múltiplos desse tipo foram cometidos? Vocês se lembram daquele ali no caminho que conduz à residência de D. Eugênio? Foram sete! Sete jovens negros... Chego a perguntar: como é que podem matar sete jovens de 16, 17 e 20 anos, fortes? Quantos precisaram para agarrar, para matar? Como é que foram mortos? Será que ninguém viu, nem ouviu os tiros? Chego a pensar até na existência, como disse aqui, de uma câmara à prova de som onde matam e depois carregam para jogar por aí. E como é que podem matar sete jovens, se eles, sabendo que vão morrer, adquirem força de três? É preciso quatro, cinco para agarrar alguém que sabe que vai morrer (30-06-92)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extermínios e seqüestros andam juntos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permitam que diga: em minha opinião, esses seqüestros são uma atividade paralela promovida pelos integrantes dos grupos de extermínio. Para essas atividades criminosas torna-se necessária a associação, a estruturação para cometer atos. No caso da matança, é preciso seqüestrar em algum lugar, conduzir, matar, abandonar cadáveres e, sobretudo, fazê-los desaparecer. É necessária uma ação rápida, de tal modo que nenhuma criança consiga ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evoluir dessa ação criminosa para o seqüestro propriamente dito, para o assalto a banco, a residências, a estabelecimentos empresariais, a carros-forte, é um simples passo. Para mim, é a mesma gente: a do seqüestro, a dos assaltos a banco, dos grupos de extermínio, esquadrões da morte, responsáveis por esta matança e também dos assaltos organizados que surgem aqui e ali contra estabelecimentos empresariais, contra empresas ou contra residências. Antigamente as polícias eram patronais e locais: com o governo Vargas e com a revolução de 30 é que a policia foi se transformando numa instituição, não dominada pelos patrões e não de natureza local e municipal. Foi adquirindo realmente uma expressão institucional. E retornar para a polícia patronal como ocorreu durante a ditadura, criando ess a quantidade imensa de serviços de segurança, ao ponto que hoje no Rio de Janeiro, existe o maior número de seguranças particulares, polícias particulares, do que integrantes das instituições policiais. E como surgiu tudo isto? Isto tudo surgiu da intenção de aniquilar as pessoas. Primeiro surgiram os grupos de extermínio. Isto vem de muito longe, e há muito tempo que se fala: eu era jovem, vinha ao Rio de Janeiro de vez em quando, morava no Rio Grande do Sul, e aqui já se falava em esquadrão da morte. Houve aquela tentativa de matar mendigos, sempre uma doutrina no sentido de eliminar – em vez de cuidar dos mendigos, em vez de cuidar dos mendigos, em vez de encarcerar os jovens delinqüentes, ou mesmo criminosos, matar! Foi esta doutrina que formou, que incentivou, que criou, que acabou desenvolvendo esta atividade criminosa. (17-07-91)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Trechos do livro "Com a palavra Leonel Brizola" - Páginas 199-206 - Autor: Osvaldo Maneschy, Madalena Sapucaia e Paulo Becker&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-847887350156076714?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/847887350156076714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/12/violencia-urbana-segundo-brizola.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/847887350156076714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/847887350156076714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/12/violencia-urbana-segundo-brizola.html' title='A violência urbana, segundo Brizola'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-6423926760245411046</id><published>2010-09-28T10:37:00.000-03:00</published><updated>2010-09-28T10:37:55.108-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2004'/><title type='text'>Hoje por acaso encontrei essa minha entrevista de 2004...</title><content type='html'>&lt;b&gt;Interessante como pouca coisa mudou e as mesmas moscas continuam por aí...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista com Aurélio Fernandes Página da JS/PDT DE São Gonçalo &lt;br /&gt;Em defesa do projeto histórico do PDT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionar a índole de Anthony Garotinho nos dias atuais, depois da traição, é fácil. Mas Aurélio Fernandes o fez em 1988, já antevendo o perigo que o então prefeito de Campos significava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Membro do PDT desde 1982, Fernandes relembra sua passagem pela Juventude do PDT – que até então era chamada de Juventude Trabalhista, vindo a chamar-se Socialista em 1984 – inclusive o episódio em que a direção nacional do PDT interveio para que Garotinho se tornasse o seu presidente nacional. "O argumento é que a autonomia política existente na JS/PDT, que já havia discordado da aliança com o PDS nas eleições gaúchas, poderia causar problemas nas eleições presidenciais de 89", conta ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação com a "famiglia Garotinho" era difícil: "Eles se aliaram com a minoria de militantes fluminenses que viam a política partidária como um espaço de realização financeira pessoal e profissional e não de transformação da realidade". Pré-candidato a vereador pelo município do Rio de Janeiro, Fernandes propõe um mandato "pela defesa intransigente do projeto histórico de nosso partido". Em entrevista exclusiva concedida à JS/PDT de São Gonçalo Aurélio Fernandes falou sobre eleições municipais, sobre o governo Lula e sobre a famigerada reforma sindical e trabalhista.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Não há nada mais tucano do que um petista no poder"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A conjuntura política de crise da década de 80 estimulava a rebeldia"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma candidatura dentro desta perspectiva revolucionária é um desafio de proporções consideráveis"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JS/PDT São Gonçalo: Você tem uma longa trajetória no PDT, com uma longa passagem pela Juventude Socialista - inclusive no tempo em que era Juventude Trabalhista. Conte um pouco sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aurélio Fernandes: Na realidade estive filiado mais tempo na JS PDT do que o tempo que milito exclusivamente no PDT. Foram 12 anos. E posso afirmar que, sem sombra de duvida, devo a minha formação aos anos que me dediquei integralmente à construção de nossa organização juvenil. Conheci o PDT na campanha eleitoral de 1982. Nessas eleições Brizola representou no imaginário popular carioca e fluminense a retomada do fio da história das lutas populares e a&lt;br /&gt;resposta mais radicalmente possível à ditadura militar. Influenciados por essa realidade, uma quantidade enorme de jovens trabalhadores e estudantes, sem experiências partidárias anteriores, participaram pela primeira vez da vida democrática e acabaram por se filiar ao "partido do Brizola". Assim o PDT aglutinou uma maioria de jovens sem nenhuma formação política, jovens trabalhistas e nacionalistas de diversos matizes e jovens social democratas e marxistas identificados com as experiências históricas da década de 60. Todos defendendo o projeto histórico do PDT: trabalhismo como caminho brasileiro para o Socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi a mudança de nome para Juventude Socialista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em 1984. Os jovens do PDT participaram ativamente da campanha das Diretas-Já e a Juventude Trabalhista, em seu III Congresso Nacional, após muitas discussões, aprovou por unanimidade a modificação de seu nome para Juventude Socialista. Nesse Congresso fui eleito membro do diretório e da executiva nacional da JSPDT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve também uma tentativa de reorganizar a Juventude para encarar as eleições presidenciais que viriam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, houve. Tínhamos de assumir uma estrutura organizacional de frontal ruptura com a lógica imposta pela ditatorial Lei Orgânica dos Partidos, não apenas ao PDT, que naquele momento era o maior partido de massas da esquerda brasileira e potencial vitorioso nas eleições presidenciais de 89, como a todos os outros partidos independente de sua linha ideológica. A JS PDT estava diante de um impasse: ou avançávamos ou teríamos um refluxo organizativo de dimensões&lt;br /&gt;consideráveis. Nesse sentido era consensual a aprovação de um novo estatuto no Congresso Nacional que ocorreria em 88. Uma nova forma de organização que o militante teria de se filiar diretamente e apenas ao núcleo de base, onde não existiriam diretórios municipais, substituídos por assembléias de núcleos de base, ou diretórios estaduais substituídos por assembléias de delegados eleitos nos núcleos de base nos municípios. Além disso, os dirigentes podiam ser substituídos a qualquer momento pela reunião que os elegiam e a forma de direção era colegiada sem cargos apenas com as funções de direção pré-definidas. Curiosamente uma forma de organização com características muito próximas de uma organização política que se consolidava naquele momento histórico e que nos desconhecíamos organizacionalmente: o MST.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que isso não aconteceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, lamentavelmente, a direção nacional do PDT interveio e impediu a realização do Congresso, com o objetivo de nomear o Prefeito de Campos Antony Garotinho presidente da JS/PDT. O argumento é que a autonomia política existente na JS/PDT, que já havia discordado da aliança com o PDS nas eleições gaúchas, poderia causar problemas nas eleições presidenciais de 89. Na época eu era um dos nomes propostos pela maioria para a presidência nacional da JS PDT em um processo de transição para o novo estatuto. Após a intervenção, nossa organização juvenil esvaziou-se nacionalmente, muitos abandonaram a militância e até mesmo o partido, restando alguns jovens resistindo nos estados.&lt;br /&gt;Aproximadamente dois anos depois a direção nacional do PDT convocou-me para que assumisse interinamente a direção da JS PDT. Imediatamente recusei a lógica do proposto e discuti a necessidade de apoio político da direção ao processo de reconstrução que já vinha ocorrendo nos estados. Essa proposta culminou na eleição de uma comissão organizadora e a realização do 7º Congresso da JS PDT em Vitória com a aprovação do novo estatuto com todas as características&lt;br /&gt;descritas anteriormente. Aproximadamente dois anos depois realizávamos o 8º Congresso Nacional da JSPDT em Cuiabá onde fui eleito membro-honorário da JS PDT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos de atuação política, o que mudou no jovem de hoje para o&lt;br /&gt;jovem do período em que vc presidiu a JS?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica difícil trabalhar essas questões em termos meramente geracionais. A conjuntura política de crise da década de 80 estimulava a rebeldia e a ousadia de todos os setores oprimidos da sociedade brasileira. Em vários momentos nossa organização juvenil questionou posicionamentos que considerávamos equivocados por parte das direções do PDT nos municípios, nos estados e&lt;br /&gt;nacionalmente. Havia uma lógica radicalizada de autonomia organizacional da juventude em relação a estrutura partidária. &lt;br /&gt;Mesmo quando ocorre a intervenção em 1988, a resistência da juventude faz com que a direção nacional do PDT recue e aceite um acordo. Ao invés da mera nomeação de Garotinho na "presidência", ocorreria um processo de "eleição" de umrepresentante por estado em cada bancada para, com a aprovação da direção nacional do PDT, eleger uma coordenação&lt;br /&gt;de três nomes para coordenar nacionalmente a JS PDT.&lt;br /&gt;É claro que no caso do Rio de Janeiro esse processo foi dirigido pelo secretario nacional de movimentos sociais do PDT, deputado federal Luis Salomão, que garantiu a eleição do personagem com participação de toda a bancada campista, independente da idade de seus membros, presente ao congresso partidário que ocorria paralelamente ao evento da juventude. Mesmo assim, dos três eleitos para a direção colegiada dois pertenciam à maioria. Porém sem estrutura financeira para acompanhar as atividades e, obviamente boicotados, não conseguiram impedir que a direção nacional tratasse, publicamente, Antony Garotinho como presidente nacional da JS PDT.&lt;br /&gt;Minha formação política ocorreu nesse período e faz com que eu continue acreditando que o tempo das grandes aventuras e das grandes utopias do ser humano não acabaram, e que o impossível só existe no dicionário daqueles que, para sobreviverem, necessitam da miséria dos homens. Enfim outras conjunturas como a da década de 80 virão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fale um pouco mais da convivência com o casal Garotinho nos tempos da sua militância na JS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma convivência muito difícil. A prática do casal garotinho era a antítese do que realizávamos na juventude. Garotinho e famiglia chegam na JSPDT como interventores nomeados pela direção nacional do partido e se aliam com a minoria de militantes fluminenses que viam a política partidária como um espaço de realização financeira pessoal e profissional e não de transformação da realidade. Logo após 1988, na tentativa de resguardar nossa organização juvenil tentamos trabalhar&lt;br /&gt;em conjunto na coordenação nacional eleita com a intervenção.&lt;br /&gt;Logo percebemos a impossibilidade dessa alternativa, pois o egocentrismo e o oportunismo político de Garotinho impediam qualquer tipo de relacionamento político baseado em uma lógica de compromisso militante com o projeto histórico do PDT.&lt;br /&gt;Por varias vezes decisões tomadas coletivamente eram modificadas nos encaminhamentos para dar destaque pessoal à "liderança" juvenil emergente do futuro "dono do PDT" e virtual candidato futuro a "presidente da república" na era PDT pós-Brizola. Mesmo depois do processo de reorganização da JS/PDT a política de Garotinho em relação à JS/PDT no Rio de Janeiro foi de transformá-la em correia de transmissão de seus projetos pessoais e eleitoreiros. Em todos esses momentos nossa convivência, por motivos óbvios, foi muito tumultuada e repleta de enfrentamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos falar sobre eleições municipais. Como surgiu a sua pré-candidatura a vereador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas eleições de 2000 e 2002 um coletivo de militantes e dirigentes do PDT estimulou e apoiou as candidaturas à vereadora da companheira Francineide Salles no município do Rio e a deputado estadual do companheiro Cid Reis. Na minha opinião foram duas candidaturas vitoriosas, pois caracterizaram-se como um espaço de educação popular, denunciaram as ilusões eleitorais de uma democracia restrita determinada por interesses econômicos, foram acompanhadas por um esforço&lt;br /&gt;paralelo de fortalecimento da organização e participação do povo no partido e nas organizações sociais; assumiram o papel histórico do trabalhismo como caminho brasileiro para o socialismo, sendo reconhecidas por sua identificação política com os excluídos, os trabalhadores e a juventude.&lt;br /&gt;Acima de tudo foram candidaturas coletivas que tinham claro que o nível de consciência do povo sobre as soluções econômicas, sociais e políticas necessárias para o país não se elevará exclusivamente, ou de forma linear, através de prazos ou atos eleitorais e terá de ser construída nas lutas e nas mobilizações do povo trabalhador.&lt;br /&gt;Já há algum tempo esse mesmo coletivo vinha discutindo sua atuação nas eleições de 2004. Nesse processo de discussão surgiu, dentre outras, a proposta de construir coletivamente uma candidatura a vereador nas eleições do município do Rio e um futuro mandato que fosse identificado com essa forma de fazer política e pela defesa intransigente do projeto histórico de nosso partido.&lt;br /&gt;Quais serão as principais bandeiras de sua campanha (se houver)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro é o compromisso que, se eleito, não irei receber salário superior ao que recebo em minhas atividades profissionais atuais, e que os futuros assessores reproduzirão esta postura em relação a seus&lt;br /&gt;salários, e que a diferença destes salários será utilizada na implementação dos compromissos políticos do mandato. Uma candidatura dentro desta perspectiva revolucionária é um desafio de proporções consideráveis, mas entendo que é uma das formas de contribuir na luta por um projeto de&lt;br /&gt;sociedade socialista identificado com a história de lutas de nosso povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tem defendido a candidatura própria para prefeito na capital. Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está em jogo nessas eleições municipais é a necessidade de o PDT apresentar, ao povo trabalhador em todas as grandes cidades, razões para continuar existindo enquanto projeto histórico identificado com os que estão as margens de tudo.&lt;br /&gt;Abrir mão de candidaturas próprias na atual conjuntura da nação brasileira, onde o projeto e a visão estratégica do PDT não se identifica com a oposição de bravatas e alianças por baixo do pano do PFL e PSDB, e menos ainda com o governo neoliberal de Lula e seus aliados, significaria alinhamento e adesão automática com visões de mundo e de governos incompatíveis com a trajetória histórica e política do PDT.&lt;br /&gt;Temos de reconquistar no imaginário popular a identificação que tínhamos na década de 80, onde éramos vistos como a retomada do fio da história das lutas populares e a resposta mais radicalmente possível à crise econômica, política e social. Eu ainda acredito que ainda podemos ser uma alternativa política para o povo trabalhador brasileiro fazer as transformações sociais necessárias para mudar de verdade nosso país. Para isso temos de ter a coragem de ousar, de mostrar nas eleições que nosso projeto histórico está vivo, lançando candidaturas próprias com a cara de nosso&lt;br /&gt;projeto histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você achou correta a ruptura do PDT com o governo Lula?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Che Guevara tem uma frase que exemplifica muito bem a atual política do governo Lula e seus aliados: "A 'moderação' é outra das palavras que os agentes da colônia gostam de usar. São moderados todos os que têm medo ou todos os que pensam em trair de alguma forma. O povo não é de forma alguma moderado." O PT de Lula, aliado ao PC do B, PSB, PL, PTB, PPS e com apoio critico do PDT completou um ano no governo federal, sem ter dado sinais de reversão do grave quadro de violação do direito humano ao trabalho, à terra e moradia, à educação e à soberania alimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, é um governo de continuidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro! Nesse período o governo Lula se organizou para dar continuidade a administração da crise e concluir a agenda neoliberal de contra-reformas que FHC não conseguiu finalizar devido a resistência dos movimentos populares e classistas. Há séculos atrás, durante o período imperial brasileiro, se dizia que não existia "nada mais conservador do que um liberal no poder". Hoje, muitos afirmam que em seu primeiro ano de governo, nada foi mais tucano do que um petista no poder, senão vejamos: o&lt;br /&gt;o Governo está submetido à cartilha do FMI e do Banco Mundial, o Governo faz todo tipo de acordo e barganha política para aprovar as reformas, o Presidente vive viajando para o exterior, o desemprego mantém-se em níveis alarmantes, o país continua campeão em desigualdades e não se vê como isso possa melhorar, o contingenciamento de gastos tem prejudicado os projetos sociais, a carga tributária supera os 36% do PIB e tende a aumentar com as reformas, a tabela do imposto de renda não vai ser corrigida, a CPMF que era temporária torna-se permanente, a taxa de juros continua&lt;br /&gt;insuportável e prejudica o investimento produtivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo econômico continua o mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os economistas do governo afirmam que na economia, o dever de casa foi feito, mas a situação do povo vai de pior a pior. A equipe econômica e o Presidente Lula afirmam que a economia brasileira ainda precisa dos remédios neoliberais do ex-ministro Malan e defendem a autonomia do Banco Central. O emprego, o crescimento e a péssima distribuição de renda não fecham a equação. A cidadania é violentada dia após dia. Em 2003 o contingente de desempregados no Brasil foi engrossado em 700 mil pessoas, e a perda do poder aquisitivo real do trabalhador brasileiro se aproximou dos&lt;br /&gt;15%. Além de se recusar a corrigir a tabela de imposto de renda, o governo Lula retomou, aprofundou e aprovou no Congresso o projeto de privatização da previdência do governo FHC. A reforma da previdência demonstra o quanto o governo Lula é serviçal ao capital financeiro. Não é a toa que apenas os 50 maiores bancos tiveram apenas nos primeiros nove meses de 2003 um lucro de R$ 12,733 bilhões. Em nenhum momento o governo Lula aponta para uma solução que afirme a nossa soberania questionando de alguma maneira o pagamento da dívida externa. Uma auditoria parcialmente realizada já demonstrou que a maior parte dos contratos da dívida firmados entre 1964 e 1971 é, de fato,&lt;br /&gt;inexistente. O Brasil tem de fazer uma moratória e realizar uma ampla auditoria. Já pagamos aos supostos credores US$ 183 bilhões de uma dívida que não é nossa. Nós é que somos os verdadeiros credores políticos, sociais e ambientais. O Governo Lula, ao contrário, prática uma "moratória social". No ano de 2003 o governo brasileiro pagou US$ 10 bilhões de juros da dívida externa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sindicalista, o que você espera do novo ministro do Trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é nenhuma surpresa que o presidente da CUT, Luiz Marinho declare ser a favor da indicação do Sr Berzoini ministro do Trabalho. Os dois defendem o pluralismo sindical pleno, inclusive com a possibilidade de organização de sindicatos por local de trabalho. A corrente sindical desses dois senhores - Articulação Sindical - que no momento tem maioria nas várias instâncias da CUT e no Governo Federal, utiliza-se de uma "linguagem classista" e um discurso politizado, no entanto, na prática, implementa um sindicalismo social-liberal de resultados que se resume em reivindicar&lt;br /&gt;uma "cidadania", dentro dos marcos do sistema capitalista, nos limites da luta por melhores salários e da lógica de "parceria" entre capital e trabalho. Nos últimos anos, utilizando-se do argumento da crise econômica, do desemprego estrutural, realizaram varias negociações desvantajosas para os trabalhadores, sob o argumento de que estão garantindo o emprego. O que temos visto em várias negociações é a utilização dos instrumentos de negociação coletiva não para ampliar os direitos assegurados pela CLT, mas para desconstituí-los, reduzi-los, flexibilizá-los, até mesmo por parte de sindicatos considerados mais fortes e aguerridos. Direitos são flexibilizados, regulamentando os interesses da classe patronal nos acordos e convenções coletivas. Basta analisar os instrumentos coletivos firmados por sindicatos cutistas dominados pela Articulação Sindical: em muitos deles, há o desmonte dos direitos trabalhistas conquistados na luta e até na Justiça do Trabalho. A aposta de Marinho e sua corrente significará o fortalecimento de uma estrutura sindical onde cada partido ou corrente política e ideológica terá seus sindicatos e sua central. Essa nova estrutura sindical levará a uma maior desorganização do sistema atual de relações de trabalho permitindo - daí a sua  perversidade - a ingerência patronal (empresarial) na organização dos trabalhadores. O lamentável é perceber a ação das cúpulas das centrais sindicais - CUT, FS e CGT - que no Fórum Nacional do Trabalho priorizam debater essa Reforma Sindical, que abre o caminho para uma futura Reforma de "flexibilização" Trabalhista que significará a retirada de direitos ao invés de propor a discussão de mecanismos de distribuição da riqueza e renda num país que é campeão em desigualdades sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual seria o modelo ideal de reforma sindical, na sua opinião?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveriam propor ao governo medidas de caráter emergencial de combate à informalidade, à terceirização, às falsas cooperativas, ao trabalho escravo e à prorrogação da jornada. Deveriam defender sistemas de relações de trabalho que permitissem um maior controle dos trabalhadores sobre o uso de sua força de trabalho e não mudanças que contribuam para aprofundar a desregulamentação de direitos sociais e para ampliar o grau de flexibilidade das relações de trabalho no Brasil, que sempre foram bastante flexíveis apesar de uma legislação extensa e bem detalhada. Necessitamos de mudanças que prioritariamente apontem para a necessidade de sanções para que o empregador seja&lt;br /&gt;compelido a negociar, a fornecer aos sindicatos de trabalhadores a transparência na sua situação econômico-financeira, para só daí poder recusar a conceder melhores condições de vida, de trabalho e de salário. Os trabalhadores foram as principais vítimas do modelo neoliberal e não devem "ceder" mais nada. Devemos defender intransigentemente a manutenção da CLT, que deve permanecer intocada em seus pontos essenciais e funcionar como legislação de sustento, garantindo-se um mínimo de proteção e uma trincheira de resistência contra a precarização dos contratos, obstando a terceirização desenfreada, o tráfico de mão-de-obra, a "coooperfraudização" do trabalho etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o atual sistema é ruim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O atual sistema garantiu ao longo de décadas, a organização e a representação dos trabalhadores, inclusive com entidades de grande expressão, tradição de luta e importantes dirigentes sindicais e deve ser mantido, com algumas alterações: reconhecimento da organização sindical por local de trabalho vinculada ao sindicato da categoria;&lt;br /&gt;aprovação de um estatuto de garantias sindicais com prioridade para as OLTs; reconhecimento constitucional das centrais sindicais, apesar de entendermos a necessidade de uma central única que seja plural e abrigue todas as forças que atuam no movimento sindical; manutenção da contribuição sindical compulsória apenas dos não associados, alterando a sua destinação para as centrais sindicais; e regulamentação da contribuição federativa, inclusive a favor da central sindical. As possibilidades de melhorias substanciais no atual sistema de relações de trabalho estão bloqueadas pela debilidade dos sindicatos e das centrais e pela hegemonia das concepções neoliberais no governo Lula e nos&lt;br /&gt;debates do Fórum Nacional do Trabalho. Assim, o papel do movimento sindical deve ser o de impedir e/ou dificultar ao máximo a proposta de Reforma Sindical do governo Lula e preservar as posições duramente conquistadas em mais de 60 anos de lutas sindicais. A entrada do Sr Berzoini no Ministério do Trabalho converge com a estratégia do Governo Lula de implantar uma concepção neoliberal nas relações de trabalho e será, com certeza, desastrosa para a classe trabalhadora brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 x 12, com Aurélio Fernandes&lt;br /&gt;Filme: Os companheiros de Mario Monicelli, uma obra inesquecível e que marcou minha vida.&lt;br /&gt;Recentemente Adeus Lênin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música: MPB, Rock, Jazz, Blues, Clássica, Samba qualquer gênero desde que tenha qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal: Aquele que nós devíamos estar fazendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro: "Veias AberTas da América Latina", de Eduardo Galeano; e "Dialética da Dependência", de&lt;br /&gt;Ruy Mauro Marini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hobby: Ler e assistir bons filmes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dinheiro: O necessário para viver e lutar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mito: Lênin, Mariategui e Che&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Líder: O povo trabalhador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho: Um mundo onde não exista a exploração do homem pelo homem e no qual nos respeitemos pelo que somos, e não pelo que temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decepção: Não termos construído ainda o instrumento partidário que o povo trabalhador necessita para conquistar sua liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brizola: No futuro será reconhecido como uma das maiores lideranças de esquerda da América Latina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil: Como diria Darcy, depende de nossa luta para que ele se torne a semente de uma nova civilização solidária.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-6423926760245411046?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/6423926760245411046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/09/hoje-por-acaso-encontrei-essa-minha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/6423926760245411046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/6423926760245411046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/09/hoje-por-acaso-encontrei-essa-minha.html' title='Hoje por acaso encontrei essa minha entrevista de 2004...'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-6455288477226775967</id><published>2010-09-19T18:20:00.001-03:00</published><updated>2010-09-19T18:20:50.058-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamentos impertinentes...'/><title type='text'>O dia em que a urna eletrônica virou forno de microondas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/TJZ-lZC9R1I/AAAAAAAAAFQ/LN6OBJRvpuU/s1600/urna+assa+tucano.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="286" qx="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/TJZ-lZC9R1I/AAAAAAAAAFQ/LN6OBJRvpuU/s400/urna+assa+tucano.gif" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-6455288477226775967?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/6455288477226775967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/09/o-dia-em-que-urna-eletronica-virou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/6455288477226775967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/6455288477226775967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/09/o-dia-em-que-urna-eletronica-virou.html' title='O dia em que a urna eletrônica virou forno de microondas'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/TJZ-lZC9R1I/AAAAAAAAAFQ/LN6OBJRvpuU/s72-c/urna+assa+tucano.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-8651911978146017420</id><published>2010-08-10T10:05:00.002-03:00</published><updated>2010-08-10T10:05:47.010-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conjuntura'/><title type='text'>CRISE, LUTA E ESPERANÇA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pNARr0DASXA/SrLM2tV2jII/AAAAAAAAASc/TaNWjdijA1E/s1600/GetResource%5B1%5D.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" mx="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_pNARr0DASXA/SrLM2tV2jII/AAAAAAAAASc/TaNWjdijA1E/s320/GetResource%5B1%5D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Por Miguel Urbano Rodrigues&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim da actual crise de civilização é imprevisível. Inevitável, conduzirá ao desmoronar do capitalismo ou a uma era de barbárie.&lt;br /&gt;Prever datas para o desfecho seria, porém, um exercício de futurologia.&lt;br /&gt;Mas uma certeza se esboça já no horizonte: a derrota espera o imperialismo nas guerras criminosas que os EUA desencadearam para manter e ampliar o sistema de dominação mundial do capital.&lt;br /&gt;OS EUA estão atolados em guerras perdidas no Afeganistão e no Iraque e a sua aliança com o Estado neofascista de Israel é um factor de tensão permanente no Médio Oriente. As estratégias agressivas que desenvolvem na América Latina, na África e na Ásia Oriental são também incompatíveis com as aspirações dos povos ameaçados, contribuindo para o subir da maré anti-americana &lt;br /&gt;Nesta fase, iniciada com as agressões no Médio Oriente e Ásia Central, o imperialismo estadounidense encontrou situações históricas muito diferentes da que precedeu o seu envolvimento no Vietname e a humilhante derrota que ali sofreu. Nos EUA somente uma minoria percebeu que a guerra estava perdida quando Giap desfechou a ofensiva do Tet. A resposta de Johnson e Kissinger, cedendo aos generais do Pentágono, foi a ampliação da escalada. A agressão alastrou para o Laos e Washington e enviou mais tropas para a fornalha vietnamita, semeando a morte a devastação no Sudeste Asiático. Transcorreram anos até à retirada dos EUA. Os povos foram lentos a compreender que o desfecho da trágica agressão ao Vietname era o prólogo de uma crise que significou a perda da hegemonia que Washington exercia sobre a economia do Ocidente desde o final da II Guerra. Nada foi igual desde então.&lt;br /&gt;Mas o establishment norte-americano não extraiu as lições implícitas no fracasso das guerras da Coreia e do Vietname. A estratégia foi reformulada, mas a ambição imperial permaneceu, assumindo novas formas. &lt;br /&gt;O cenário das agressões adquiriu proporções planetárias a partir do desaparecimento da União Soviética.&lt;br /&gt;A primeira guerra do Golfo foi decidida no final da presidência de George Bush pai perante a passividade da URSS, prestes a desintegrar-se. Washington proclamou então que a humanidade havia entrado numa era de paz permanente, sob a égide dos EUA, garantes da Nova Ordem Mundial. Um obscuro epígono do capitalismo, Francis Fukuyama, saudou a morte do comunismo e anunciou o «Fim da História», apontando o neoliberalismo como a ideologia para a eternidade.&lt;br /&gt;O desmentido aos profetas imperiais não tardou.&lt;br /&gt;Quando as torres do Word Trade Center desabaram, o mundo entrou numa fase de turbulências anunciatórias de uma profunda crise de civilização. Após o 11 de Setembro de 2001, Bush filho, alegando necessidade de uma «cruzada contra o terrorismo», e afirmando que Deus estava com os EUA, invadiu o Afeganistão, semeando a morte a destruição naquele remoto pais da Ásia Central.&lt;br /&gt;Depois chegou a segunda guerra iraquiana, iniciada à revelia do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A terra milenária da Mesopotâmia foi ocupada, os seus museus saqueados, o seu petróleo e gás entregues às petrolíferas dos EUA, dezenas de milhares de iraquianos chacinados.&lt;br /&gt;Autoproclamando-se nação predestinada, com vocação para redimir a humanidade dos seus pecados, os EUA, sob a batuta da extrema-direita republicana, passaram a actuar como um Estado terrorista, disseminando o terrorismo pelo planeta.&lt;br /&gt;Essa trágica situação somente foi possível pela cumplicidade da União Europeia, do Japão e do Canadá, estados ditos civilizados. Com o seu aval ao establishment bushiano abriram as portas à barbárie. &lt;br /&gt;A eleição de um negro para a Presidência dos EUA gerou a ilusão de que o pesadelo iria findar. Mas Barack Obama, que chegou à Casa Branca com o apoio entusiástico do grande capital, mudou o discurso, mas manteve a politica imperialista. Pior, agravou-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PÂNTANO AFEGÃO &lt;br /&gt;Admiradores do Presidente norte-americano afirmam que ele é um humanista, vítima de uma engrenagem que o instrumentaliza. Mas a defesa que dele fazem não convence.&lt;br /&gt;O Prémio Nobel da Paz tomou decisões que contribuíram para aprofundar a crise mundial. No plano interno a sua política tem sido, no fundamental, de capitulação perante as exigências do grande capital. Significativamente, o seu secretário do Tesouro, Geithner é um político que goza da confiança total de Wall Street. &lt;br /&gt;No terreno internacional, o Presidente aumentou muito o orçamento do Pentágono, pediu ao Congresso verbas colossais para as guerras asiáticas, enviou mais 30 000 militares para o Afeganistão, e faz da vitória nessa guerra uma prioridade da sua politica exterior. &lt;br /&gt;Entretanto, acumula derrotas no teatro afegão. A ofensiva no Helmand foi um fracasso; a de Kandahar foi sucessivamente adiada.&lt;br /&gt;A divulgação dos documentos secretos oferecidos pela WikiLeaks ao NY Times, ao Guardian e ao Der Spiegel instalou o pânico na Casa Branca, e o inquérito do sobre a fuga de informações classificadas abalou fortemente a confiança dos americanos no sistema de segurança do Pentágono.&lt;br /&gt;Em declarações recentes, Julian Assange, o australiano que criou o WikiLeaks, afirmou que crimes cometidos pelo exército dos EUA excedem em horror os massacres do Vietname. A chamada Força Tarefa Conjunta 373 tem por missão abater secretamente chefes talibãs e elementos suspeitos de pertencer à Al Qaeda.&lt;br /&gt;Grupos de matadores especiais intitulados Kia são responsáveis pelo assassínio de centenas de civis em ataques cujas vítimas são designadas nos relatórios como «mortos em acções».&lt;br /&gt;O rol dos crimes das tropas de ocupação da NATO também ocuparia muitas páginas. A chacina de Kunduz, da responsabilidade do contingente alemão, abalou o governo da chanceler Merkel, mas foi apenas uma das muitas matanças de civis cometidas pelas tropas de ocupação.&lt;br /&gt;Julian Assange cita como exemplo das atrocidades dos aliados o bombardeamento de uma aldeia por uma força polaca. Dezenas de pessoas ali reunidas para festejar um casamento morreram num acto de retaliação concebido com crueldade.&lt;br /&gt;Rotineiramente, o alto comando norte-americano promove inquéritos nesses casos para «apurar responsabilidades». Mas ninguém é punido.&lt;br /&gt;Hamid Karzai, o presidente fantoche, protesta e pede providências, mas a indignação é simulada.&lt;br /&gt;Milhares de civis nas aldeias da fronteira paquistanesa foram mortos pelos bombardeamentos realizados pelos drones- os aviões sem piloto. O actual comandante Supremo, o general Petraeus, define essas «missões» assassinas como indispensáveis ao êxito da nova estratégia de luta «contra o terrorismo»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FARSA DRAMÁTICA&lt;br /&gt;Hillary Clinton, o vice-presidente Joe Binden e James Baker, o secretário da Defesa, têm visitado frequentemente o Afeganistão.&lt;br /&gt;A encenação pouco varia. Deslocam-se para levantar o moral das tropas, dizer lhes que estão a lutar pela pátria, pela liberdade e a democracia contra o terrorismo, que a luta exige grandes sacrifícios, mas que a vitória na guerra afegã é uma certeza.&lt;br /&gt;Todos aproveitam para pedir ao Presidente Karzai que «governe democraticamente», afaste colaboradores que não merecem a confiança dos EUA, e ponha termo à corrupção implantada no país.&lt;br /&gt;Karzai faz promessas, reune assembleias tribais que lhe aprovam a política e repete que é fundamental negociar com os «talibãs recuperáveis». É ele, chefe da mafia, o primeiro responsável pelo sumiço de milhares de milhões de dólares doados em conferências internacionais para o desenvolvimento e reconstrução do país, destruído pela invasão americana. A realidade não alterou o método. Em Kabul, a última dessas conferências acaba de aprovar mais uns milhares de milhões para «ajudar» o Afeganistão. &lt;br /&gt;Entretanto, a produção de ópio, insignificante à data da invasão, aumentou 90% na última década.&lt;br /&gt;É do domínio público que familiares do presidente mantêm íntimas ligações com o negócio da droga.&lt;br /&gt;Nas suas periódicas visitas ao Paquistão, Hillary Clinton admoesta o presidente Asif Zardari pela insuficiência do esforço de guerra nas áreas tribais do Waziristão na fronteira do Afeganistão. Joe Binden repete-lhe o discurso. Ambos insinuam cumplicidade do Exército com as chefias talibãs.&lt;br /&gt;O Primeiro-ministro britânico Cameron ao visitar o país foi tão longe nas suas críticas que o governo de Islamabad cancelou uma visita a Londres do chefe dos serviços de inteligência paquistaneses convidado pelo Intelligence Service.&lt;br /&gt;Crónicas de correspondente europeus em Kabul e declarações de soldados dos EUA regressados da guerra afegã esclarecem que a moral das tropas de combate caiu para um nível muito baixo. &lt;br /&gt;A demissão do general Stanley McChrystal, que criticara numa entrevista o presidente Obama, contribuiu para acentuar o mal-estar no Alto Comando. O general tem um currículo de criminoso, mas as suas opiniões sobre a condução da guerra são partilhadas por muitos oficiais. &lt;br /&gt;Assim vão as coisas na guerra podre do Afeganistão.&lt;br /&gt;No Iraque, a «pacificação» é um mito como demonstra o aumento de mortos em atentados bombistas em Bagdad e na região Norte, controlada pelos kurdos. O discurso de Obama aos veteranos deficientes, no dia 1 de Agosto, sobre a retirada das tropas foi um exercício de hipocrisia, semeado de mentiras e estatísticas falsas.&lt;br /&gt;Na Palestina, Israel continua a bloquear Gaza, bombardeada com frequência, e amplia a construção de casas na Jerusalém árabe e em colonatos na Cisjordânia.&lt;br /&gt;O Irão é atingido por novas sanções, aprovadas pelo Conselho de Segurança, e a CIA promove atentados terroristas no Kuzistao, fronteiro do Iraque, e na província baluche, vizinha do Paquistão.&lt;br /&gt;Na América Latina, Uribe, nas vésperas de ceder a presidência a Juan Manuel Santos, seu filhote político, criou uma crise com a Venezuela bolivariana ao forjar acusações sobre a presença das FARC em território daquele país. Os EUA, que vão instalar 7 novas bases militares na Colômbia, aprovaram imediatamente a provocação.&lt;br /&gt;XXX &lt;br /&gt;Neste contexto de escalada militar em múltiplas frentes, a crise interna prossegue. O magro crescimento do PIB esconde a realidade.&lt;br /&gt;O número de casas vendidas é o mais baixo dos últimos anos. Milhares de empresas fecham todos os meses. Em cidades outrora famosas pela riqueza, como Detroit e Pittsburg, bairros inteiros estão hoje desabitados. O desemprego alastra. Nas universidades aumenta o ensino elitista. A tão elogiada reforma dos «cuidados de saúde» dificultou mais o acesso de milhões de imigrantes ilegais aos hospitais (v.Fred Goldstein, odiario.info, 22.04.2010).&lt;br /&gt;A Finança, essa prospera. Os gestores dos grandes bancos continuam a receber reformas e prémios fabulosos. Um desses gigantes, o Wells Fargo, acumulou lucros de milhares de milhões de dólares com a lavagem do dinheiro da droga (v.Cadima, «avante!», 29.07.2010).&lt;br /&gt;O controlo hegemónico do sistema mediático pelo grande capital impede, porem, a humanidade de tomar consciência da profundidade da crise. Nos EUA, pólo do sistema, o discurso do Presidente transmite um panorama optimista da situação, anunciando melhores tempos e vitórias imaginárias.&lt;br /&gt;Somente uma minoria de cidadãos, nos EUA, na Europa, e nos demais continentes estão em condições de descodificar o discurso da mentira irradiado pelo grande capital.&lt;br /&gt;Para as forças progressistas ajudar os povos a compreender a complexidade e a extrema gravidade da crise do sistema é, por isso mesmo, uma tarefa revolucionária. Porque essa compreensão é fundamental para o incremento e dinamização da luta dos trabalhadores em cada país contra o projecto de dominação imposto pelo sistema que ameaça mergulhar a humanidade na barbárie. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vila Nova de Gaia, 2 de Agosto de 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-8651911978146017420?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/8651911978146017420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/08/crise-luta-e-esperanca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/8651911978146017420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/8651911978146017420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/08/crise-luta-e-esperanca.html' title='CRISE, LUTA E ESPERANÇA'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pNARr0DASXA/SrLM2tV2jII/AAAAAAAAASc/TaNWjdijA1E/s72-c/GetResource%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-560769725641774645</id><published>2010-06-28T14:20:00.000-03:00</published><updated>2010-06-28T14:20:17.847-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamentos impertinentes...'/><title type='text'>Sobre minhas aulas na ULB</title><content type='html'>É lamentável ao rever minhas aulas na ULB constatar que o que se tornou o PDT. Mas essa luta continua e continuo acreditando e lutando para que o povo trabalhador retome esse fio da história e liberte o nosso país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-560769725641774645?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/560769725641774645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/06/sobre-minhas-aulas-na-ulb.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/560769725641774645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/560769725641774645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/06/sobre-minhas-aulas-na-ulb.html' title='Sobre minhas aulas na ULB'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-5280620571047967172</id><published>2010-06-28T13:52:00.001-03:00</published><updated>2010-06-28T13:52:21.668-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'>História do Trabalhismo - Aula 04</title><content type='html'>&lt;embed id=VideoPlayback src=http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-6144808625340155143&amp;hl=pt-BR&amp;fs=true style=width:400px;height:326px allowFullScreen=true 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href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/06/historia-do-trabalhismo-aula-04.html' title='História do Trabalhismo - Aula 04'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-7922860675701299912</id><published>2010-06-28T13:50:00.002-03:00</published><updated>2010-06-28T13:50:37.477-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'>História do Trabalhismo - Aula 03 - Parte 02</title><content type='html'>&lt;embed id=VideoPlayback src=http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-7168179040545762297&amp;hl=pt-BR&amp;fs=true style=width:400px;height:326px 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href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/06/historia-do-trabalhismo-aula-03-parte_28.html' title='História do Trabalhismo - Aula 03 - Parte 02'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-2738517639541259984</id><published>2010-06-28T13:48:00.002-03:00</published><updated>2010-06-28T13:48:33.612-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'>História do Trabalhismo - Aula 03 - Parte 01</title><content type='html'>&lt;embed id=VideoPlayback src=http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=6068557864070035994&amp;hl=pt-BR&amp;fs=true 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href="http://tienda.artehistoria.net/tienda/banco/jpg/KDO13895.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gu="true" height="146" src="http://tienda.artehistoria.net/tienda/banco/jpg/KDO13895.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;"Lo fundamental no son las próximas elecciones sino las próximas generaciones" &lt;br /&gt;Omar Torrijos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-8706195445216778124?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/8706195445216778124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/05/pensamentos-impertinentes_29.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' 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scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamentos impertinentes...'/><title type='text'>Pensamentos impertinentes...</title><content type='html'>"Lo fundamental no son las próximas elecciones sino las próximas generaciones"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Omar Torrijos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-8739996691898646441?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/8739996691898646441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/05/pensamentos-impertinentes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/8739996691898646441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/8739996691898646441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/05/pensamentos-impertinentes.html' title='Pensamentos impertinentes...'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-5107636548305001384</id><published>2010-05-20T20:25:00.004-03:00</published><updated>2010-05-20T20:30:02.940-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crise economica'/><title type='text'>Entrevista de Theotonio dos Santos ao CORECON-RJ</title><content type='html'>Abaixo disponibilizamos o vídeo da recente entrevista do Professor Theotonio dos Santos ao CORECON-RJ, abordando a questão da crise mundial atual e sobre a Teoria da Dependência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src='http://www.corecon-rj.org.br/player/player-viral.swf' height='298' width='325' allowscriptaccess='always' allowfullscreen='true' flashvars='file=http%3A%2F%2Fwww.corecon-rj.org.br%2Fplayer%2Fcoreconrj.FLV&amp;image=video.jpg&amp;plugins=viral-1d'/&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-5107636548305001384?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/5107636548305001384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/05/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/5107636548305001384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/5107636548305001384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/05/blog-post.html' title='Entrevista de Theotonio dos Santos ao CORECON-RJ'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-4265742712390902945</id><published>2010-04-30T14:23:00.000-03:00</published><updated>2010-04-30T14:24:02.821-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'>Na Globo contra as remoções</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hPxEdEXCeWQ&amp;hl=pt&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hPxEdEXCeWQ&amp;hl=pt&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-4265742712390902945?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/4265742712390902945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/04/na-globo-contra-as-remocoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/4265742712390902945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/4265742712390902945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/04/na-globo-contra-as-remocoes.html' title='Na Globo contra as remoções'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-4174032022902368606</id><published>2010-03-19T10:11:00.000-03:00</published><updated>2010-03-19T10:13:48.246-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em defesa de Cuba'/><title type='text'>En Defensa de Cuba</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Eu assino embaixo...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A propósito de la resolución del 11 de marzo del Parlamento Europeo&lt;br /&gt;sobre Cuba, los intelectuales, académicos, luchadores sociales,&lt;br /&gt;pensadores críticos y artistas de la Red En Defensa de la Humanidad&lt;br /&gt;manifestamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.- Que compartimos la sensibilidad mostrada por los parlamentarios&lt;br /&gt;europeos acerca de los prisioneros políticos. Como ellos, nos&lt;br /&gt;pronunciamos por la inmediata e incondicional liberación de todos los&lt;br /&gt;presos políticos, en todos los países del mundo, incluidos los de la&lt;br /&gt;Unión Europea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.- Que lamentamos profundamente, como ellos, el fallecimiento del&lt;br /&gt;preso común Orlando Zapata, pero no admitimos que su muerte, primera&lt;br /&gt;“…en casi cuarenta años” según el propio Parlamento, sea tergiversada&lt;br /&gt;con fines políticos muy distintos y contrarios a los de la defensa de&lt;br /&gt;los derechos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.- Que instar “…a las instituciones europeas a que den apoyo&lt;br /&gt;incondicional y alienten sin reservas el inicio de un proceso pacífico&lt;br /&gt;de transición política hacia una democracia pluripartidista en Cuba”&lt;br /&gt;no sólo es un acto injerencista, que reprobamos en virtud de nuestro&lt;br /&gt;compromiso con los principios de no intervención y de&lt;br /&gt;autodeterminación de los pueblos -defendidos también por la ONU-, y en&lt;br /&gt;contra de la colonialidad, sino que supone un modelo único de&lt;br /&gt;democracia que, por cierto, cada vez se muestra más insuficiente y&lt;br /&gt;cuestionable. La búsqueda y profundización de la democracia supone,&lt;br /&gt;entre otras cosas, trascender sus niveles formales e inventar nuevas&lt;br /&gt;formas auténticamente representativas que no necesariamente están&lt;br /&gt;ceñidas al pluripartidismo que, como bien se sabe, encubre&lt;br /&gt;frecuentemente el hecho de que las decisiones sobre los grandes&lt;br /&gt;problemas mundiales son tomadas unilateralmente por pequeños grupos de&lt;br /&gt;interés con inmenso poder, por encima del régimen de partidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.- Que pretender justificar una intromisión en los asuntos políticos&lt;br /&gt;internos del pueblo cubano manipulando mediáticamente el caso de&lt;br /&gt;Orlando Zapata -delincuente común y de ninguna manera preso político-,&lt;br /&gt;coincide con las políticas contrainsurgentes que han estado&lt;br /&gt;aplicándose en América Latina para detener o distorsionar los procesos&lt;br /&gt;de transformación emancipadora que están en curso y se suma al&lt;br /&gt;criminal bloqueo al que ha sido sometido el pueblo cubano, por el&lt;br /&gt;simple hecho de no aceptar imposiciones y defender su derecho a&lt;br /&gt;decidir su destino con dignidad e independencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.- Que compartimos la preocupación mostrada por los parlamentarios&lt;br /&gt;sobre el respeto a los derechos humanos en Cuba pero la extendemos al&lt;br /&gt;mundo en su totalidad. Así como les preocupa el caso del delincuente&lt;br /&gt;fallecido (que en 40 años no tiene ningún antecedente similar), los&lt;br /&gt;invitamos a exigir el fin de la ocupación de Gaza y del hostigamiento&lt;br /&gt;al pueblo Palestino, que ha provocado no una sino miles de muertes; de&lt;br /&gt;la intervención en Irak y Afganistán sembrando muerte y terror en&lt;br /&gt;pueblos y ciudades; de los bombardeos en esos lugares con el argumento&lt;br /&gt;de defender la democracia; el fin de la doble ocupación de Haití; el&lt;br /&gt;cierre de la prisión de Guantánamo y la entrega de ese territorio a&lt;br /&gt;Cuba, a quien le pertenece; la devolución de las islas Malvinas a&lt;br /&gt;Argentina; y, por supuesto, el fin de un bloqueo que viola los&lt;br /&gt;derechos humanos del pueblo cubano y que puede poner en duda la&lt;br /&gt;calidad moral de quien exige trato humano para un delincuente cuando&lt;br /&gt;se lo niega a un pueblo entero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El acoso económico y mediático al que está siendo sometida Cuba, aun&lt;br /&gt;antes del deceso del preso común Orlando Zapata, constituye un&lt;br /&gt;atentado contra los derechos humanos y políticos de un pueblo que&lt;br /&gt;decidió hacer un camino diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exigimos respeto a los procesos internos del pueblo cubano para&lt;br /&gt;definir y ejercer su democracia, y consecuencia con los principios&lt;br /&gt;universales de no intervención acordados por las Naciones Unidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Red En defensa de la Humanidad&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pablo González Casanova, Víctor Flores Olea, Ana Esther Ceceña&lt;br /&gt;Sitio donde aparece la declaración:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.defensahumanidad.cult.cu/artic.php?item=9196"&gt;http://www.defensahumanidad.cult.cu/artic.php?item=9196&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-4174032022902368606?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/4174032022902368606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/03/en-defensa-de-cuba.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/4174032022902368606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/4174032022902368606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2010/03/en-defensa-de-cuba.html' title='En Defensa de Cuba'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-6503674209814235173</id><published>2009-10-05T08:28:00.000-03:00</published><updated>2009-10-07T19:23:34.307-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MORENA-CB'/><title type='text'>“Se o povo não for pro pau ele não vai ter nada”</title><content type='html'>Entrevista comigo no Fazendo Média. Espero que gostem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;“Se o povo não for pro pau ele não vai ter nada”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Por Eduardo Sá, 05.10.2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aurélio Fernandes era químico quando em seu primeiro trabalho, ainda adolescente, percebeu a exploração aos trabalhadores. Foi demitido aos 19 anos, por tentar reverter esse cenário na empresa onde trabalhava. Arrumou outro emprego, mas largou tudo, por vocação, para ingressar na área de história: nesse período estabeleceu o seu primeiro contato com a política. Intrigado com a figura de Brizola, demonizado por uma parte da sua família e admirado por outra, acabou se aproximando do Partido Democrático Trabalhista (PDT), após assistir um debate na televisão, em 1982, com a participação do “velho” para as eleições do Estado do Rio de Janeiro e descobrir quem era Darcy Ribeiro, então candidato a vice-governador. Entrou para a campanha e no ano seguinte já estava filiado ao partido, no qual fez sua formação ideológica, apesar de sempre manter posições críticas nas discussões. No ano 2004 foi candidato a vereador, quando constatou na prática as suas teorias: “a democracia que a gente vive é uma tremenda farsa”. Depois, já percebendo “o processo de degeneração do PDT”, participou da criação dos Círculos Bolivarianos Leonel Brizola que, em 2007, criaram o Movimento Revolucionário Nacionalista (MORENA) – Círculos Bolivarianos. Há três meses Aurélio se desvinculou do partido, continua professor na rede pública estadual do Rio de Janeiro e se dedica inteiramente à militância no Morena, cujo movimento ele apresenta na entrevista a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como surgiu o MORENA?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organizávamos uma corrente dentro do PDT denominada PDT pela esquerda. Em determinado momento a conjuntura interna do partido nos levou a desarticulá-la e então criamos o Coletivo de Educação Popular. Era praticamente uma continuidade mas prestava assessoria aos movimentos populares, na área sindical, através de seminários e outras atividades. Iniciamos um trabalho de educação política na Federação de Favelas do Município do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após a tentativa de golpe na Venezuela começamos a debater nas favelas o filme “A revolução não será televisionada”. Este filme é uma produção de dois jornalistas irlandeses e tem uma mensagem muito interessante: o Chávez é um coadjuvante, não é o protagonista do filme, o protagonista é o povo. Mostra o povo mais pobre se mobilizando, se conscientizando, se organizando, para enfrentar um golpe. O curioso é que quando você passa nas favelas, o pessoal se identifica. Vêem ali o seu semelhante, na forma de se colocar, na forma de agir, nas contradições, enfim em tudo, e dá uma sensação de “empoderamento”. Eles percebem que a política pode ser muito mais. Estávamos fazendo um trabalho desse tipo e a embaixada soube, não sei como.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A embaixada da Venezuela?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, entrou em contato com a gente e queria depoimentos de lideranças comunitárias em defesa do mandato do Chávez, porque estava tendo plebiscito revogatório na venezuela. Aí conversamos e conseguimos mobilizar sete lideranças comunitárias que se propuseram a dar os depoimentos. O que nos chamou atenção é que em seus depoimentos, as lideranças comunitárias mais velhas faziam ligações com a década de 60 e com o Brizola: aqui no Brasil teve também uma liderança parecida à beça com o Chávez que foi o Brizola, aí falavam dos posicionamentos políticos de Brizola na resistência ao golpe de 64, na campanha da legalidade e nas reformas de base e dos projetos que o Brizola fez em seus governos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando terminamos surgiu uma reflexão em todos nós: curioso, a gente podia trabalhar alguma coisa nesse campo, hoje temos uma revolução bolivariana… Aí nós despertamos. O que é essa revolução bolivariana? Ainda não tinha ocorrido os processos bolivarianos na Bolívia, no Equador,. Nós achávamos que era um processo muito venezuelano. Mas por que a gente não discute isso? Vamos aproveitar e sentar para aprofundar essa discussão: O que é isso, o que não é, o que nós podemos fazer? Na época militávamos no Comitê de Solidariedade aos Povos em Luta na América Latina junto com um padre colombiano, e ele propôs: por que vocês não constroem um círculo bolivariano? Legal, tá aí, é uma idéia... Começamos a discutir e um companheiro perguntou: por que não criamos um circulo bolivariano Leonel Brizola? Pô, mas aí vai ficar uma coisa muito vinculada ao PDT? Não, vamos começar a desmistificar isso, o Brizola não é do PDT, o legado de Brizola é um patrimônio do povo brasileiro, como o Marighella, o Prestes, e é bom que essa iniciativa contribua para desmistificar isso. Então vamos fazer? Assim iniciamos a discussão sobre o Círculo Bolivariano Leonel Brizola cerca de cinco meses após a sua morte. Esse primeiro círculo surge em novembro de 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Então aconteceu o que?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jovens do grupo inicial resolveram criar um círculo bolivariano de juventudes Che Guevara. Haviam os professores, criamos o círculo bolivariano de educadores Paulo Freire. Aí já não é mais um círculo bolivariano Leonel Brizola, transformou-se em um movimento: Círculos Bolivarianos Leonel Brizola / CBLB(m). O pessoal confundia como um espaço vinculado ao PDT. Para complicar, definimos o símbolo do CBLB(m) com outra intenção e acabou dando errado, esse desenho do Che com a rosa não tem nada a ver com o PDT. Foi um desenho de uma camiseta cubana que um companheiro ganhou quando participou de uma brigada de solidariedade a Cuba. Abaixo do desenho havia uma frase: “podem matar uma rosa, mas nunca conseguirão deter a primavera”, que é uma frase do comandante Che.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos uma panfletagem em 2005 no Fórum Social Mundial, um manifesto, 10 mil impressos em Xerox. Um repórter da Folha de São Paulo achou curioso um círculo bolivariano no Brasil. Ele fez uma entrevista com a gente, pensamos que não ia dar em nada, saiu ¹/4 de página no jornal. Procuraram o presidente do PDT, Carlos Lupi e ele declarou: Não, não tem nenhuma ligação com o PDT, a gente nem sabia que isso existia, mas entendemos que não tem problema nenhum em utilizar o nome de Brizola. Ficou uma matéria boa, saiu no Rio Grande do Sul, saiu em outros jornais, então começou a pipocar contato, o pessoal da Bahia, do Distrito Federal, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pessoal querendo participar?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pessoal interessado, em função até dessa reportagem. Em São Paulo já havia um círculo bolivariano anterior ao surgimento dos nossos, mas ele se propunha a fazer solidariedade à Venezuela, não era um círculo bolivariano que tivesse a opção de discutir a revolução bolivariana no Brasil.&lt;br /&gt;Termina 2005, vem 2006 e chegamos a conclusão da necessidade de ter um espaço físico para desenvolver um referencial. Nós já desenvolviamos um trabalho aqui na Federação de Favelas (FAFERJ), daí conversamos com a diretoria e propusemos fazer um projeto em conjunto: vamos criar a Casa Bolivariana! Vai ser o seguinte: a FAFERJ não tem dinheiro, não tem recursos, tem uma dificuldade muito grande de se manter, então nós vamos alugar uma sala diminuta por 200 reais por mês, nesse preço a gente podia alugar até em outro lugar, mas a gente quis manter uma sede dos círculos bolivarianos em uma federação de favelas exatamente pela mística do local,.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí transformamos, em um projeto conjunto com a diretoria da FAFERJ, o auditório da entidade no espaço Casa Bolivariana, um espaço de poder popular, ou seja, a Casa Bolivariana não é a sede dos círculos bolivarianos. É um espaço na FAFERJ que quem esteja identificado com a lógica do poder popular e quiser, pode fazer reunião aqui, a gente libera o espaço. Esse espaço estava cheio de lixo, era um depósito, fizemos uma limpeza, um mutirão. Já está no terceiro mutirão, foi bem pior do que está hoje, na primeira vez não tínhamos muitos recursos, principalmente financeiros. O movimento foi crescendo, a gente começou a auto-sustentação, cada companheiro contribui e com isso conseguimos uma estrutura um pouco melhor, daí pintamos o teto, fizemos a parte elétrica, compramos quadros. Em 2006, inaugurarmos a Casa Bolivariana com a presença de representantes do Congresso Bolivariano dos Povos, com sede na Venezuela, do Instituto Cubano de Amizade entre os Povos e homenageamos a presidente da Associação José Martí de solidariedade a Cuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E de onde surgiu a necessidade de se criar um jornal?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós queríamos fazer desde o início, antes da primeira assembléia bolivariana nacional em 2007. O nome do jornal “O Panfleto” tem uma ligação direta com as lutas antiimperialistas, populares e classistas da década de 60. Quando começamos a discutir a criação dos círculos bolivarianos, uma questão que também me chamou a atenção foi o fato de ser muito parecido com o grupo de onze, os comandos nacionalistas que o Brizola organizou para fazer a resistência meses antes do golpe civil-militar de 64. E esses grupos de onze aglutinavam a base do PCB, do PSB, do PTB, trotskistas, a Polop, um monte de organizações. A professora Vânia Bambirra tem um artigo no qual ela fala que esses grupos de onze provavelmente seriam o embrião de um novo partido revolucionário que estava surgindo no bojo do processo político na década de 60. Esses grupos de onze mantinham um jornal cujo nome era “O Panfleto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vocês buscam também resgatar essa memória…&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um realidade curiosa com a qual brincamos muito é que parecemos uma organização política de professores de história. Muitos estudantes de história se identificam, professores também, não sei se é devido a defesa que fazemos sempre de resgatar a história brasileira. Um dia um de nossos professores levantou a seguinte questão: Vocês sabiam que logo depois do golpe de 64, quando se discutiu a organização da resistência entre o pessoal vinculado ao grupo dos onze, o Brizola propôs a criação do Movimento Revolucionário Nacionalista, cuja sigla seria Morena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brizola afirmava que essa sigla tinha a ver com a cara da esmagadora maioria povo pobre brasileiro, que não era branco europeu, era moreno e negro e tal. Então era um nome que vinculava a questão ideológica, o nacionalismo revolucionário, a libertação nacional e ao mesmo tempo pegava esse sentimento de brasilidade. Então porque a gente não retoma esse nome? Assim em 2007 na I Assembléia Bolivariana Nacional fundamos o Movimento Revolucionário Nacionalista – círculos bolivarianos. Ah, mas aí a esquerda não vai entender. Ah, dane-se a esquerda, o nosso discurso não é para a esquerda entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não é pra jogar para a torcida…&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é isso, entendemos que é esse discurso que mais nos aproxima daqueles que pretendemos catalisar no processo revolucionário. Não é representar, porque a gente acha que a organização política não representa o povo, ela pode ser o catalisador do processo – daí vem a minha influência da formação em química…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esse conceito de catalisador para o campo social faz até sentido…&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos tentam definir o que é vanguarda. A melhor definição que eu consegui fazer é a do catalisador no processo químico: você tem lá os dois reagentes e não acontece reação nenhuma, daí você coloca duas gotinhas de um outro reagente, que é o catalisador, e acontece uma reação violentíssima e surgem novos produtos completamente diferentes. Ou seja, o catalisador quantitativamente não é quase nada, mas é fundamental, sem ele não ocorreria a reação. Nós entendemos o papel da vanguarda dessa forma, a vanguarda objetiva. Quem vai fazer revolução é o povo, a classe trabalhadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papel da vanguarda é ser o catalisador, é descobrir qual é o projeto histórico que mobiliza a maioria desses trabalhadores, qual a metodologia de luta que vai mobilizar essa maioria para a luta e forjar quadros na classe para construir esse instrumento político. Não é auto proclamatório. Nós não temos a ilusão de que o MORENA vai ser a vanguarda da revolução brasileira. Nós queremos contribuir com esse processo de construção da vanguarda: isso pode até ser ilusão da nossa parte, mas a gente alimenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que sempre frisamos muito: o companheiro tem que estudar, porque conhecimento é fundamental na luta. Alguns militantes e dirigentes nossos entraram na UERJ e alguns acabaram ingressando no Centro Acadêmico de história (CAHIS). O CAHIS resolveu fazer um debate sobre o golpe militar de 64 e para o nosso espanto o auditório ficou cheio, o pessoal sentado no meio daquelas cadeiras, a lista tinha 350 pessoas. Não era gente só de história, tinha pedagogia, direito, sociologia, foi uma surpresa, alguma coisa está acontecendo e a lógica que colocamos no debate era discutir o golpe de 64 numa visão de retomar uma memória que a ditadura tentou e o sistema tenta manter esquecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encheu, foi uma discussão muito legal e vários jovens e professores nos procuraram querendo discutir, participar, entender o ponto de vista do MORENA. Isso também estimulou muito para a criação do jornal, se existe esse clima temos que botar a nossa cara pra fora, temos que mostrar o que nós somos, até para as pessoas conhecerem, para poderem se aproximar, para o MORENA se organizar e cumprir o papel que acreditamos poder cumprir nesse processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Além disso, quais tipos de atividades vocês realizam?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora a atuação em universidades e uma atuação incipiente no movimento sindical, aqui no Rio de Janeiro, por exemplo, militantes do movimento de sem teto e do movimento comunitário de favelas vinculados ao MORENA decidiram contribuir na reconstrução do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). Isso começou a partir do apoio do MORENA a ocupação Serra do Sol na zona oeste. Esse trabalho resultou na criação do círculo bolivariano de trabalhadores sem teto Carlos Marighella e na ampliação da área de atuação do círculo bolivariano de favelas Hugo Chávez Frias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o MTST é muito mais amplo que nossos militantes, entendemos que deva ser um movimento de massa. Nós não vemos o movimento social como uma correia de transmissão da nossa organização, inclusive combatemos isso. Entendemos que se um movimento social se transformar em correia de transmissão de um partido político, pode ser de direita, de esquerda ou o que for, ele não vai cumprir o seu papel revolucionário: ele tem que ser uma força social autônoma, independente, para não acontecer, por exemplo, o que aconteceu agora no governo Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos movimentos sociais era correia de transmissão do Partido dos Trabalhadores e aí quando o PT entra no governo o que acaba acontecendo? Esses movimentos acabam entrando no governo, e o que é mais grave, fazendo a política do governo. Ao invés de combater no sentido positivo da coisa, exigindo do governo suas demandas históricas, eles tentam adaptar o movimento ao que o governo pode estar oferecendo em determinado momento e assim não há processo revolucionário que avance. O papel do movimento social é estar chicoteando qualquer governo, exigir as suas demandas, se isso não acontecer não vai mudar nada. E o papel do partido político qual é? É estar disputando o poder, estar aproveitando essa luta política para mostrar as limitações do sistema capitalista para chegar ao poder. Não é ao governo, e daí fazer uma verdadeira transformação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o que acontece na Venezuela é isso, os movimentos sociais vão todos para cima do governo e ele tem que dar resposta. Se não der resposta a tendência é se adaptar, ou pior o processo pode caminhar para a direita atendendo aos interesses mais poderosos do capital. E essa a luta que se trava na Venezuela. Algumas organizações de esquerda não conseguem entender o processo venezuelano, que aquele processo não é uma transição socialista. A Venezuela ainda está em uma transição rumo ao socialismo e não em um processo de transição socialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito complicado, porque se o movimento social não tiver força social autônoma, independência perante os governos, não consegue empurrar esse processo para frente. Não é o governo, é o processo, o governo é mais uma frente de luta, porque vai chegar um momento que vai surgir uma dualidade de poder. Vai chegar o momento em que as contradições vão se acirrar mais e aí vai ser a hora de realmente tomar o poder: vai ser a hora do processo de transição socialista. E isso é um processo ininterrupto, não são etapas. Poderia ser diferente, poderia acontecer como aconteceu em Cuba, onde os caras derrubaram uma ditadura. Mas não é o caso da Venezuela, não é o caso da Bolívia, não é o caso do Equador. Em Cuba eles derrubaram pela via armada uma ditadura e eles já tinham o poder nas mãos do exército rebelde, e mesmo assim, só vão assumir o processo de transição socialista em 1961.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E na prática, qual a função desse espaço aqui, por exemplo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui [sede do Morena] nós passamos filmes de formação, fazemos nossas assembléias, é um espaço aberto. Já ocorreram várias reuniões: do MST, do pessoal de economia solidária, da Famerj, da Consulta Popular, de Associação de Moradores, do MTST. É um espaço de fomento de poder popular que tentamos tornar o mais amplo possível em sua utilização politica. Como organização usamos para reunião dos círculos bolivarianos pois nosso principal desafio é dar uma organicidade ao movimento pela base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o espaço é usado pelas nossas missões: a missão Lênin, relativa às questões de organização que estimula esses círculos bolivarianos, monta cartilha, faz reunião, vê a questão de finanças, vende material. A missão Rui Mauro Marini de formação política que organiza debates, cursos, esse ano a gente tem um sobre a América Latina: sábado agora vai ser a Colômbia, é uma experiência que estamos fazendo desde março, discutindo num sábado do mês um país específico, conta toda a sua história, a sua luta revolucionária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionamos muito a questão do eurocentrismo, sentimos que esse é um dos grandes problemas da esquerda brasileira. Ela está voltada de frente para a Europa e de costas para a América Latina, daí a incapacidade de entender o papel do nacionalismo revolucionário. A incapacidade de entender que o nacionalismo revolucionário não tem nada a ver com o fascismo, não tem nada a ver com a direita. Todos os processos revolucionários na América o que mobilizou o povo na esmagadora maioria deles foram bandeiras democráticas populares anti-imperialistas, logo nacionalistas revolucionárias. Mas não conseguem entender, e por quê? Porque o referencial deles é a revolução russa, a luta da social democracia ou da esquerda radical na Europa. Não conseguem olhar para as lutas populares e classistas de nosso continente e aí vêem a realidade brasileira enviesada: a nossa história acaba não sendo entendida e, portanto, não é contada.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que esse estímulo à memória, a busca da história brasileira?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entender como a classe trabalhadora construiu sua consciência. Culturalmente falando, por que ela não é tão participativa, para você poder trabalhar tudo isso em sua estratégia e tática politica. Por que o Getúlio é um referencial popular e da classe quando fazem uma pesquisa? Em aula, às vezes, você chega para o aluno e pergunta: qual foi o maior presidente que o Brasil já teve? Um adolescente de 15 anos responde Getúlio. Por que Getúlio? Ah, porque o meu avô fala isso, meu pai fala isso, meu tio fala isso. Por que isso acontece? De onde vem isso? É meramente fruto de uma manipulação? Ou realmente houve um tipo de processo que atingiu os interesses da classe, claro que limitadamente, e construiu um nível de consciência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a gente quer? A gente quer um desenvolvimento no Brasil voltado para a maioria, como é que você trabalha isso? Você tem que entender essa consciência real e muitas vezes possível da classe, para poder aumentar a consciência de classe. Você não vai chegar para um trabalhador e dizer: o Getúlio era um grande filho da puta, ele tinha um projeto nacionalista burguês… O que é isso? Nacionalista burguês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Então vocês entendem a questão da linguagem como fundamental?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que a linguagem, é fundamental a construção de um discurso revolucionário que parta da consciência realmente existente da classe e contribua para que a classe avance em sua consciência da necessidade de superar o capitalismo. E daí analisar o seguinte, é viável hoje em dia um projeto como o Getúlioe que marcou profundamente a cultura da classe? É inviável em dois sentidos: no sentido de que não interessa as classes dominantes e isso o próprio Getulio denuncia na Carta Testamento. Um projeto nacionalista burguês não interessa a burguesia, não interessa ao imperialismo. Se aparece um maluco qualquer defendendo honestamente um projeto nacionalista burguês, um sujeito que consiga se eleger presidente e tenta implementar esse projeto, o derrubam como derrubaram Zelaya em Honduras, porque não interessa. Sabe que esse tipo de problema desata nós que criam uma série de problemas, ao estilo do minha casa minha Dilma agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer projeto para tentar sanar uma limitação do sistema no sentido de atender aos interesses populares, cria para o sistema mais problemas do que solução. Você hoje tem um projeto que aponta um milhão de moradias e sabe quantos inscritos tem? 18 milhões, eu quero ver darem resposta para todos. Aí que deve entrar a esquerda como catalisadora, ela tem que atuar os movimentos sociais para exigir os 18 milhões de casas, tem que organizar esse povo para exigir a sua casa. Porque se for na luta, ele vai reparando que esse sistema não vai me dar o que eu quero, ele vai aprender na luta, é pedagógico.&lt;br /&gt;Então você pode argumentar: na época do Getúlio que o seu avô viveu tinha direito à moradia, não era essa história de habitação, os institutos de previdência que construíam as casas e você não tinha que pagar o aluguel, você pagava uma taxa para construir mais casa… E esse sistema “matou” o Getúlio, derrubou João Goulart...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só isso que a gente quer? Não é, mas nem isso o sistema permite conquistar. Então o cara vai se conscientizar no processo e perceber que a necessidade é muito maior e que a sociedade tem que ser diferente. É nesse sentido que a gente tenta resgatar o processo histórico, a gente fala que é retomar o fio da história, porque foi isso que eles cortaram em 64. O golpe militar na verdade é uma contra-revolução, não estava ocorrendo uma revolução socialista, era um processo revolucionário que poderia caminhar rumo ao socialismo, um processo de acumulação de força, de aumento da consciência. Como todo processo, tem limitações, equívocos, o Lênin tem uma frase que eu acho espetacular: aquele que espera uma revolução pura está prestando um desserviço à revolução. Vai ter limitações, pode ser até que essas limitações levem ao reformismo ou à própria derrota da revolução depois dela estabelecida que é o período mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então para você combater, o indivíduo como instrumento político deve estar trabalhando nessas contradições. Nesse contexto é de fundamental importância o movimento social como uma força autônoma que tenha princípios socialistas na sua gestão, coletivos, solidariedade, democracia interna nos movimentos. Para garantir a democracia na revolução socialista, tem que começar a construção de uma democracia participativa a partir de agora. A grande maioria dos movimentos sociais e os sindicatos em particular, não exercem a democracia participativa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Uma cúpula mantendo-se distante do trabalho de base…&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de coisa nunca vai conseguir contribuir para a revolução, para a transformação política da realidade. Se acontecer uma revolução, essa cultura vai ser reproduzida no processo, daí vem os desvios, os caminhos errados, o aumento das contradições. Os inimigos da classe, os burocratas, vão usar isso para descaracterizar e combater o processo revolucionário. Mais difícil do que você fazer a revolução é permanecer com o poder , então são essas discussões que tentamos travar no MORENA, vinculadas ao trabalho permanente, à militância. Temos claro que somos um grupo pequeno, incipiente. O MORENA como organização política existe há dois anos e meio no máximo, achamos muito importante trabalhar a questão mística, a nossa bandeira preta e vermelha tem relação com a revolução cubana, com várias organizações de esquerda na América Latina que utilizam bandeiras rubronegras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazemos tudo isso - o nome do jornal, o nome do movimento, o trabalho de educação política, a atuação nos movimentos sociais - tentando resgatar essa mística da memória: se o povo resgatar a sua memória de lutas vai perceber que se ele não for pro o pau ele não vai ter nada, vai continuar tudo do jeito que está, verá que não tem outra alternativa que não seja lutar. Se não lutar pelos seus direitos e reivindicações o povo trabalhador nunca perceberá o nível de miserabilidade em que vivemos, não perceberá que se não correr atrás do prejuízo não tem ninguém que vá correr não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-6503674209814235173?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/6503674209814235173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/10/se-o-povo-nao-for-pro-pau-ele-nao-vai.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/6503674209814235173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/6503674209814235173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/10/se-o-povo-nao-for-pro-pau-ele-nao-vai.html' title='“Se o povo não for pro pau ele não vai ter nada”'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-7176581579587084356</id><published>2009-09-20T21:23:00.000-03:00</published><updated>2009-09-20T21:24:47.083-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crise economica'/><title type='text'>"Até o momento nada indica que a crise tenha chegado ao fundo"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SrbHvqk57FI/AAAAAAAAAEU/mbIg7M0z0DA/s1600-h/dolar_morto_60pc.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383710026264865874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 229px; CURSOR: hand; HEIGHT: 255px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SrbHvqk57FI/AAAAAAAAAEU/mbIg7M0z0DA/s200/dolar_morto_60pc.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;por Grupo de Trabalho do CLACSO [*]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os integrantes do Grupo de Trabalho do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais ( CLACSO ) sobre "Economia mundial, corporações transnacionais e economias nacionais" reunidos na cidade de Buenos Aires durante os dias 2 e 3 de Setembro do ano em curso com a finalidade de analisar a Crise capitalista mundial, as propostas de superação e seus impactos na América Latina, após um intenso e frutífero intercâmbio de opiniões, manifestam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O comportamento dos principais indicadores económicos e sociais permite afirmar que a economia capitalista mundial se encontra longe de retomar o caminho do crescimento, tal como se tem vindo a afirmar em informações provenientes de centros de poder do capitalismo transnacional, divulgadas profusamente nos meios maciços de comunicação e com aquelas em que se procura minimizar os alcances da crise e a severidade dos seus impactos à escala planetária. Ainda que se esteja na presença de factos que se encontram em pleno processo de desdobramento e cujo desenvolvimento específico pode apresentar variados percursos, até ao momento nada indica que a crise tenha chegado ao fundo e menos ainda que tenha chegado ao seu fim. Se fosse esse o caso, a maioria das estimativas indicam que se assistirá a um longo período depressivo, ou a uma recuperação muito lenta que no melhor dos casos permitirá alcançar, em mais alguns anos, os níveis de produção anteriores à crise e só em meados da década seguinte os níveis de emprego. Em matéria social, a situação é dramática e demonstra que os principais afectados são os trabalhadores e sectores sociais empobrecidos, pois mantém-se a tendência para o aumento do desemprego, à deterioração do rendimento e, em geral, à precarização dos trabalho e uma pauperização crescente que deteriora a qualidade de vida de milhões de pessoas de menores rendimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- A crise reafirma os fundamentos de uma reprodução do capitalismo a nível mundial baseada na exploração do trabalho e mostra – de forma nua e violenta – seus limites para dar resposta às exigências económicas, políticas, sociais, ambientais e culturais do ser humano. Além disso, revela a sua gigantesca capacidade destruidora de riqueza material e imaterial. Dado o seu carácter e seus alcances geográficos e sectoriais, a crise actual põe em evidência que não se trata de uma simples disfuncionalidade transitória – sectorial ou geográfica – dos mecanismos de reprodução do sistema. A crise contesta de forma certeira a possibilidade uma prosperidade capitalista indefinida, desmente a afirmação do desprestigiado Fundo Monetário Internacional que em 2007 assinalava lapidarmente: "O robusto crescimento mundial perdurará" e liquida o dogma sobre o fim da história que se havia pretendido impor durante as últimas duas décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Ainda que o epicentro da crise tenha sido os Estados Unidos, seus efeitos estenderam-se muito rapidamente à escala mundial e impactaram a totalidade das economias. Ao articular-se a crise com as diversas trajectórias regionais, nacionais e locais da acumulação capitalista, suas configurações específicas são múltiplas e variadas. Estamos na presença de uma crise do capitalismo globalizado com desenvolvidos desiguais e diferenciados, de diferente intensidade sectorial, geográfica e social. No caso da América Latina, são igualmente indiscutíveis os seus efeitos. Para além de matizes, não há país da região que tenha deles escapado. Os processos de neoliberalização impulsionados durante as últimas décadas acentuaram a dependência e forçaram uma reestruturação económica regressiva, provocando uma crescente vulnerabilidade frente ao comportamento da economia capitalista mundial. Naqueles países nos quais os projecto neoliberal conseguiu implantar-se com maior intensidade, escorando-se além disso com um correspondente marco jurídico-institucional de tipo neoliberal (Tratado de Livre Comércio com os EUA), os efeitos da crise sentiram-se antes e com maior severidade, sobretudo no emprego. Tal é o caso do México, Chile e Colômbia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- A alta dependência de um número importante de economias da região da produção e exportação de produtos energéticos, matérias-primas, produtos ag rícolas gerou efeitos contraditórios. Nos fins de 2008, o epicentro da crise mundial, a queda abrupta dos preços da maioria desses produtos parecia que imporia uma queda drástica da actividade económica externa, uma deterioração das balanças de transacções correntes e de pagamentos, bem como um maior endividamento. Ao reverter relativamente essa tendência, a severidades dos impactos da crise pôde ser atenuada (não evitada), quando se considera o comportamento de alguns indicadores macroeconómicos. Apesar disso, as finanças públicas mostram uma tendência em franca deterioração, a dívida pública e privada continua a aumentar aceleradamente e, em geral, a actividade económica encontra-se deprimida. Do ponto de vista social a crise acentuou as desigualdades e incrementou a pobreza e indigência na região. O desemprego continua em alta e a precarização do trabalho acentua-se. No imediato, não parece contemplar-se, como já se disse, uma etapa de recuperação sustentada da economia mundial e regional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Dada a importância que os recursos nacional adquiriram na nova geografia da acumulação capitalista a nível mundial e considerando que a América Latina é uma região muito rica deles, a crise estabeleceu a importância da luta por tais recursos, assim como a necessidade da defesa soberana deles. A luta pelos recursos inscreve-se no âmbito das aspirações históricas dos trabalhadores e une-se à exigências de comunidades e povos ancestrais, indígenas e afro descendentes, em defesa dos seus territórios e por uma reorientação substancial da organização económica da sociedade. Enquanto em alguns países a maior parte das rendas que geram tais recursos são transferidas às corporações transnacionais, em outros iniciaram-se processos de apropriação e de manejo soberano que abrem novas possibilidades para pensa estratégias alternativas de desenvolvimento e integração na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- A intensidade da crise, assim como as tendências de saída da mesma, guardam uma estreita relação com a situação e a dinâmica da luta social e de classes. Toda crise abre um amplo espectro de possibilidades aos diferentes projectos políticos que decorrem na sociedade. Se a saída da crise representa uma reafirmação e prolongamento dos projectos político-económicos capitalistas, ou se desenvolve opções de projectos não capitalistas, democráticos e populares, ou inclusive socialistas, isso depende essencialmente da acção colectiva organizada dos trabalhadores e dos povos, assim como das suas forças sociais, culturais e políticas. A experiência recente da América Latina, anterior à crise capitalista, indica que a luta social e popular pode produzir mudanças políticas e económicas significativas a favor das classes subalternas, como mostram as experiências da Venezuela, Equador e Bolívia, que se unem àquela da revolução cubana, com uma trajectória de cinquenta anos de luta e resistência heróica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7- No início a crise parecia trazer consigo uma mudança na tendência da política económica neoliberal predominante, a ponto de que se chegou a falar de transformações estruturais na ordem internacional e do fim da hegemonia estado-unidense. Na medida em que não se observa até o momento uma mobilização social e popular importante que possa por em causa a estabilidade política do sistema capitalista, as saídas que parecem impor-se inscrevem-se dentro de uma linha de continuidade que, com medidas cosméticas e de engenharia financeira, com uma fortíssima intervenção estatal, busca estabilizar transitoriamente as condições da acumulação capitalista e proporcionar a confiança do grande capital transnacional. Nesse sentido devem compreender-se as operações de salvamento do sector financeiro e de algumas transnacionais da produção dos países do capitalismo central levadas a cabo com recursos do orçamento público, recorrendo ao aumento explosivo do endividamento pública e à contínua exacção de recursos provenientes dos países da periferia capitalista. A isto soma-se a decisão política de financiar a estabilização relativa do dólar, bem como a ressurreição do Fundo Monetário Internacional decretada pelo G-20. Tudo isso, junto com diferentes medidas nos âmbitos nacionais, deu um alívio conjuntural aos problemas da reprodução capitalista, mas em momento algum significa que o sistema tenha conseguido consolidar uma saída da crise e muito menos condições estáveis e duradouras para um novo ciclo de acumulação e expansão à escala planetária. A crise produziu no imediato uma profunda reorganização do capital, acentuou os processos de concentração e centralização do capital, expropriou os patrimónios de milhões de trabalhadores mo mundo e precarizou ainda mais o trabalho. As políticas até agora implementadas apenas conseguem suavizar e adiar impactos mais severos da crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8- Independentemente da insuficiente resposta das classes subalternas, a crise capitalista desenvolve objectivamente novas condições para a produção de subjectividades e contribui para a (re)constituição de sujeitos políticos para a mudança, o que se torna crucial para pensar e impulsionar alternativas. Na medida em que a crise interpela o capitalismo e torna evidentes os seus limites, apresentam-se novas possibilidades de instalar propostas político-económicas. Nesse sentido, todas aquelas iniciativas tendentes a uma democratização da ordem económica mundial possuem o maior significado e devem ser acompanhadas. Trata-se, por exemplo, de proposta que buscam contrapor-se à hegemonia do dólar ou defendem uma regulação dos fluxos de capital que imponha limites à especulação financeira e à extracção de recursos da economias da periferia capitalista por parte do grande capital transnacional e que estimulam a participação da comunidade internacional, por exemplo através do G-192. E, em geral, em múltiplas iniciativas surgidas em eventos académicos ou encontros de diversos sectores sociais e populares à procura da construção de projectos alternativos de sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9- No caso da América Latina, as saídas da crise encontram-se fortemente ligadas aos projectos político-económicos de governo, em jogo durante a última década nos diferentes países da região. Em primeiro lugar, encontram-se as pretensões das classes dominantes e da direita latino-americana de utilizar a crise para impor um novo ciclo de reformas neoliberais, que permita aprofundar a transnacionalização e a desnacionalização das economias, impor um regime de incentivos extremos ao grande capital e prosseguir com processo de redistribuição regressiva de rendimentos, em detrimentos dos fundos de consumo dos trabalhadores. Estas pretensões associam-se à estratégia geopolítica dos Estados Unidos para a América Latina, orientada no sentido de recuperar as posições perdidas durante a última década, recorrendo inclusive à maior militarização da região, tal como o demonstra o acordo para a utilização de sete bases militares da Colômbia pelas forças militares dos Estados Unidos. Essa é a lógica que explica o golpe militar em Honduras, que condenamos energicamente. Em segundo lugar, encontram-se os projectos políticos dos governos que, sem pretender no substancial uma ruptura explícita com as políticas neoliberais, impõem mudanças de tom e nova ênfase tanto em matéria social como em políticas de produção. Trata-se dos projectos pós-neoliberais que se inscrevem dentro de uma linha neo-desenvolvimentista, confiam nas possibilidades do capitalismo produtivo e nacional, com altos incentivos ao investimento estrangeiro e sem compromissos a fundo com políticas redistributivas. Em terceiro lugar, encontram-se os projectos políticos económicos dos governos baseados numa importante mobilização social e popular, com uma vontade expressa de mudança, a favor de uma ruptura com as políticas até agora imperantes, em defesa de um projecto de soberania, autodeterminação e de novo entendimento da economia e da integração da região e dos povos. Em alguns destes países anunciou-se o empreendimento de transformações rumo ao socialismo e avançaram-se importantes medidas nesse sentido. O destino da América Latina dependerá de como o devir da luta social e de classes na região canaliza as economias e sociedades latino-americanas numa ou outra direcção. Para os sectores progressistas é do maior significado que se possa consolidar os projectos mais comprometidos com as transformações e a mudança a favor das maiores populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10- A crise capitalista reafirma a importância para a América Latina de empreender transformações estruturais que revertam décadas de política neoliberal e canalizem a região rumo à melhoria das condições de vida e de trabalho da sua população, que contribuam para impor uma organização da economia para atender as necessidades sociais, económicas, políticas, culturais e sócio-ambientais da população trabalhadora, em harmonia com o ser humano e a natureza, que impulsione processos de integração tendentes a superar enfoques meramente comerciais e incorporem orçamentos de solidariedade, cooperação, complementaridade e internacionalismo, e contribuam para reforçar as condições de soberania e autodeterminação da região, bem como pela busca legítima de uma nova ordem económica internacional, democrática e inclusiva, e permita à América Latina desenvolver uma maior capacidade de influência nas concepções da política internacional. Nesse sentido, os 200 anos de luta pela emancipação social e a independência adquirem novo conteúdo diante da experiência de mudança política que percorre a região para enfrentar a crise capitalista revertendo a equação histórica de beneficiários e prejudicados, assegurando soberania alimentar, energética e exercício pleno da vontade popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIrmas: Alicia Girón (Brasil), Antonio Elías (Uruguai), Carlos Eduardo Martins (Brasil), Claudio Katz (Argentina), Claudio Lara (Chile), Consuelo Silva (Chile), Daniel Munevar (Colômbia), Federico Manchón (México), Gabriel Ríos (Chile), Gastón Varesi (Argentina), Graciela Galarce (Chile), Jaime Estay (México), Jairo Estrada (Colômbia), Jorge Marchini (Argentina), Julio C. Gambina (Argentina), Luis Rojas Villagra (Paraguai), Marcelo Carcanholo (Brasil), Marisa Silva Amaral (Brasil), Orlando Caputo (Chile), René Arenas Rosales (México), Sergio Papi (Argentina), Servando Álvarez (Venezuela), Theotonio dos Santos (Brasil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O original encontra-se em http://www.argenpress.info/2009/09/declaracion-del-grupo-de-trabajo-de.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta declaração encontra-se em http://resistir.info/ .&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-7176581579587084356?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/7176581579587084356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/09/ate-o-momento-nada-indica-que-crise.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/7176581579587084356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/7176581579587084356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/09/ate-o-momento-nada-indica-que-crise.html' title='&quot;Até o momento nada indica que a crise tenha chegado ao fundo&quot;'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SrbHvqk57FI/AAAAAAAAAEU/mbIg7M0z0DA/s72-c/dolar_morto_60pc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-8524930930268841391</id><published>2009-09-15T08:27:00.000-03:00</published><updated>2009-09-15T08:32:13.248-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamentos impertinentes...'/><title type='text'>Pensamentos impertinentes...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/Sq97HmTUGGI/AAAAAAAAAEM/9_WQjxbWSrQ/s1600-h/as+m%C3%A3os.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381655450201888866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 215px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/Sq97HmTUGGI/AAAAAAAAAEM/9_WQjxbWSrQ/s200/as+m%C3%A3os.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os encrenqueiros. Os que fogem ao padrão. Aqueles que veem as coisas de um jeito diferente. Eles não se adaptam às regras, nem respeitam o statusquo. Você pode citá-los ou achá-los desagradáveis, glorificá-los ou desprezá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles empurram adiante a raça humana. E enquanto alguns os veem como loucos, nós os vemos como gênios. Porque as pessoas que são loucas o bastante para pensarem que podem mudar o mundo são as únicas que realmente podem fazê-lo."&lt;br /&gt;(Jack Kerouac)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-8524930930268841391?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/8524930930268841391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/09/pensamentos-impertinentes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/8524930930268841391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/8524930930268841391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/09/pensamentos-impertinentes.html' title='Pensamentos impertinentes...'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/Sq97HmTUGGI/AAAAAAAAAEM/9_WQjxbWSrQ/s72-c/as+m%C3%A3os.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-7012045358887931799</id><published>2009-09-15T08:08:00.000-03:00</published><updated>2009-09-15T08:15:13.265-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><title type='text'>Precisa de palavras???</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/Sq92i5brx5I/AAAAAAAAAD8/TC-OaRpEe34/s1600-h/Charge-Cabral-Latuff.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381650421635598226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 217px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/Sq92i5brx5I/AAAAAAAAAD8/TC-OaRpEe34/s400/Charge-Cabral-Latuff.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/Sq91uLPomUI/AAAAAAAAADs/2ZlM4EnkhVo/s1600-h/Charge-Cabral-Latuff.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/Sq918iCa9tI/AAAAAAAAAD0/0WzNwidKA08/s1600-h/Charge-Cabral-Latuff.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-7012045358887931799?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/7012045358887931799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/09/precisa-de-palvras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/7012045358887931799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/7012045358887931799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/09/precisa-de-palvras.html' title='Precisa de palavras???'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/Sq92i5brx5I/AAAAAAAAAD8/TC-OaRpEe34/s72-c/Charge-Cabral-Latuff.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-3819744907825980039</id><published>2009-09-14T19:29:00.000-03:00</published><updated>2009-09-15T08:07:15.965-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lutadores do povo'/><title type='text'>Carlos Lamarca</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/Sq91WInjVgI/AAAAAAAAADk/4jMeKu4ykqQ/s1600-h/lamarca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381649102861981186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 229px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/Sq91WInjVgI/AAAAAAAAADk/4jMeKu4ykqQ/s320/lamarca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Vejam uma bela forma de lembrar Carlos Lamarca, assassinado dia 17 de setembro de 1971&lt;br /&gt;nos sertoes do municipio de Brotas de Macauba, Bahia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil, 26 de julho de 1969&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos meus filhos Vivo falando de vocês com meus companheiros, eles estão longe dos filhos também e falam nos filhos deles. Um só é o desejo de todos nós, é que nossos filhos sejam revolucionários. O que é um revolucionário? È todo a pessoa que ama todos os povos, ama a Humanidade, tem uma imensa capacidade de amar, ama a justiça, a Igualdade. Mas ele tem de odiar também, odiar os que impedem que o revolucionário ame, porque é uma necessidade amar. Odiar aos que odeiam o povo, a Humanidade, a Justiça social. Odiar aos que dominam e exploram o povo, odiar aos que corrompem, ameaçam e alienam as mentes, aos que degradam a Humanidade, aos injustos, falsos, demagogos, covardes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O revolucionário ama a Paz, faz a guerra como instrumento para Ter a Paz, a Paz justa, sem exploração do homem pelo homem. O revolucionário tem que ser capaz de todos os sacrifícios pela causa, de até se separar dos seus filhos para libertar todos os filhos, de se separar dos pais porque outros pais precisam dele. Quando vocês sentirem saudades de mim, lembrem-se que aqui no Brasil existem muitas crianças que passam fome, que andam descalças , sem escolas, que sofrem e vêem deus pais sofrerem. Lembram-se quando conversei com vocês no quarto e pedi a vocês que deixassem eu lutar para acabar com isso. Eu lembro bem que a Claudinha bateu palmas e o Cesar disse: " Muito bem, papai". Combinamos que tínhamos de ficar longe um do outro, e que guardaríamos no coração a esperança de nos encontrarmos novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês são felizes porque a mãe e o pai são revolucionários e vocês têm de ser também Amem muito a mamãe, eu não posso beija-la, todos os dias beijem duas vezes a ela, uma vez por mim. Tenho tantas saudades de vocês mas não choro, não beijo fotografias, encho o peito de ar e pego firme no meu trabalho. Penso em vocês e em todas as crianças, então ganho forças para lutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando sentirem saudades, então estudem mais, perguntem tudo que não entenderem, perguntem sempre o porquê das coisas- perguntar e pensar- ver se é certo, se não for, falem, discutam- ver se é justo, se não for, lutem para mudar. Sejam disciplinados, façam somente o que for certo, justo. Ser disciplinado não é ser obediente, quem obedece tudo sem pensar não presta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vai o treinamento de tiro? Não se esqueçam de colocar algodão no ouvido, e também de olhar sempre pra mira e puxar o gatilho bem devagar. Já mandaram consertar a pistola de ar comprimido? Espero que pratiquem corrida, natação e todos os jogos. Alimente-se bem, vocês que tanto gostam de frutas devem estar satisfeitos, aí ninguém passa fome, não tem mendigos, aqui...Aí comem abacate na salada, com sal e azeite; gostaram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vai o jogo de botão? Você, Cesar, tem ensinado aos meninos? Seguem junto 29 bolinhas de cortiça, que fiz treinando a paciência, que eu tinha pouco, é preciso ser paciente, sem ser passivo, claro.E você Claudinha, continua fazendo discursos? Como eu gostava, você vai ser uma grande agitadora.Cuidem bem dos dentes para que possam mastigar bem. Não se esqueçam de cantar e dançar. O Cesar gosta muito de desenhar e a Claudia de pintar, procurem praticar bastante, procurem criar, não imitem ninguém .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chamem ninguém de senhor porque ninguém é senhor de ninguém. Mas ouçam os mais velhos e procurem fazer coisas melhor que eles, porque tudo que é novo é superior ao velho. Respeitem os mais velhos mas exijam que respeitem vocês- exijam mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contei para os companheiros que o Cesinha usava nome de guerra e eles acharam engraçado. Já usei o nome Cesar mas tive de mudar.Não sei como acabar essa carta porque é como se estivesse conversando com vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero receber uma carta de vocês, se não for possível, continuarei pensando muito em vocês.A maior alegria que vocês podem me dar é aproveitar muito o estudo, preparando-se para fazer a Revolução em qualquer país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos beijos para a minha esposa querida e meus filhos, com todo amor, cheio de saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Lamarca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ousar Lutar-Ousar Vencer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-3819744907825980039?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/3819744907825980039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/09/carlos-lamarca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/3819744907825980039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/3819744907825980039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/09/carlos-lamarca.html' title='Carlos Lamarca'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/Sq91WInjVgI/AAAAAAAAADk/4jMeKu4ykqQ/s72-c/lamarca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-5202589488568190602</id><published>2009-08-22T23:58:00.000-03:00</published><updated>2009-08-22T23:59:20.935-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fio da História'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O legado da Carta Testamento e a luta pelo socialismo do século XXI&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1930 a 1964 a cena política brasileira foi dominada pelo embate sobre os rumos que o Brasil deveria tomar enquanto nação para tornar-se um país desenvolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 30 a 54 a figura política de Vargas aglutinou um campo político que defendia a necessidade de um projeto de nação brasileira baseado na independência política e econômica e com um caráter nacionalista burguês. Porém, com o desenrolar da luta política e principalmente após o suicídio de Getulio e a divulgação da Carta Testamento, esse campo modifica sua composição social e vai paulatinamente assumindo a necessidade de um desenvolvimento voltado para as maiorias, socializante e com um caráter nacionalista revolucionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrapondo-se a esse projeto, conformou-se um campo que inicialmente defendia o retorno ao poder político das oligarquias agro-exportadoras afastadas na chamada Revolução de 30 que, com o passar da luta política, também modifica sua composição e caminha para a defesa de um desenvolvimento associado e dependente do capital internacional, notadamente estadunidense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da política brasileira nesse período não se resumir a esses dois campos, a luta política entre seus projetos históricos tendeu a uma radicalização que polarizou a sociedade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Getulio foi a principal liderança pela implantação desse projeto de nação de caráter nacionalista burguês que visava conciliar os interesses do capital industrial e do trabalho para enfrentar a poderosa burguesia agro-exportadora aliada ao imperialismo. Setores poderosos que não perderam oportunidades de tentar retomar seus espaços políticos em vários momentos, como em 32 em São Paulo, nas eleições que ocorreriam em 37, no golpe que derruba Getulio em 45, nas eleições deste mesmo ano e na tentativa de golpe em 54, que foi impedido pelas manifestações populares após o suicídio de Getulio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente a esse enfrentamento, agudiza-se no campo político getulista as contradições inconciliáveis entre os interesses do capital industrial e do trabalhadores. A maior parte da burguesia industrial, que via com desconfiança a política e a legislação trabalhista defendida por Vargas, começa a ceder aos “encantos” econômicos do projeto de desenvolvimento associado e dependente ao capital internacional. Essas contradições se refletem na conjuntura de 1945, onde as forças que apoiavam Getulio não conseguem se unificar em uma única organização política, surgindo a partir dessa realidade o PSD e o PTB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o desastroso governo entreguista e antipopular de Dutra, Getulio, que inicialmente havia se filiado ao PSD, ganha as eleições de 1950, como candidato do PTB e com o apoio das massas trabalhadoras que se debatiam em meio à miséria e a falta de perspectivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o objetivo de dar continuidade ao projeto histórico interrompido em 45, seu governo retoma e cria mecanismos, como o seguro agrário, o IBC (Instituto Brasileiro do Café), o Banco do Nordeste, a CACEX (carteira de comércio exterior) do Banco do Brasil e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico) para incrementar uma política de estimulo às indústrias de base e a elevação da poupança interna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias leis são sancionadas: lei sobre restrição da remessa de lucros das empresas estrangeiras para o exterior, a lei sobre crimes contra a economia popular, a lei que cria o monopólio estatal do petróleo através da Petrobrás e ainda é tentada a criação da Eletrobrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma série de greves e mobilizações dos trabalhadores, o poder aquisitivo destes é garantido em face da inflação através de diferentes políticas sociais e do reajuste do salário mínimo de 100% proposto por João Goulart durante sua gestão no Ministério do Trabalho. Jango encaminhou a proposta mesmo sabendo que isso custaria o próprio cargo. Desde quando assumiu o Ministério sua prática de negociar e se antecipar às demandas dos trabalhadores, forçando, muitas vezes, os empregadores a fazer concessões, foi freqüentemente vista e denunciada pela oposição como uma maneira de "pregar a luta de classes".&lt;br /&gt;Assim, Jango não era o ministro do Trabalho, mas o ministro dos trabalhadores. Para a oposição anti varguista Jango era um "manipulador da classe operária", "um estimulador de greves", "um amigo dos comunistas", que tinha como plano a implantação, com o assentimento de Vargas, de uma "república sindicalista" no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de tudo isso, o governo Vargas participa de uma tentativa de retomar o Tratado do ABC, assinado em 1910 entre Brasil, Argentina e Chile, com o objetivo de buscar alternativas à condição de exportadores de matérias-primas e alimentos, apontando para a necessidade de uma maior integração latino-americana, com o intuito de fazer frente à hegemonia do imperialismo estadunidense na América Latina. Nas conversações mantidas com Perón, Vargas afirma que “Nossa Pátria é a América.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a retomada de seu projeto, além da radicalização do campo opositor - hegemonizado pela burguesia agro-exportadora e cada vez mais aliado ao imperialismo americano - acirram-se as contradições com a maior parte da burguesia industrial, já seduzida pela lógica do capitalismo dependente. Em agosto de 54, Getulio está isolado politicamente, pois as massas trabalhadoras estavam atônitas e desnorteadas perante o ataque brutal da oposição ao seu governo, apoiado nos grandes meios de comunicação de massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestes a sofrer um golpe militar, Getulio suicida-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O suicídio não obedece a uma lógica de desespero, mas reflete o ato de uma liderança política consciente do momento histórico, de seu papel junto às massas trabalhadoras e do seu projeto histórico. Getulio constata o esgotamento da possibilidade de dar continuidade ao seu projeto nacionalista burguês, baseado na política de conciliação entre capital industrial e trabalho, em plena consolidação do imperialismo estadunidense na América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a divulgação da Carta Testamento, Getúlio entra para a história protagonizando o ato fundador de uma nova continuidade de seu projeto de nação em uma lógica antiimperialista e popular, que vai pautar uma reaproximação pela base de trabalhistas, socialistas e comunistas na década seguinte, dando conteúdo ao crescimento vertiginoso do PTB e de suas frações pela esquerda a partir da mobilização popular pela Legalidade e da ascensão da organização popular nas lutas pelas reformas de base no inicio da década de 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 64, a contra-revolução das classes dominantes aliadas ao imperialismo impediu que o povo trabalhador avançasse em sua revolução democrática rumo ao socialismo. Após a ditadura, nenhum dos governos eleitos ousou sequer questionar a lógica do desenvolvimento associado e dependente do capital internacional imposta à nação brasileira pelas burguesias agro-exportadora e industrial associadas ao imperialismo desde o golpe militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, passados 55 anos, a denúncia e o chamamento à luta da Carta Testamento continuam atuais e são um legado às forças populares, antiimperialistas e classistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devem ser considerados como um chamado para que essas forças tenham a clareza e a coragem necessárias para romper com a falsa polarização petucana e retomar o fio da história das lutas do povo trabalhador, cortado pela contra-revolução de 64.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um chamamento para que assumam claramente a retomada de um projeto popular de nação baseado na independência política e econômica e na libertação nacional e social de nosso país como um caminho brasileiro para o socialismo do século XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aurelio Fernandes&lt;br /&gt;Educador Popular com formação em História e membro da Coordenação Nacional do Movimento Revolucionário Nacionalista – Círculos Bolivarianos / MO.RE.NA-CB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Carta Testamento&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se novamente e se desencadeiam sobre mim.&lt;br /&gt;Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes. Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao Governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculizada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente.&lt;br /&gt;Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores de trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançaram até 500% ao ano. Na declaração de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder.&lt;br /&gt;Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão. E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate.&lt;br /&gt;Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Getúlio Vargas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-5202589488568190602?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/5202589488568190602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/08/o-legado-da-carta-testamento-e-luta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/5202589488568190602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/5202589488568190602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/08/o-legado-da-carta-testamento-e-luta.html' title=''/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-6846259732073118133</id><published>2009-07-17T11:55:00.000-03:00</published><updated>2009-07-17T12:00:29.273-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carta aberta de desfiliação do PDT'/><title type='text'>Carta aberta de desfiliação do PDT</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Carta aberta de desfiliação do PDT&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                             Aurelio Fernandes &lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4571871119489657593#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[*]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E assim como na vida privada se diferencia o que um homem pensa e diz de si mesmo do que ele realmente é e faz, nas lutas históricas, deve-se distinguir, ainda mais, as frases e as fantasias dos partidos de sua formação real e de seus interesses reais, o conceito que fazem de si, do que são na realidade.”&lt;br /&gt;                                                      Karl Marx&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em um desses momentos em que as traições castigavam o PDT, Brizola desabafou com Neiva Moreira, então líder da bancada na Câmara: “Qualquer dia desses, eu fecho esse partido e vou fundar um Movimento Nacional de Libertação… Os políticos nunca vão criar vergonha! “.”&lt;br /&gt;    El caudilho Leonel Brizola de FC Leite Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como tudo começou...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1982 o povo trabalhador do Estado do Rio elegeu Leonel Brizola Governador do Estado do Rio de Janeiro. Das bases do movimento sindical e operário, às favelas cariocas, passando pelo movimento das associações de moradores e estudantil, uma maioria esmagadora se identificava com o sentimento de transformação política que Brizola encarnava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lideranças expressivas no campo popular e classista de luta contra a ditadura e pelas reivindicações populares e nacionais – Luiz Carlos Prestes, Darcy Ribeiro (candidato a vice), Roberto Saturnino Braga, Adão Pereira Nunes, Bayard de Maria Boiteux, Amadeu Rocha, Neiva Moreira, Francisco Julião, Gregório Bezerra, Theotonio dos Santos, José Maria Rabelo, Vânia Bambirra, Rui Mauro Marini, dentre outros – e dos movimentos sociais oriundas ou influenciadas por lutadores sociais dos velhos PTB, PCB e PSB e da chamada “nova esquerda” se somaram na vitória política de Brizola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brizola representava no imaginário popular a retomada do fio da história das lutas populares e a resposta mais radical possível à ditadura militar. Assim, influenciada pela conjuntura política, uma quantidade enorme de jovens trabalhadores e estudantes acabaram por se filiar ao “partido do Brizola”: o PDT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse momento, com 21 anos de idade, que me filiei ao partido através de sua organização juvenil: a Juventude Trabalhista do PDT, hoje Juventude Socialista do PDT. Foi na construção desse instrumento político e em suas lutas políticas que iniciei meu processo de construção de referenciais políticos e ideológicos. Atuei na Juventude por mais de uma década assumindo várias tarefas como militante, dirigente estudantil, dirigente estadual e nacional, notadamente nas atividades de articulação e educação política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lutas populares e internas no PDT despertaram em um grupo de jovens a necessidade de empreender um estudo coletivo da história do trabalhismo, socialismo e das lutas populares no Brasil e na América Latina. A partir destas reflexões e discussões, confeccionamos, em 1987, os Fundamentos Básicos para a Libertação Nacional, assumindo um referencial teórico marxista identificado com a Revolução Cubana e com o processo revolucionário sandinista, e vinculado nacionalmente com o brizolismo entendido como um somatório das afinidades ideológicas e tradições de luta nacionalistas, revolucionárias e populares da década de 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluímos que a construção do socialismo no Brasil tem como tarefa política e ideológica recolher, de forma crítica e inovadora, experiências históricas de larga duração oriundas dos setores nacionalistas revolucionários e populares dos velhos PTB, PCB e PSB, da Organização Revolucionária Marxista - Política Operária / ORM-POLOP e da chamada “nova esquerda”. Além disso, fundamentamos teoricamente nossa identidade com o projeto histórico brizolista, que naquele momento se identificava com a refundação do Trabalhismo como caminho brasileiro para o socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse projeto aglutinou nacionalistas e marxistas de diversos matizes de esquerda oriundos das experiências históricas da década de 60. Ao propor retomar o fio da história e combatendo o hegemonismo e o aparelhamento dos movimentos populares, o PDT, ao contrário de outros projetos partidários, poderia tornar possível a construção de um espaço político onde a unidade e a diversidade necessária ao processo de gestação da vanguarda compartida da luta pela libertação nacional rumo ao socialismo estaria presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendíamos que o PDT apresentava-se como um partido de natureza popular e antiimperialista, ainda pouco organizado, que poderia aprofundar nas lutas internas e nos movimentos sociais, sua natureza de partido que buscava a unidade do campo popular e classista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nossa atuação...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A ampliação desse debate no seio da Juventude Socialista do PDT levou a uma hegemonia à esquerda em suas instâncias diretivas e apontou a necessidade de iniciar um processo de reorganização baseado na nucleação de seus militantes. Como reflexo desse processo, do qual participei ativamente, surgem boatos, em 88, sobre a minha candidatura à Presidência Nacional da JS/PDT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupada com a possibilidade da Juventude reagir de forma critica às articulações que o partido encaminhava com vistas à eleição presidencial de 89, a direção nacional do PDT interveio em nosso Congresso Nacional em 89, “indicando” Garotinho, então prefeito de Campos, como “presidente interventor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de três anos depois, com a JS-PDT nacionalmente desarticulada, fui convidado pela direção nacional do PDT a assumir a Presidência da Juventude, ao qual recusamos, propondo a realização de um Congresso Nacional em Vitória para eleger nova direção e refundar a Juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a derrota eleitoral de Brizola em 89, propomos uma discussão sobre os rumos de um PDT cada vez mais envolvido na lógica “eleitoreira” da democracia burguesa e inserido na chamada “crise do socialismo”. Isto levou à necessidade de criar, em 91, o Núcleo de Estudos Pela Esquerda – NEPE que editou e divulgou nacionalmente os Fundamentos Básicos para a Libertação Nacional e nossos posicionamentos nas instâncias partidárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar do tempo este encontro da militância com o estudo sistemático levou à necessidade de imprimirmos uma intervenção mais orgânica na vida partidária. Iniciamos, então, o processo de construção de uma corrente no PDT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A corrente PDT Pela Esquerda tinha como objetivo defender os interesses históricos do campo popular e classista no partido. Um instrumento aglutinador dos militantes brizolistas - socialistas, comunistas e nacionalistas revolucionários de todo o país - compromissados, na prática cotidiana, com a retomada do fio da história das lutas populares brasileiras e construção, pela esquerda, de um PDT antimperialista, popular e classista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atuação critica e propositiva da corrente, editora de cerca de dezoito números do boletim PDT a Conversa é Pra Valer que iniciou um processo de ampliação em várias instâncias partidárias para outros estados além do Rio de Janeiro e nos movimentos sociais, levou a um processo permanente de tentativas de cooptação e isolamento de nossos militantes e dirigentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso especifico, desde 1989, após romper politicamente com o deputado estadual Fernando Lopes e ser demitido de seu Gabinete, optei, apesar de convites para participar de governos ou de outros gabinetes de parlamentares do partido, por sustentar minha família exercendo o magistério em escolas nos municípios do Rio e Volta Redonda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente, tempos depois, em 1994, abandonei parte das escolas devido ao convite do Sr Manoel Dias para assessorar a secretaria executiva da Direção Nacional do PDT; assessoria da qual fui sumariamente demitido, durante férias coletivas, sem nenhum aviso prévio ou explicação, em fevereiro de 1995. Um “castigo” por nossas divergências com a linha política da direção nacional, que expressei em documento de nossa corrente, lido por mim em reunião do diretório nacional para avaliação das eleições de 94.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia após a minha demissão, iniciei a militância no Instituto Alberto Pasqualini. Durante sete anos, de 1995 até 2001, além de implementar a educação política em vários estados, participamos ativamente no processo de transformação do IAP em Fundação. É importante frisar que de 1995 até o inicio do ano de 1998 assumi nacionalmente um conjunto de responsabilidades de direção e tarefas no IAP em vários estados sem nenhum tipo de vínculo empregatício ou ajuda financeira do IAP ou da direção nacional do PDT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como conseqüência dessa atuação, fui convidado pela direção nacional do PDT, na pessoa do Sr Carlos Lupi, para assumir a secretaria executiva da Fundação. Nesse momento, propus a redução em 50% do salário proposto, pois além de serem valores exagerados para a realidade de um partido popular, não pretendia ficar “refém” de um salário que mudaria radicalmente meu padrão de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos que estive na FAP, hoje Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini, várias propostas de planejamento e projetos foram encaminhados à executiva do IAP/FAP e poucas foram às atividades que conseguimos desenvolver de forma planejada e continuada. O pouco sucesso nessas empreitadas estão diretamente relacionados com o voluntarismo, o improviso, falta de equipe e de planejamento na instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 95 a 2001 a diretoria do IAP/FAP sequer realizou uma reunião deste órgão partidário, sendo que tal realidade, somada à total falta de vontade política da direção nacional em investir na educação política dos militantes, impediu sobremaneira a continuidade dos trabalhos ou sua intensificação e ampliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aprofundamento da crise ideológica no PDT nos levou a construção do Fórum de Militantes do PDT ao final do ano de 2000. Esse fórum editou alguns números do Jornal “O Militante”, apontando as contradições do partido em sua crise política e seu afastamento do projeto histórico brizolista, além de catalisar algumas lutas internas importantes: posicionamento contra a fusão com o PTB, em defesa de candidaturas próprias, posicionando-se ao lado de Brizola na luta interna contra a família garotinho, questionando a política do fato consumado em varias e importantes decisões partidárias como a criação da chamada Frente Trabalhista e o apoio a Ciro Gomes e a filiação do Sr Paulinho da Força em São Paulo dentre outras lutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos questionamentos, a inorganicidade e a falta de compromisso político da direção nacional com a educação política na FAP, e as lutas internas em que questionávamos a coerência da linha política partidária com o brizolismo, conduziram ao afastamento de minhas tarefas e funções na fundação e a ser “colocado a disposição” da direção regional do PDT-RJ a partir de 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos depois, retornei à direção da fundação, agora Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini, contra a vontade do Sr Manoel Dias, que assumia a Presidência da FLB-AP, ambos indicados pela direção nacional do PDT. Desde o primeiro momento evidenciou-se o assédio moral em relação a mim, devido a nossas divergências políticas e enfrentamentos relativos ao Fórum de Militantes do PDT e, secundariamente, por encaminhamentos relativos à criação e ao funcionamento da “Universidade” Aberta Leonel Brizola, cujo projeto foi imposto sem maiores reflexões, de forma pedagogicamente equivocada, tornando-se uma TV PDT vinculada a uma plataforma de EAD para “cumprir tabela” relativa a educação política que se torna a cada dia mais eleitoreira. Tudo isso a despeito dos esforços dos companheiros envolvidos honestamente na construção desse instrumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resisti ao assédio moral do Sr Manoel Dias até a minha demissão em 2009, referendada pela direção nacional do PDT e fundamentada curiosamente em um suposto processo de reestruturação da instituição devido à crise financeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O fim de um ciclo...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A partir de 1983 e da derrota da emenda das Diretas, a direção nacional do PDT aprofundou o afastamento do projeto original de Lisboa e assumiu a proposta vanguardista de, partindo da eleição de Brizola à Presidência da República, iniciar “pelo alto” a destruição do atual modelo econômico neocolonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste ano que o PDT assume com a Carta de Mendes o chamado “socialismo democrático” – definição inexistente na Carta de Lisboa, no Manifesto e no Programa - e afirma que não pretende tomar o poder, mas chegar a ele pela via eleitoral. Com esta postura, a direção nacional do Partido esperava impedir, ou adiar, o ressurgimento do PSB e por outro lado respondia aos setores que acusavam Brizola de ser um incendiário, tornando sua candidatura à Presidência digerível por setores conservadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, o PDT afasta-se das lutas sociais concretas dos excluídos e afunda cada vez mais na vala comum da participação exclusivamente parlamentar e eleitoral dos partidos de elite. Essa realidade alimentou o crescimento do eleitoralismo que subordinou toda a ação política do partido à possibilidade de conquistas eleitorais e contribuiu sobremaneira à derrota de Brizola frente a Lula no primeiro turno em 1989.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tal derrota, o PDT estava perante um dilema: retomar seu projeto histórico enfrentando a contradição entre a hegemonia do brizolismo na definição de nossas bandeiras políticas e a hegemonia do eleitoralismo e do liberalismo na definição das ações políticas e organizativas, ou enfrentar um profundo refluxo e até mesmo um processo de degeneração ideológica e política. A direção histórica do PDT optou por não enfrentar essa realidade e o que passamos a observar foi um afastamento cada vez maior do partido de seu projeto histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado são as crises e lutas internas sucessivas afetando profundamente a democracia interna do partido a partir da segunda metade dos anos 90 e desarticulando a militância do campo popular e classista em todas as instâncias. Nossa direção nacional, para fazer frente às lutas internas, desenvolve uma estratégia de reduzir a participação democrática nas instâncias partidárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a falta de discussão política, as instâncias e reuniões foram paulatinamente se transformando em espaços onde tudo imita a política e onde aos poucos, e a cada eleição, vão diminuindo os reduzidos espaços para qualquer sociabilidade digna. O convívio partidário transformou-se ele mesmo em cálculo – de sobrevivência ou de subserviência -, e todo o desprendimento desta lógica vai sendo “castigado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta atmosfera apenas a intriga tornou-se permutável, transformando o PDT em uma agremiação política marcada pelas retaliações e interesses pessoais.&lt;br /&gt;Cada vez mais a política vai sendo vista de forma liberal, como uma disputa pela filiação e apoio dos políticos profissionais e o partido funciona por espasmos e a reboque do processo eleitoral de dois em dois anos. Isso alimentou o crescimento do eleitoralismo, afastou o partido das lutas sociais concretas do povo trabalhador, tornando inorgânica e inócua a atuação dos militantes nas lutas de massas dos movimentos sociais, e subordinou toda a ação política do partido à participação exclusivamente parlamentar e eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo, essa realidade ficou obscurecida pela coerência e experiência histórica dos que tomavam as decisões pelo partido.  Lutadores sociais como Leonel Brizola, Edmundo Moniz, Adão Pereira Nunes, Francisco Julião, Neiva Moreira, Bayard Boiteux, Amadeu Rocha, Carmen Cinira, Brandão Monteiro, apenas para citar alguns deles.&lt;br /&gt;Porém, isso foi comprometido pelo tempo. Para nossa tristeza, esses lutadores não são eternos.&lt;br /&gt;Através de seu exemplo deixam ensinamentos para que as futuras gerações utilizem como instrumentos da luta popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de organicidade de nosso partido somada à crise existente nos movimentos sociais e políticos favoreceram o voto de máquinas eleitorais e não ideológico, e a falta desses companheiros levou a uma hegemonia nas decisões partidárias de uma elite partidária abençoada pelo voto e pela amizade, clientela ou parentesco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, o partido aprofundou sua contradição principal entre a hegemonia do brizolismo na definição de nossas bandeiras políticas e a hegemonia do eleitoralismo e do liberalismo na definição das ações políticas e organizativas, o que nos encaminhou a uma série de divisões onde membros dessa elite partidária (como Cesar Maia, Marcelo Alencar, Dante de Oliveira, Jaime Lerner, Garotinho, aliados a uma parcela “dos abençoados pela amizade, clientela ou parentesco”), tentavam tomar de assalto o partido e impor seus projetos pessoais e eleitoreiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses momentos, por absoluta falta de discussão política e vida partidária permanente nas instâncias, grande parte da “massa” do partido deixou-se levar pelo discurso fácil da falta de democracia interna, por parte daqueles que sempre se locupletaram da mesma, e acompanham essas “novas lideranças”. Com tudo isso, o PDT, que foi o maior partido de esquerda do Brasil na década de 80, foi perdendo densidade política e eleitoral e se tornou um pequeno partido nos anos 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos diretórios passaram a privilegiar a discussão do exercício e/ou conquista de cargos públicos, não definindo linhas políticas e organizativas para nossas instâncias e para nossa atuação nos movimentos urbanos e do campo. Questões primárias relativas à organização, como, planejamento das ações políticas; reuniões permanentes; capacitação política; imprensa partidária periódica e permanente, e uma política de finanças menos dependente dos militantes com cargos de confiança nos parlamentos e nos governos, e do fundo partidário foram descaracterizadas pelo eleitoralismo pelo qual os militantes são vistos como meros cabos eleitorais, as instâncias como espaços para angariar votos e a educação política como simples agitação e propaganda de programas eleitorais e futuras candidaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje as instâncias formais apenas são ouvidas quando as decisões já foram tomadas pela elite partidária “abençoada” pelo voto, amizade, parentesco ou clientela. A “massa” – dirigentes intermediários e de base e os militantes-cabos eleitorais - é convocada apenas para referendar o consenso dessa elite partidária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde antes da morte de Brizola essa elite partidária traçou uma estratégia para sua sobrevivência, assumindo como tática o aprofundamento da política do fato consumado, baseada no eleitoralismo e liberalismo, consolidando o PDT como um partido de aluguel e balcão de negócios eleitoreiros. Nesse processo, os interesses regionais e pessoais tomaram de assalto o PDT. A ironia é que o PDT reivindica a mística em torno da Revolução de 30, mas reproduz a política dos governadores e os partidos regionais das oligarquias estaduais que Getulio tanto combateu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado desta lógica partidária são instâncias onde os procedimentos são rituais, a começar pelas intervenções nas reuniões dos diretórios e executivas, uma vez que todos dizem exatamente o que se espera que digam, comprometendo consequentemente a elevação da consciência política de nossa militância e nos levando a um processo de resignação política de dirigentes e militantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa tática, transformada em estratégia permanente, é o fruto trágico da degeneração do PDT, comprometendo toda uma geração de dirigentes e militantes que não acredita mais nas lutas do povo trabalhador e menos ainda na viabilidade do projeto histórico do PDT de transformar profundamente a realidade brasileira a partir das lutas nacionais, democráticas e populares rumo a uma sociedade socialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse dirigentes produzem rituais comemorativos formais nas datas históricas do trabalhismo e do brizolismo, usando o nome de Brizola unicamente para garantir seus interesses menores. Não é para menos que em 2003, um ano antes de morrer, perante a pressão para negociar a aproximação com o governo Lula, Brizola aponta para a possibilidade de “fechar” o PDT e fundar um Movimento Nacional de Libertação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A necessidade de recomeçar...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com a ausência de Brizola o PDT, aprofundou sua distância do enfrentamento das questões de importância estratégica para o país e, paralelamente, abandonou o projeto histórico brizolista. Nada mais obscurece que a degeneração política e ideológica do PDT levou a sua cooptação petucana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar na base aliada do Governo Lula, o PDT assumiu claramente o neoliberalismo petucano abandonando suas bandeiras históricas por um vago discurso de defesa do trabalho e de manutenção das conquistas da CLT e se tornando uma sublegenda para justificar a ocupação de cargos e o uso dos recursos do MTE.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como afirmou o último manifesto do Fórum de Militantes, “O PDT não se posiciona firmemente sobre temas como a reforma agrária, urbana e política, a precariedade da educação pública, a inexistência de uma política de saúde e o ressurgimento do fascismo nas políticas públicas de segurança e na criminalização da pobreza e dos movimentos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PDT nada diz sobre a omissão cúmplice do governo Lula em relação à necessária auditoria e revisão da “privataria” do governo entreguista FHC, quando a totalidade das empresas estratégicas foi doada ao capital internacional e a PETROBRAS transformada em uma “empresa estatal de interesse privado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Omite-se quanto à entrega da Amazônia ao capital internacional e em relação aos enormes valores repassados ao agronegócio através de perdões e protelações de dívidas, enquanto a reforma agrária se torna uma política virtual e os assentamentos rurais e os pequenos agricultores são abandonados à própria sorte. Isto, sem falar na autonomia real do Banco Central nas mãos de um banqueiro tucano que garante rios de dinheiro aos bancos e aos investidores internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, questionar o perdão das dívidas das Organizações Globo ao BNDES ou levantar na prática a defesa contundente da democratização dos meios de comunicação e o combate das perdas internacionais seria exigir demais de um PDT domesticado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouso afirmar que se Brizola estivesse vivo estaria denunciando duramente a manipulação que está sendo feita pelo governo Lula com o objetivo de convencer o povo brasileiro de que a atual crise do capitalismo é simples e transitória. Afirmam, inclusive, o PDT e seus representantes no governo e no parlamento, que essa crise será facilmente superável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos uma grave crise estrutural do sistema capitalista. Uma verdadeira crise civilizatória que coloca em risco o futuro da humanidade. Uma crise estrutural que se manifesta de diversas formas e afeta a todos os níveis da vida em sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa crise atual é uma oportunidade para construir um novo caminho. Getúlio percebeu isso em 30 e Brizola na década de 60; hoje, o PDT se resume a um instrumento meramente eleitoreiro, que se recusa a cumprir o papel que a história está exigindo.&lt;br /&gt;Brizola marcou a minha geração pela coerência com sua história de lutas, a coragem de defender aquilo em que acreditava e a ousadia de sempre dizer a verdade ao povo. Não foram poucas às vezes em que discordamos sobre os caminhos do PDT, mas nossas divergências se davam no campo do brizolismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o PDT não mais representa a memória de Leonel Brizola e menos ainda o brizolismo como instrumento de libertação nacional e social do Brasil. Não vejo mais nenhuma possibilidade de aprofundar quaisquer discussões políticas nas instâncias desse partido e ocorrer uma mudança em seus descaminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de democracia interna somada à degeneração de toda uma geração de dirigentes e militantes, e à “ampliação” petucana que tem sido capitaneada pela direção nacional, acabou com os últimos resquícios de sociabilidade digna nas instâncias do partido, e o que é mais grave, com suas disputas políticas internas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tenho muito claro que o futuro do Brizolismo passa longe desse PDT que se degenerou. Por tudo isso, depois de 27 anos, saio do partido por coerência com o brizolismo.&lt;br /&gt;Para que alguns ciclos políticos se abram, é realmente necessário que outros se fechem. Muitas vezes a vida vai lá e fecha por nós, na pancada, no susto. Muitas vezes, ficamos segurando porque dedicamos a maior parte de nossas vidas à construção de um projeto político, ou apenas receamos estar errados. Mas a realidade se impõe e temos que decidir, mesmo que pareça tão difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma decisão política que tomo sozinho depois de muita reflexão. Posso dizer sem medo de estar exagerando que empreguei, os assim chamados, “melhores anos da vida” ao projeto histórico do PDT. Não me arrependo um só milímetro, pois foi nessas lutas que moldei o meu caráter e as minhas convicções de nacionalista revolucionário e comunista, enfim de brizolista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho, também, absoluta certeza que as esperanças de um futuro para a luta de libertação nacional rumo ao socialismo passa bem longe dos partidos institucionais que temos hoje e que se arvoram "de esquerda", "socialistas", "comunistas" e/ou "revolucionários". Por isso, não pretendo militar em qualquer outro partido institucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, todos esses partidos, mesmo aqueles que estão na oposição institucional ao petucanismo, vivem crises com seus projetos históricos muito semelhantes com o que vivenciei no PDT ou se perdem vendendo ilusões com o mercado eleitoreiro em que se transformaram os partidos políticos e as eleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que deixo no PDT amigos, camaradas e compatriotas que ainda acreditam na possibilidade de enfrentar a degeneração do PDT e que contarão sempre com minha solidariedade militante. Também existem lutadores em diversos partidos institucionais, insistindo, por amor ao que esses organismos significaram para eles e para a história do país, na necessidade de lutar internamente para reconduzi-los às bandeiras históricas presentes em suas fundações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentavelmente muitos ainda teimam em não levar em conta que as regras institucionais garantem um imenso poder aos dirigentes e militantes que se degeneraram. Para cada lutador social e político conquistado ideologicamente, eles trazem dezenas de indivíduos que sequer sabem o que é política, mas que irão filiar-se sem pensar duas vezes se isto significar alguma possibilidade de ganho financeiro e/ou proximidade com esferas de poder que lhes garantam o atendimento de seus interesses pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o nascimento de organizações políticas que realmente tenham a capacidade de revolucionar o Brasil não se dará no ventre putrefato desses partidos, mesmo daqueles que outrora ajudaram a fazer a história da esquerda neste país. Estas organizações serão compostas pelos órfãos destes partidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão organizações políticas de novo tipo, populares, classistas e de combate e não meros instrumentos eleitorais. Em um primeiro momento, a questão do acesso ao poder pelas vias institucionais ficará em segundo plano, a prioridade delas será contribuir para a educação política e a organização do povo trabalhador em suas lutas por reivindicações concretas. Será nessas lutas que essas organizações construirão uma unidade na ação para conformar uma frente antiimperialista, popular e classista para encaminhar as lutas pela libertação nacional rumo ao socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, passo a dedicar integralmente as minhas energias na construção do Movimento Revolucionário Nacionalista - Círculos Bolivarianos/ MORENA-CB de inspiração bolivariana, brizolista e guevarista que é uma organização política de novo tipo que aposta e acredita na força do povo para libertar o Brasil dos desmandos do capital e do imperialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ousar lutar como brizolista!&lt;br /&gt;Ousar vencer com o povo trabalhador!&lt;br /&gt;Ousar sonhar com a libertação nacional e o socialismo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revolucionariamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aurelio Fernandes&lt;br /&gt;&lt;a href="http://aureliofernandes.blogspot.com/"&gt;http://aureliofernandes.blogspot.com/&lt;/a&gt; (Neste Blog estão os textos que considero mais representativos de tudo que produzi coletivamente sobre o projeto histórico e os rumos do PDT.). Contato: aurefern@uol.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio, 15 de julho de 2009&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4571871119489657593#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[*]&lt;/a&gt; Licenciado em História pela UERJ com especialização em História do Brasil e Educação a Distância. Professor de História da Rede Pública Estadual. Professor de História do Trabalhismo da ULB. Membro do diretório nacional do PDT, membro honorário da JS/PDT, ex-membro dos diretórios estadual do Rio de Janeiro e municipal da cidade do Rio de Janeiro e diretor da FLB-AP. Faz parte da coordenação nacional do Movimento Revolucionário Nacionalista – Círculos Bolivarianos/MORENA-CB. Assessor da FAFERJ e militante do MTST/RJ. Foi diretor da CUT/RJ, do SEPE/RJ-RIII e da UEE/RJ.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-6846259732073118133?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/6846259732073118133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/carta-aberta-de-desfiliacao-do-pdt.html#comment-form' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/6846259732073118133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/6846259732073118133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/carta-aberta-de-desfiliacao-do-pdt.html' title='Carta aberta de desfiliação do PDT'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-8951502133456919152</id><published>2009-07-15T20:54:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T20:59:10.035-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fio da História'/><title type='text'>Resposta as "novas gerações" da JS/PDT</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Corra que a “patrulha” vem aí... ou como difamar “velhas gerações.”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Alberto de Ré (Minhoca), Aurelio Fernandes, Winston Sacramento e Francineide Sales &lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4571871119489657593#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;*&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “A luta contra o poder é a luta da memória contra o esquecimento.”&lt;br /&gt;Kundera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não admitam que ninguém acredite em nada que não compreenda. Assim se produzem fanáticos, se desenvolvem inteligências místicas, dogmáticas, fanáticas.&lt;br /&gt;“E quando alguém não compreende algo, não parem de discutir com ele até que compreenda, e se não compreende hoje, compreenderá amanhã, compreenderá depois de amanhã, porque as verdades da realidade histórica são tão claras, e são tão evidentes, e são tão palpáveis, que, mais cedo ou mais tarde, toda inteligência honrada ’ compreenderá.&lt;br /&gt;“Que ninguém vá a nenhuma escola revolucionária para ser doutrinado. Que ninguém se deixe doutrinar, que ninguém aceite absolutamente nada que não compreenda. Que vá educar-se, aprender a pensar, aprender a analisar, a receber elementos de juízo para que compreenda...”&lt;br /&gt;(Fidel Castro,1º  de dezembro de 1961)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1979, Brizola reuniu em Lisboa, às vésperas da anistia, os adeptos do projeto de refundação do PTB, que significava para seus idealizadores, enfrentar as tarefas do presente, preparar o futuro como um partido renovado, aberto a articulações internacionais e com propostas construtivas, favoráveis ao diálogo, voltadas para o futuro, sem cultivar mágoas ou ressentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta articulação reunia desde deputados estaduais, federais e senadores do MDB, até militantes oriundos de organizações da nova esquerda que se envolveram na luta armada contra a ditadura a partir do AI-5 passando por militantes dissidentes do PCB e aqueles oriundos das primeiras tentativas de resistência armada em Caparaó e Uberlândia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao aglutinar setores que defendiam o trabalhismo como caminho brasileiro para o socialismo, Brizola foi duramente criticado pelo grupo de Ivete Vargas por propor um conteúdo “socialista” ao novo PTB. Defendendo a liderança de Brizola no PTB estavam jovens de vários estados, que após a perda da sigla para os trabalhistas conservadores de Ivete Vargas, ajudaram a construir o PDT, e organizaram em 1981 a Juventude Trabalhista do PDT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns desses jovens trabalhadores e estudantes, orgulhosamente levantaram-se em armas contra a ditadura militar e militaram em organizações políticas que questionavam cotidianamente uma tradição dogmática e burocrática de setores políticos marxistas do campo popular, sem no entanto abandonar o marxismo e a defesa da democracia socialista. Outros defendiam a social democracia, influenciados por uma visão eurocentrica da Guerra Fria, fruto de um repúdio natural e justificado de uma caricatura de marxismo que “aprenderam” com as organizações políticas que romperam ou divergiam politicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a grande maioria destes jovens foram influenciados pela conjuntura política e sem experiências partidárias anteriores, participavam pela primeira vez da vida democrática, se filiando ao “partido do Brizola” e construindo seus referenciais políticos e ideológicos através das discussões políticas nas reuniões e congressos da organização juvenil do partido e nas instâncias do PDT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, muito nos espantou a “revisão histórica” relativa as posições políticas e ideológicas da JS PDT nos primeiros anos de sua fundação, no texto 20 anos na luta pela igualdade, no panfleto de divulgação do 10º Congresso Nacional da JS/PDT que aqui reproduzimos integralmente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Formada inicialmente por diversos membros oriundos da esquerda armada a Juventude organizou-se com um programa marxista que pretendia transformar esse segmento partidário em um instrumento radicalizado de luta política, que precipitasse as lutas de classe na busca da transformação revolucionária.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este pequeno parágrafo, fruto da ignorância histórica ou de uma postura política mal intencionada que visa “inventar” argumentos para legitimar algum posicionamento, falsifica o conteúdo político e ideológico dos documentos fundadores da organização juvenil do PDT que, nós, das “velhas gerações”, ajudamos a construir.&lt;br /&gt;A melhor resposta ao lamentável viés discriminatório deste documento é a reprodução de partes dos documentos fundadores da Juventude Trabalhista do PDT há 20 anos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A Juventude Trabalhista deve discutir e propor formas de organização para encaminhar os principais problemas sentidos especificamente pelos jovens. Isso se faz necessário porque além da contradição de classe, a juventude está exposta à toda sorte de contradições peculiares à ela, qual seja: a falta de democratização no ensino, o conflito entre o estudo e o trabalho, a ecologia; além das mais diversas formas de repressão que se abatem sobre a juventude.&lt;br /&gt;A Juventude Trabalhista será o próprio Partido, com a especial função de trazer a juventude brasileira para o PDT, notadamente, os jovens trabalhadores da cidade e do campo e marginalizados em geral.&lt;br /&gt;O papel da Juventude Trabalhista fica, pois, essencialmente comprometido com a própria vocação histórica do trabalhismo, seja nas suas tarefas mais ime&amp;shy;diatas, seja na reafirmação dos compromissos com a DEMOCRACIA, com o SOCIALISMO e com a LIBERDADE.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Temos um projeto essencialmente democrático de transformação da sociedade brasileira. Isto significa que assumimos a democracia em todas as suas dimensões e consequências e não apenas no sentido abstrato e formal de “igualdade de todos perante a lei”. Assim, começamos por afirmar concretamente que o trabalho é a relação básica sobre a qual se constitui a vida social, fonte que é de todos os bens económicos, políticos e culturais.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;É a partir dessa relação concreta que se decide a questão da democracia, tanto no seu sentido economico-social como no seu sentido político. Por isto, é o trabalho e aos direitos dos trabalhadores que atribuímos a primazia, para transformar as relações de produção injustas e desumanas que imperam em nossa sociedade, e que são produzidas e consolidadas pelas relações de poder vigentes, as quais não correspondem sequer à democracia formal e muito menos à democracia no sentido substancial que buscamos. Esta só poderá se realizar como democracia trabalhista, como um processo de organização e participação dos trabalhadores e de amplos setores populares, para que influam ativamente nas decisões políticas e se beneficiem dos frutos da produção.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Isto implica uma nova forma de atuação política, uma política que ultrapasse os marcos tradicionais, restritos às manifestações eleitorais e à representação parlamentar, para afirmar-se a partir do trabalho de base de modo a identificar e dinamizar os interesses verdadeiramente populares.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na verdade, o PDT ocupa um espaço político pr6prio, que nenhuma outra organização partidária pode preencher. Como partido de massas e de quadros, a sua inserção configura um amplo arco social que vai dos marginalizados do campo e da cidade aos operários da indústria, às camadas médias e aos pequenos proprietários. A sua organização vem sendo feita sobre uma linha inequívoca de atuação, voltada para a defesa dos interesses nacionais, para a luta contra o latifúndio,  ao lado dos movimentos emergentes nas áreas urbanas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O nosso Programa é, simultaneamente, uma negação e uma afirmação. Nega o capitalismo e suas deformações intrínsecas, mas não deixa de afirmar um modelo alternativo em plena consonância com os anseios das classes populares. Temos uma tarefa árdua e duplamente desafiadora: derrubar uma ordem económica e social limitada, dependente e subordinada ao imperialismo para, concomitantemente, construir democraticamente um Estado popular e socialista.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;O papel da Juventude Trabalhista fica, pois, essencialmente comprometido com a própria vocação histórica do trabalhismo, seja nas suas tarefas mais imediatas e formativas, seja no seu compromisso com a história.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A priori” o jovem não é rebelde, nem revolucionário e nem agente de transformação  nenhuma, como querem crer algumas correntes. Pelo contrário, está sujeito de forma bastante acentuada à ideologia gerada pelas classes dominantes. É preciso entender muito bem isso. o potencial do jovem, a sua virtualidade está no fato de que ele está muito exposto a toda sorte de contradições, tanto de classe social, como daqueles problemas de diferença de gerações. Há, também, uma sensibilizacão muito forte para questões de extrema atualidade, como: ecologia, democratização do ensino, emprego, costumes, aborto, drogas, comportamento, racismo, etc. Deveremos saber captar, canalizar e capitalizar todas essas questões produzidas pela vida social e que deixam um rastro de inquietação e polémica. Nenhum Estado capitalista, nenhuma sociedade fundada na desigualdade será capaz de equacionar esses problemas pelo simples fato de que é essa mesma sociedade a sua usina central de geração.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Em nenhum momento é proposto a transformação da organização juvenil do PDT em “um instrumento radicalizado de luta política, que precipitasse as lutas de classe na busca da transformação revolucionária”, ou algo parecido com isso, por mais que as “novas gerações” tenham “entendido” dessa forma. Também, como pode-se apreender dos textos acima, a JT/PDT, posteriormente JS/PDT, sempre defendeu o programa do PDT e não um hipotético programa marxista, que com certeza não foi aprovado em nenhum dos Congressos Nacionais que estivemos presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaríamos de lembrar para as “novas gerações” que mesmo se fosse essa a intenção das “velhas gerações”, nenhuma organização política tem o “dom” de precipitar as lutas de classe na busca de uma transformação revolucionária. São as classes dominantes, não podendo admitir que o povo se rebele contra as conseqüências antipopulares e antidemocráticas do regime explorador que defendem, que usam esse tipo de afirmação para justificar a utilização da violência dos órgãos de repressão política quando o povo resolve tomar com suas próprias mãos a construção do seu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nos recusamos a acreditar que as “novas gerações” da Juventude Socialista do PDT com suas “profundas transformações nos conceitos e práticas” estejam confundindo o maccartismo das cartilhas da Agencia Brasileira de Informações (ex SNI) ou do velho Comando de Caças aos Comunistas com uma “elaboração restrita(sic) aos preceitos do trabalhismo e do socialismo democrático”. Menos ainda, podemos acreditar que “novas gerações’ estejam retomando às criticas dos trabalhistas conservadores de Ivete Vargas ao projeto histórico que Brizola, ao perder a sigla, retomou no PDT há 21 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos que após um processo de reflexão essas “novas gerações” da Juventude Socialista do PDT façam justiça a história de uma organização juvenil que sempre se posicionou de forma coerente, sem sectarismo, dogmatismo ou fanatismo, frente aos desafios que a realidade impõe aos jovens trabalhadores, estudantes e excluídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4571871119489657593#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;*&lt;/a&gt; Foram militantes e dirigentes da Juventude Trabalhista e da Juventude Socialista do PDT, atuando em suas mais diversas instancias. Hoje pertencem aos diretórios estaduais do PDT no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-8951502133456919152?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/8951502133456919152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/resposta-as-novas-geracoes-da-jspdt.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/8951502133456919152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/8951502133456919152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/resposta-as-novas-geracoes-da-jspdt.html' title='Resposta as &quot;novas gerações&quot; da JS/PDT'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-7265869426869712452</id><published>2009-07-15T19:40:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T19:42:41.517-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2002'/><title type='text'>Manifesto doFórum de Militantes do PDT à Convenção nacional do PDT</title><content type='html'>10 de junho de 2002&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manifesto do Fórum de Militantes do PDT à Convenção Nacional do PDT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem poderia imaginar que o nosso Partido, o PDT, estivesse na iminência de sucumbir ante um oportunismo político ou a uma contabilidade eleitoral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliam-se a partidos de índoles diferentes, momentaneamente com objetivos comuns ou quando uma situação grave - de defesa da soberania ou de uma guerra - impõe uma conjugação de esforços para a proteção e defesa da Nação. Não é o caso da presente aliança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Trabalhismo de que falamos não merece ações oportunísticas, nem adjetivações “de resultados”. Nosso Trabalhismo é substantivo e desde a sua criação advoga respeito a força de trabalho dada a importância dos traba1hadores na transformação dos insumos em utilidades de toda espécie,  ao direito dos trabalhadores de participarem ativamente na defesa de seus interesses e, principalmente, o respeito ao trabalho que os dignifica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não aceitamos o argumento de que “entre eles” ( esses outros partidos ) há  pessoas tão bem intencionadas quanto nós, pois nós sabemos que, entre nós,  existem muitos mal intencionados - vide os  traidores de recentíssima memória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alianças são válidas, mas não podemos admiti-las desse jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tivéssemos candidato próprio - e é o que não nos falta - a militância estaria tranquila e em paz sabendo da importância das coligações e das alianças programáticas para o atingimento do poder político. Não dessa forma como nos esta sendo impingida, goela abaixo, sem discussão, sem democracia, sem respeito a todos nós,  aos nossos princípios e as nossas tradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estamos fazendo alianças, muito menos dos trabalhistas; estamos sendo incorporados, cooptados, por agremiações pelegas, casuísticas, colaboracionistas, elítizadas e elitizantes, em nome de um Trabalhismo que não tem o mesmo significado. E como se estivéssemos somando bananas com laranjas, só dará figos podres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atentem para o fato dc que a militância do PDT evoluiu e muito. Queremos discutir política, queremos ser ouvidos, queremos s defender nossos argumentos, queremos ajudar a pavimentar a estrada de um partido com P maiúsculo. Que tenha do que se orgulhar , que tenha futuro e não seja uma simples sigla de aluguel !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É falsa, alias sempre foi falsa, a alegação de que somos um Partido de campanhas, que se agiganta nas eleições. Poderia até ser, se ora tivéssemos candidato. Nunca foi assim e muito menos o é agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A militância venera o seu líder maior, Leonel de Moura Brizola, que se levantou contra o golpe das elites em 1961, na famosa campanha da legalidade, que garantiu o respeito à Constituição e a posse de Jango.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A militância cobra, entretanto. coerência, a mesma que sempre ditou as decisões do maior estadista vivo deste País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A militância sabe que o oportunismo político  é castigado com a indiferença, com o desprezo, com a repugnância, com ausência de votos, com o ostracismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A militância já não carrega qualquer andor, deseja saber qual santo vai em cima !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fórum de Militantes do PDT&lt;br /&gt;em defesa do Estatuto,&lt;br /&gt;das Cartas de Princípios&lt;br /&gt;e do Programa do&lt;br /&gt;Partido Democrático Trabalhista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-7265869426869712452?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/7265869426869712452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/manifesto-doforum-de-militantes-do-pdt.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/7265869426869712452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/7265869426869712452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/manifesto-doforum-de-militantes-do-pdt.html' title='Manifesto doFórum de Militantes do PDT à Convenção nacional do PDT'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-342794865013975285</id><published>2009-07-15T19:32:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T19:37:07.515-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2005'/><title type='text'>Uma proposta de linha política para a vitória nas eleições de 2006 e para a conquista de Diretórios, Nacional e Estaduais pela base</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Aprovar e construir uma linha política para o PDT&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo é ousado para quem nada se atreve."Fernando Pessoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linha política é o elemento fundamental para o desenvolvimento unitário de qualquer força política. Sua elaboração é produto de uma prática coletiva pela qual compartilhamos e definimos as prioridades, os conteúdos e a direção de nosso projeto político; que temos como propostas para a sociedade, o que é possível, e qual o melhor e mais curto caminho para atingirmos nossos objetivos.Muitas vezes existe confusão entre programa do partido e sua linha política. Entende-se que basta ter o programa e implementar sua organização através de seus estatutos para que o partido se desenvolva e cresça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta visão burocratiza a atuação do partido reduzindo a possibilidade de inserção nas mais variadas realidades e limitando a ampliação de nossa militância e, consequentemente o avanço de nosso projeto histórico.A linha política é, antes do programa, a essência da força política, pois ela nos diferencia de outras forças políticas, singulariza-nos, sendo através dela que os cidadãos nos identificam. É primordial que seja uma prática coletiva e parta sempre de uma análise especifica da realidade com a qual estamos lidando. A linha política é formada por três partes: as bandeiras políticas, as ações políticas e as ações organizativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessitamos definir uma linha política nacional sob pena de caminharmos a reboque dos acontecimentos políticos e das eleições e nos transformar, definitivamente, em mais uma legenda no mercado eleitoreiro, e, assim, nos transformando em uma legenda inorgânica, sem chances reais de ter um grande desempenho na luta institucional ou popular e dependente dos políticos profissionais.Essa linha política nacional deve ser reelaborada por todas as instâncias e setores do PDT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construiremos nossa linha política desenvolvendo-a em nossos diretórios estaduais e municipais, diretórios zonais, movimentos - sindical, comunitário, juvenil, negro, mulheres, etc - e núcleos de base.O grande desafio do PDT é formular uma linha política que contribua para iniciar a construção de um processo de ruptura com a realidade de crise dominante no campo da esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A. Bandeiras políticas nacionais do PDT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos documentos básicos - manifesto e programa do PDT - são documentos atuais e identificados com as transformações sociais identificadas com os marginalizados e oprimidos, além de apontar princípios que devem orientar e guiar as atividades de nossas instâncias partidárias.Propõem o desenvolvimento de uma democracia que mobilize os cidadãos na busca da invenção de novas formas de convivência, de novos modos de relação de produção e partilha em que a desigualdade, a hierarquia e o consenso passivo sejam substituídos pela ênfase na responsabilidade, na diferença, na solidariedade, na afirmação da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através deles entendemos o desenvolvimento atual do capitalismo em sua fase neoliberal e o surgimento da oligarquia financeira - nosso inimigo principal -, que aliada organicamente às multinacionais e as classes dominantes brasileiras, converte-se no obstáculo principal para um desenvolvimento voltado para a maioria da sociedade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O manifesto e programa do PDT nos fornecem os parâmetros para trabalhar na definição de bandeiras de luta que permitam ao nosso partido influir nos acontecimentos políticos de nosso país.Necessitamos de bandeiras políticas nacionais do PDT que não se resumam a propostas eleitorais de políticas públicas de governo. Bandeiras políticas que definam nossos objetivos estratégicos, orientem as nossas ações políticas no âmbito nacional contra nosso inimigo principal, defina nossos aliados e as ações políticas para a implementação de nossa linha política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proposta de pontos para a discussão de bandeiras políticas nacionais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Recuperação da história e raízes políticas do povo trabalhador brasileiro, inserindo-as em um projeto nacional comprometido com nossas raízes brasileiras e com a integração latino-americana;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Defesa da soberania popular e nacional, onde a nação seja reconstruída de baixo para cima contra o neoliberalismo e a concentração de riqueza;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Construção de novas relações democráticas através de propostas que apontem para o estabelecimento de órgãos de poder político popular que rompam com o domínio do executivo, legislativo e do judiciário por grandes grupos econômicos hegemônicos que impõem seus interesses à sociedade brasileira;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Independência dos poderes legislativo, executivo e judiciário e combate à corrupção e à impunidade nos executivo, legislativos e judiciários em todas as esferas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Revisão dos processos de privatização, não pagamento da dívida externa e controle do capital financeiro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Pelas Reformas Agrária e Urbana e pela defesa do direito ao trabalho, ao teto, à terra, à alimentação, à saúde, à educação, à cultura, à segurança, ao transporte;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Defesa da saúde e da educação pública, gratuita e de qualidade, e existência de programas econômicos e sociais voltados para os setores excluídos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Defesa dos direitos humanos e pela libertação dos presos políticos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Melhoria dos salários e da aposentadoria dos trabalhadores;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Democratização dos meios de comunicação; defesa da liberdade de expressão e manifestação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Defesa do meio-ambiente, da saúde e da educação pública, gratuita e de qualidade, e por programas econômicos e sociais voltados para os setores excluídos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Fortalecimento e potencialização dos movimentos sociais construindo uma nova forma de atuar politicamente nestes movimentos tendo como princípios: a não partidarização, o dialogo, a tolerância e a inclusão;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B. Ações políticas&lt;br /&gt;As ações políticas são o elemento condutor da luta. Sem as definições de ações políticas somos levados à paralisia política e à dispersão e erros políticos que podem conduzir a crises políticas e a refluxos organizativos.É a implementação decidida das ações políticas que vão clarificando o processo político; quais são e como estão as forças do inimigo principal em cada momento; quais são as forças que podemos contar para implementação de nosso programa, quais aliados principais e secundários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para cada etapa de implementação das ações políticas devemos ter como referencial as bandeiras políticas e nosso programa evitando possíveis desvios que podem ser causados pelo voluntarismo ou pragmatismo.Para isolar o inimigo principal e, ao mesmo tempo, somar aliados, temos de saber em que momento estamos e os passos que daremos. Logo, não necessitamos apenas saber o "que fazer", mas acima de tudo "como e com quem fazer".Hoje, em nosso país, começam a surgir condições de a partir da articulação da luta política com a luta de massas, construir a unidade na diversidade das forças nacionalistas, populares e classistas e incorporarmos novas formas de luta e organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política neoliberal tem golpeado a setores tão diversos que está abrindo a possibilidade de criar um amplo leque de forças nacionalistas, populares e classistas em um grande movimento de libertação nacional e social do povo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este talvez não seja o caminho mais fácil, porém pactuar com as classes dominantes a profundidade e o ritmo das transformações ou ficar esperando que estas ocorram por milagres é apostar na derrota das forças populares e no aumento da miséria e da falta de esperança de nosso povo.Devemos desenvolver forças políticas próprias e avançar pelo caminho da luta democrática mais ampla, articulando a luta política com a luta de massas na construção de movimentos sociais e órgãos de poder político popular autônomos e plurais em todos os terrenos da vida cotidiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proposta de pontos para a discussão de ações políticas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Transformação do PDT em uma força política de novo tipo que implemente um refundação dos valores, da prática e do pensamento da esquerda através da organização crescente dos nossos dirigentes, militantes e simpatizantes, o estímulo às lutas populares, e a contínua formulação teórica, associada ao trabalho de capacitação política de nossos militantes e a implementação decidida de nosso projeto histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Formulação de linhas políticas específicas e preparação militantes para aprofundar nossa organização na luta dos oprimidos e excluídos - comunidades faveladas, bairros populares, desempregados, sem teto e trabalhadores informais e movimento sindical;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Buscar a unidade na luta com as demais forças sociais e políticas nacionalistas, populares e classistas de nosso país, da América Latina e do mundo em torno a luta pela democracia, pela justiça, pela soberania nacional, contra o modelo neoliberal e por uma sociedade socialista;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Preparação junto a estas forças jornadas massiva de lutas pelas bandeiras políticas consensuais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Articulação nos movimentos sociais comunidades favelizadas, bairros populares e movimentos dos trabalhadores sem teto para fortalecer a luta por uma Reforma Urbana que contribua para resolver os problemas de: trabalho, moradia, educação e produção de alimentos para todo o povo brasileiro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Articulação nos movimentos de luta pela Reforma Agrária e por uma política agrícola voltada para os pequenos produtores, notadamente o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra e o Movimento dos Pequenos Agricultores, para fortalecer a luta por uma reforma agrária que contribua para resolver os problemas de: trabalho, moradia, educação e produção de alimentos para todo o povo brasileiro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Participação ativa e desenvolvimento de ações contra o imperialismo denunciando e combatendo as políticas lesiva dos organismos internacionais no mundo, na América Latina, em nosso país, estados e municípios;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Estimulo a criação de órgãos de poder político popular em setores estratégicos dos governos federal, estaduais e municipais: orçamento, educação, saúde, transportes, habitação e saneamento etc.;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Resgate da importância do debate sobre questões importantes como: privatizações, divida externa, ALCA, meio-ambiente, biodiversidade, água doce, defesa da Amazônia e outros, contribuindo para elevar o nível de consciência política dos trabalhadores brasileiros; Execução de ações de solidariedade à sociedade brasileira e internacional desenvolvendo novos valores e elevando a consciência política do nossos dirigentes e militantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C. Ações Organizativas&lt;br /&gt;As ações organizativas são acima de tudo políticas. Não se resumem a decisões burocráticas e tem que ser definidas dentro dos princípios de organização esboçados em nosso estatuto.Nossas instâncias - diretório nacional, estaduais, municipais, diretórios zonais, movimentos e núcleos de base - devem ter claro a real necessidade de sua existência em relação as bandeiras de luta e as ações políticas, ter seus objetivos bem planejados, conhecer as condições políticas, econômicas, e sociais onde atuam e as limitações desta atuação, assim como o perfil dos militantes que necessitam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma instância crescerá e se desenvolverá na medida que sua estrutura seja a adequada, seus fins políticos sejam os corretos e que seja capaz de basear sua atuação em esquemas horizontais de coordenação, de dialogo, de comunicação e decisões coletivas que a vinculem estreitamente com suas bases e assegurem a direção única, a disciplina consciente e a unidade na ação necessárias a construção de nosso partido enquanto uma organização política popular e de massas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proposta de pontos para a discussão de ações organizativas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Organizar no primeiro semestre de 2005 um Congresso Nacional do PDT para discutirmos os rumos de nosso partido, aprovarmos uma linha política nacional e avaliar nossas metodologias de trabalho popular;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Realizar no primeiro semestre de 2005 encontros estaduais para discutirmos os encaminhamentos para as deliberações tomadas no Congresso Nacional do PDT;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Realizar no segundo semestre de 2005 encontros municipais, priorizando as 200 maiores cidades, para discutirmos os encaminhamentos para as deliberações tomadas no Congresso Nacional do PDT;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Criar coordenações regionais para coordenar os diretórios estaduais em sua região. Estas coordenações seriam as responsáveis por implementar um processo de definição de linhas políticas estaduais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Desenvolver um trabalho de base junto aos setores excluídos (a juventude, as mulheres, os negros, os desempregados) e junto aos setores incluídos (estudantes, sindicalistas, ONG's) fortalecendo o PDT e seus vínculos com a população através da nucleação de seus filiados e simpatizantes por local de moradia, trabalho, estudo ou área de interesse - negros, mulheres, jovens, meio-ambiente, categoria profissional, direitos humanos, etc.;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Implementar a organização dos movimentos do PDT em núcleos de base, através de estatutos e definição de linhas políticas que privilegiem a militância ativa e permanente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Elaborar diagnósticos, linha política e planejamento em todas as instâncias - diretório nacional, estaduais, municipais, coordenações regionais, diretórios zonais, movimentos, núcleos de base e correntes nos movimentos sociais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Consolidar e ampliar as atividades de capacitação política da FAP com ênfase na história e no projeto histórico do trabalhismo como caminho brasileiro para o socialismo para ampliar cada vez mais a consciência política da militância;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Implementar a propaganda do PDT, de forma periódica através de campanhas em forma de jornal, folhetos, internet, barracas volantes com material do partido e outros meios;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Realizar avaliações e balanços organizativos periódicos nas instâncias. Assim saberemos o grau de desenvolvimento alcançado, os passos significativos que demos, o nível de nossa presença política, se utilizamos métodos incorretos ou espontâneos, se aprofundamos nossas relações com o povo trabalhador. A partir destes dados podemos consolidar e ampliar nossas áreas de trabalho, iniciar e ampliar trabalhos com outros setores e dar respostas às necessidades conjunturais do partido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-342794865013975285?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/342794865013975285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/uma-proposta-de-linha-politica-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/342794865013975285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/342794865013975285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/uma-proposta-de-linha-politica-para.html' title='Uma proposta de linha política para a vitória nas eleições de 2006 e para a conquista de Diretórios, Nacional e Estaduais pela base'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-5021124714309620414</id><published>2009-07-15T19:14:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T19:29:40.866-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2002'/><title type='text'>Convenção Nacional de 2002 quando me posicionei contrariamente a candidatura Ciro Gomes</title><content type='html'>09 de junho de 2002&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carta aberta aos militantes e dirigentes do PDT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Lamentável ...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A rosa que trago no peito&lt;br /&gt;Você me mandou tatuar&lt;br /&gt;Teu nome gravado de um jeito&lt;br /&gt;Que faz eu pra sempre ficar&lt;br /&gt;Ivan Lins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor não é amor de mercadoEsse amor tão sagrado não tem para lucrarMeu amor é tudo quanto tenho E se eu vendo ou empenho, para que respirar&lt;br /&gt;Silvio Rodriguez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laconicamente, esta palavra consegue resumir o sentimento de grande parte dos dirigentes e militantes com a atual situação do PDT. Desde nossa ultima convenção nacional várias declarações de dirigentes e militantes de todo o país apontavam para a necessidade de uma profunda e democrática discussão política onde nossos diretórios municipais e estaduais pudessem votar democraticamente seus posicionamentos em relação a linha política do PDT para as eleições presidenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, apostando única e exclusivamente em uma política de sobrevivência formal e eleitoreira da sigla partidária nossa executiva nacional tomou decisões no melhor estilo autoritário de alguns dos "comitês centrais" dos velhos partidos comunistas do século passado. Através da política do "quem tem 'juízo', tem medo" - definição das candidaturas estaduais após a convenção nacional que "define" a posição do PDT nas eleições presidenciais de 2002 e a manutenção de uma maioria de direções estaduais provisórias - a executiva nacional construiu uma cadeia de fatos consumados visando apoiar um candidato "dissidente" da oligarquia e uma aliança com partidos que defendem a política do FMI para o Brasil, são contra a CLT, defendem os latifúndios, entendem que a ALCA é interessante para o Brasil, entregam nossos meios de comunicação ao capital internacional ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para garantir tudo isso, fazemos hoje e amanhã uma convenção nacional que tem o papel simbólico de referendar uma decisão já encaminhada na prática pela executiva nacional desde 2001. Da mesma forma que não decidimos nada nos diretórios municipais e estaduais, provavelmente, não teremos nem inscrições para discussão dos pontos de pauta, apenas discursos de "parlamentares" ou dirigentes escolhidos a dedo e muito menos votação, apenas aclamações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a necessidade destes "expedientes" demonstram a fragilidade da política implementada pela executiva nacional e sua pouca representatividade política real no seio do partido. Não tenhamos dúvida que a realidade pós eleitoral apresentará a fatura desses posicionamentos partidários. Exatamente por tudo isso que a executiva nacional propõe o fim do PDT e o surgimento de outro partido - a legalização daquela que sempre existiu, sem nunca ter existido: a frente trabalhista - onde, somando os martinez, jeffersons, fleuris e outros políticos profissionais da direita, garantam que a atual linha política eleitoreira e liberal continue hegemônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto a militância do partido ? Esta hegemonizada pelos discursos conservadores e antidemocráticos, disseminados principalmente por indivíduos vinculados politicamente a executiva nacional, de que "o PDT sempre foi assim, e não vai mudar..." e que "questionar as decisões da executiva nacional significa estar contra o partido". Consequentemente, o que se vê nas bases reais do partido e, também em muitos dirigentes e parlamentares é a postura equivocada e em muitos oportunista de não defender publicamente suas propostas e a necessidade de democracia interna no partido ... para durante as eleições definir votos... e após caminhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restam as perguntas: nesta contabilidade eleitoreira quantos militantes pedetistas e brizolistas valem um jefferson ? um fleuri ? um martinez ? Existirá essa preocupação por parte da executiva nacional ?&lt;br /&gt;Aurelio Fernandes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40 anos, milita ininterruptamente no PDT desde 1982 é historiador com especialização em História do Brasil e sindicalista. Membro do Diretório Estadual do Rio de Janeiro e suplente do Diretório Nacional e ex-diretor da Fundação Alberto Pasqualini.&lt;br /&gt;Foi dirigente nacional da Juventude Socialista do PDT por quatro mandatos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-5021124714309620414?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/5021124714309620414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/convencao-nacional-de-2002-quando-me.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/5021124714309620414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/5021124714309620414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/convencao-nacional-de-2002-quando-me.html' title='Convenção Nacional de 2002 quando me posicionei contrariamente a candidatura Ciro Gomes'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-832894798012022400</id><published>2009-07-15T19:09:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T19:10:37.789-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2004'/><title type='text'>Uma nova linha política para um novo momento</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Construir coletivamente os rumos de um PDT brizolista&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Proposta do Núcleo Ruy Mauro Marini do PDT*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“De pouco adiantará que nós, trabalhistas, amanhã, concorramos a eleições, elejamos companheiros prefeitos, governadores, presidente da republica. Isto nada significará, pelo contrário, será até um retrocesso se essas responsabilidades na condução do País forem conquistadas sem que tudo isso seja respaldado por um grande partido, por quadros preparados e por soluções alternativas antecipadamente estudadas. Porque isto seria a condução de um companheiro para um cargo com uma multidão desorganizada atrás. O próprio presidente Vargas teve que dar um tiro no coração porque, para respaldá-lo, não havia o povo organizado. Essa é a nossa grande tarefa. E se nós necessitarmos permanecer anos e anos na oposição organizando o nosso partido, não tem importância. O essencial é que o partido se organize e adquira as dimensões que o nosso povo necessita para que então esse partido seja o seu instrumento.”  Leonel Brizola em Lisboa - 1979&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A particularidade e potencialidade do PDT reside no fato de que ainda existe em nosso partido uma contradição histórica entre a hegemonia do brizolismo na linha política do PDT e a hegemonia do eleitoralismo e do liberalismo em nossas concepções de organização e ação partidárias que no nosso entender devem ser superadas.&lt;br /&gt;Os diretórios privilegiam a discussão do exercício e/ou conquista de cargos públicos à definição de linhas políticas para as instâncias do PDT e para nossa atuação nos movimentos urbanos e do campo. Questões primárias relativas à organização como: planejamento, reuniões permanentes, capacitação política, imprensa partidária periódica e permanente e uma política de finanças que seja menos dependente dos militantes com cargos de confiança seja nos parlamentos seja nos governos e do fundo partidário, são relegadas a um segundo plano.&lt;br /&gt;Tudo isso afeta profundamente a democracia interna e nos afasta das lutas sociais concretas dos excluídos, tornando inorgânica e inócua a atuação de nossos militantes nas lutas de massas, subordinando toda a ação política do partido à participação exclusivamente parlamentar e eleitoral cujos resultados tem sido lastimáveis.&lt;br /&gt;Para voltarmos a crescer eleitoral e partidariamente teremos que implementar uma profunda transformação em nossa prática partidária, deslocando os esforços do partido, centrados unicamente no jogo democrático formal das eleições, para priorizar o da realidade da luta de massas de nosso povo.&lt;br /&gt;Hoje existem vários posicionamentos no seio do PDT sobre as alternativas do partido após as eleições de 2004 que vão, dentre outras, desde a manutenção da atual linha política do PDT - mantendo a contradição histórica entre a hegemonia do brizolismo na linha política e a hegemonia do eleitoralismo e do liberalismo em nossas concepções de organização e ação partidárias -, passando pela reconstrução do PDT reafirmando nosso programa e manifesto que colocam o trabalhismo como caminho brasileiro para o socialismo, indo até a fusão com o PPS em um novo partido.&lt;br /&gt;Entendemos que quando algum posicionamento não é compartilhado por todo o partido deve-se aprofundar a discussão política e que só devem ser implementadas decisões que tenham logrado transformarem-se em um sentimento generalizado nas bases do partido, pois isso evita as nefastas divisões internas que são históricas nos movimentos e partidos de esquerda e evita que se cometam grandes erros.&lt;br /&gt;Nesse sentido os militantes brizolistas do Núcleo Ruy Mauro Marini do PDT entendem ser fundamental a realização de um Congresso Nacional do PDT, que não é realizado desde 1993, para a elaboração coletiva de uma linha política para o PDT que aborde todas essas questões. Essa linha política nacional deve ser posteriormente reelaborada por todas as instâncias e setores do PDT.&lt;br /&gt;O grande desafio do PDT é formular uma linha política que contribua para iniciar a construção de um processo de ruptura com a realidade de crise dominante no campo da esquerda, o capacite a ocupar o espaço de esquerda popular no espectro político que a corrente que hoje hegemoniza o PT deixou vazio e que absorva a liderança de Brizola sobrevivendo à sua existência política como continuação de seus ideais e carisma.&lt;br /&gt;Para isso propomos:&lt;br /&gt;1.sejam realizados Encontros dos diretórios estaduais, entre a segunda quinzena de fevereiro e a primeira quinzena de março de 2005, ampliadas com a presença das executivas municipais, zonais e de movimentos, para a discussão sobre os Rumos do PDT - as perspectivas do PDT, a linha política, a atuação do partido nos movimentos sociais e no processo eleitoral de 2006.&lt;br /&gt;2. a executiva nacional divulgue em abril de 2005 os vários posicionamentos oriundos dessas reuniões através de uma publicação (jornal ou revista) e pela Internet que seria enviada a todos os membros dos diretórios nacional e estaduais para enriquecer a discussão.&lt;br /&gt;3. seja realizada uma reunião do diretório nacional em maio de 2005 com duração de um fim de semana onde seja aprovado um documento base para o Congresso Nacional, confeccionado pela executiva nacional a partir das contribuições trazidas pelos diretórios estaduais.&lt;br /&gt;4. seja realizado um Congresso Nacional do PDT em junho de 2005 para discutir os Rumos do PDT - as perspectivas do PDT, a linha política, a atuação do partido nos movimentos sociais e no processo eleitoral de 2006.&lt;br /&gt;5. sejam realizados Congressos Estaduais do PDT em agosto de 2005 que discutirão as linhas políticas estaduais a partir da nacional e as perspectivas e atuação do PDT nos estados.&lt;br /&gt;6. sejam realizados Congressos Municipais do PDT em setembro de 2005 que discutirão as linhas políticas municipais a partir da estadual e as perspectivas e atuação do PDT nos municípios.&lt;br /&gt;7. que a executiva nacional realize um Seminário Nacional de Planejamento Estratégico da Fundação Alberto Pasqualini na segunda quinzena de janeiro de 2005. Um seminário que vise à estruturação da FAP enquanto um centro de apoio a organização partidária do PDT onde o principal desafio em 2005 será contribuir para o processo de construção coletiva de uma linha política do PDT em todas as nossas instâncias e capacitar nossa militância sem perder de vista a manutenção de nossas características de partido popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*defendida por Aurelio Fernandes na reunião do Diretório Nacional do dia 03 de dezembro de 2004&lt;br /&gt;43 anos, milita ininterruptamente no PDT desde 1982 é historiador com especialização em História do Brasil e sindicalista. Membro do Diretório Estadual do Rio de Janeiro e suplente do Diretório Nacional e ex-diretor da Fundação Alberto Pasqualini. Quando jovem foi diretor da UEE-RJ e dirigente nacional da Juventude Socialista do PDT, contato: aurefern@aol.com ou 021 9143 1830&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-832894798012022400?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/832894798012022400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/uma-nova-linha-politica-para-um-novo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/832894798012022400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/832894798012022400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/uma-nova-linha-politica-para-um-novo.html' title='Uma nova linha política para um novo momento'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-2011838516475113269</id><published>2009-07-15T19:01:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T19:03:57.029-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2003'/><title type='text'>Uma contribuição a discussão sobre a crise do PT e os rumos do campo antimperialista e popular</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A vingança do “populismo” e do velho caudilho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O PT das heranças e dos demônios do velho trabalhismo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os povos que esquecem a sua história estão condenados a repeti-la.&lt;br /&gt;           Santayana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT surge no final da década de 70 criado por lideranças sindicais, setores progressistas da Igreja e por setores de esquerda, principalmente oriundos do movimento estudantil. Assim como o velho PTB, em 45, nasce de um classismo espontâneo sem ter um projeto histórico claro.&lt;br /&gt;Suas formulações programáticas eram abstratas e imprecisas, ora apontavam na direção da social democracia, ora para o socialismo e em outros para um simples aprofundamento ou radicalização da democracia burguesa. Propunha-se a ser um partido que deveria ser de “todos os trabalhadores da cidade e do campo” e sem “patrões”. A despeito do PT apontar que seu compromisso era com a construção de um novo poder que avançasse no sentido de uma futura “sociedade sem explorados nem exploradores”, não definiu de maneira precisa esse poder e nem as tarefas históricas que teria de realizar.&lt;br /&gt;Na prática, seu programa político se resumiu em assumir, nas esferas política e partidária a agregação dos interesses econômicos dos trabalhadores e a defesa das bandeiras políticas que surgiam das lutas de massa dos setores organizados da sociedade.  Seu  projeto histórico tornou-se, fundamentalmente, a defesa de uma “verdadeira democracia” que nunca teria existido no Brasil e seria construída em um processo de enfrentamento e radicalização em defesa dos interesses dos trabalhadores e dos setores organizados da sociedade.&lt;br /&gt;Em seu conjunto o PT negava radicalmente o passado trabalhista (ou, como afirmava, “populista”) das tradições dos velhos PTB, PCB e PSB. Para os dirigentes e militantes do PT, na “democracia populista” pré-64 só havia corrupção e demagogia. Os trabalhadores eram manipulados e instrumentalizados por políticos aventureiros e demagogos que desviavam a classe operária de seus “verdadeiros” e “reais” interesses. Acreditavam que a verdadeira luta de massas do povo trabalhador no Brasil começou nas greves do ABC no final da década de 70 e com o surgimento do PT.&lt;br /&gt;Foi fundamentalmente esse repúdio sectário ao resgate da história de lutas do trabalhismo que levou a impossibilidade de se refundar um partido de massas que aglutinasse nacionalmente as forças políticas populares que deram origem ao PT e ao PDT. Enquanto o PT afirmava ser uma ruptura radical com essa continuidade histórica, os brizolistas, ao perder a sigla PTB para os trabalhistas conservadores, aglutinaram-se no PDT, defendendo um novo trabalhismo, produto de toda uma reflexão crítica do passado, e propondo a retomada do fio da historia como caminho brasileiro para o socialismo.&lt;br /&gt;Sectariamente, dirigentes e militantes do PT acusavam o PDT de ser herdeiro do "populismo". O PT seria o único, verdadeiro e autêntico instrumento de defesa dos interesses políticos do povo trabalhador. As declarações de princípio e as afirmações genéricas que ocupavam o espaço da formulação programática resultaram em uma postura sectária: o PT era o dono da verdade e da virtude operária e popular.&lt;br /&gt;Para a classe dominante, as divergências entre PDT e PT foram de grande utilidade. Brizola havia despontado, após sua espetacular eleição ao governo do Rio, como virtual Presidente da República eleito na futura eleição direta. A burguesia através de sua imprensa capitaneada pela Rede Globo, preocupada com o radical posicionamento de Brizola em defesa da democratização dos meios de comunicação, aposta no isolamento e esvaziamento do PDT. Mesmo com a espetacular mobilização popular pelas Diretas Já em 84, as elites políticas impedem a realização de eleições diretas em 85. Alguns anos depois os jornais publicam um depoimento de Tancredo afirmando que a emenda das diretas não foi aprovada por que as chances de Brizola ganhar as eleições eram muito grandes.&lt;br /&gt;Os meios de comunicação apresentam o PT como um partido que, apesar de defender a radicalização e, portanto, “querer botar fogo no país” (o que o deslegitimaria diante da classe dominante), era, por isso mesmo, o mais honestamente de esquerda e moderno, ao contrário do PDT que, além de "brizolista", era herdeiro do "populismo".&lt;br /&gt;Todo esse processo político de isolamento e esvaziamento do PDT, somado aos seus equívocos e a sua inorganicidade abordadas anteriormente, reforçava o discurso sectário do PT e a campanha mistificadora da imprensa.&lt;br /&gt;Esses fatores, somados a aposta dos vários setores do PT em se enraizar nos movimentos sociais e às imprecisões programáticas do PT, que facilitaram a unificação de forças políticas e sociais até então dispersas, levaram à aglutinação paulatina da militância de milhares de lutadores e lutadoras sociais de todo o país e à crescente hegemonia petista na esmagadora maioria dos movimentos sociais e suas entidades no decorrer da década de 80.&lt;br /&gt;Assim, nas eleições de 89, por uma pequena diferença de, aproximadamente, 300 mil votos, Lula derrota o favoritismo de Brizola e disputa o segundo turno com Collor. Mesmo apoiado por Brizola, que transfere a totalidade de seus votos para Lula, o PT é derrotado. Nas eleições de 94, Lula é derrotado por FHC, mas o PT continua o seu processo de crescimento político e eleitoral ultrapassando eleitoralmente o PDT, que sofre uma grande derrota. Em 98, com a candidatura Lula/Brizola, Lula consegue a maior votação de sua história política.&lt;br /&gt;Após as eleições de 1998 e as eleições municipais de 2000, o PT se consolida como o maior partido de massas de esquerda. Esse longo processo político e social leva o PT a representar politicamente os mesmos setores sociais que foram representados pelo trabalhismo pré 64 e, ao mesmo tempo, faz com que ele tenha de superar suas imprecisões programáticas. Conseqüentemente, para manter sua representação, e não por uma ironia da história, a partir de 1998 tornam-se visíveis, no processo de definição programática do PT, as heranças do programa nacional-estatista do velho trabalhismo: defesa de um nacionalismo democrático e de bandeiras de afirmação nacional - protecionismo à indústria, intervenção estatal, reforma agrária, formação do mercado interno, democracia política e social.&lt;br /&gt;Porém, nesse processo, o PT também retoma e aprofunda os demônios do velho trabalhismo que impediram a implementação desse programa no inicio da década de 60: a ilusão da possibilidade de um desenvolvimento nacional voltado para as maiorias dentro do capitalismo e em aliança com um “setor nacional” da burguesia e a aposta exclusiva no processo eleitoral e na lógica das instituições da sociedade do capital.&lt;br /&gt;Nas eleições de 2002, o PT optou por construir uma candidatura palatável ao sistema tendo como mote à defesa de um pacto social entre capital e trabalho para retomar o desenvolvimento do país e garantir uma "transição gradual" para um "novo modelo econômico" e a manutenção do pagamento da divida externa e dos acordos com o FMI.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, os exemplos das crises argentina e venezuelana fizeram da candidatura de Lula uma opção, também, para setores da burguesia e das oligarquias regionais que entendem que somente um governo presidido por Lula e pelo PT teria representatividade para controlar o descontentamento da maioria da população com a divida social acumulada, não apenas nos dois governos de FHC, mas, nos quinhentos anos de existência do Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-2011838516475113269?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/2011838516475113269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/uma-contribuicao-discussao-sobre-crise.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/2011838516475113269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/2011838516475113269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/uma-contribuicao-discussao-sobre-crise.html' title='Uma contribuição a discussão sobre a crise do PT e os rumos do campo antimperialista e popular'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-6247288000949853125</id><published>2009-07-15T19:00:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T19:01:12.997-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2006'/><title type='text'>Eleições 2006</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;APOSTAR NA FORÇA DO POVO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O PDT e as eleições de 2006 no Rio de Janeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhar mais um sonho impossível.&lt;br /&gt;Lutar quando é fácil ceder.&lt;br /&gt;Vencer o inimigo invencível.&lt;br /&gt;Negar quando a regra é vender.&lt;br /&gt;Miguel de Cervantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As eleições de 2006 no estado do Rio de Janeiro serão muito importantes e ao mesmo tempo cruciais para a consolidação de um PDT identificado organicamente com o nosso projeto histórico.&lt;br /&gt;Não é de hoje que o PDT carioca e fluminense vem perdendo espaços na frente de luta eleitoral. Muitos acreditam que isso se deve fundamentalmente ao trauma causado pelo rompimento da “famiglia” garotinho. Porém, se nos debruçarmos detidamente sobre a história de nosso partido no Rio de Janeiro perceberemos que essa ruptura anunciada foi muito mais um sintoma do que a causa de nosso enfraquecimento partidário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PDT no Rio de Janeiro foi a seção que mais sofreu com a contradição entre a hegemonia do brizolismo na definição de nossas bandeiras políticas e a hegemonia do eleitoralismo e do liberalismo na definição de nossas ações políticas e organizativas. Essa contradição nos afastou da frente de luta de massas, desnorteando nossos militantes nos movimentos sociais, afastando-os do partido e abrindo espaço para a burocracia e a “militância profissional” que muito contribuiu para aprofundar nossas crises políticas sucessivas a partir de 89.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa contradição contribuiu sobremaneira para transformar o PDT carioca e fluminense - independente das boas intenções de suas lideranças - em celeiro de quadros para o conservadorismo e o oportunismo eleitoreiro. Basta observar o quadro político em nosso estado onde as maiorias das “lideranças” políticas desses setores são oriundas do PDT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brizola serviu de esteio à manutenção de nossa coerência ao não deixar o partido enveredar no caminho do oportunismo demagógico e eleitoreiro e nem se curvar ante o conservadorismo. Com a sua morte aumenta a responsabilidade dos lutadores e lutadoras brizolistas que sobreviveram a todo esse processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação à disputa pelo governo estadual, a discussão em nosso partido, refletindo a continuidade de nossa contradição, continua sendo em torno de nomes e não de projetos ou programas. São apresentados os nomes de Jorge Roberto, de Arnaldo Viana passando pelo “falecido” Zito, cogitando-se até mesmo a possibilidade de apoio à conservadora e anti-brizolista Denise Frossard do PPS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem aprofundar seriamente essa discussão no diretório regional e apostando em um processo onde participam apenas a executiva estadual e algumas poucas lideranças regionais, caminhamos para repetir a candidatura do companheiro Jorge Roberto. Isso tem causado certo desconforto na militância, pois nas últimas eleições estaduais ficou comprovada a dificuldade de se realizar uma campanha com a cara do PDT devido às dificuldades do candidato em cumprir a agenda de atividades eleitorais. Por outro lado, no quesito ideológico foi uma campanha “morna” e “fria”, com o agravante de o candidato defender idéias que, no mínimo, não se coadunavam com o ideário partidário. Isso ocorreu na defesa da privatização da CEDAE e de uma visão sobre segurança pública profundamente conservadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para complicar ainda mais a situação, as notícias que aparecem na imprensa e os boatos que correm entre os militantes são preocupantes. Muitos afirmam que para viabilizar eleitoreiramente sua candidatura o companheiro Jorge, ao invés de comparecer as reuniões do diretório regional, tem procurado costurar alianças - no mínimo esquizofrênicas - com o PP de Dorneles e o PFL de César Maia e ACM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confirmando-se esses boatos de articulações com partidos neoliberais, a candidatura de Jorge Roberto se deslegitima como uma candidatura comprometida com o ideário e o projeto histórico do partido. Mais do que isso: uma candidatura desnaturada de brizolismo como essa, não irá contribuir com o processo de reafirmação eleitoral do trabalhismo carioca e fluminense e apontará para a mesmice eleitoreira que levou o Brasil à falsa polarização neoliberal petucana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PDT carioca e fluminense tem que fazer a diferença com uma candidatura brizolista ao governo do Estado que se afirme programaticamente como uma alternativa à polarização do oportunismo eleitoreiro da “famiglia” garotinho e ao conservadorismo neoliberal, tecnocrático e personalista de César Maia do PFL e que utilize a campanha para denunciar a traição de Lula/PT e seus aliados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os "realistas", dentre os quais muitos que - em nome de uma "vitória" eleitoral para o governo, futuros cargos, secretarias, bancadas "significativas" na assembléia que logo se vão - defenderão essa aliança com o PFL, o PP e até mesmo o PSDB e outros partidos de sustentação do atual modelo econômico. Afirmarão que diante da situação política atual, uma candidatura e um programa com as características que apontamos têm poucas chances de vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, a verdade pode ser uma péssima estratégia em uma perspectiva eleitoreira, mas é obrigação de um partido político sério dizer a verdade ao povo e o PDT nunca se furtou dessa obrigação. Além do mais, se a verdade só puder ser dita quando o povo estiver preparado, o povo nunca estará preparado, exatamente porque ninguém lhe diz a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em nosso estado existe uma profunda desesperança no seio do povo e esse vazio abre o espaço para o inesperado. Ocupemos esse vazio com uma nova esperança: uma candidatura brizolista que contribua efetivamente para a retomada do crescimento do PDT no estado do Rio de Janeiro e para um governo realmente compromissado em dar poder para o povo pobre de nosso estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos lideranças identificadas com essa perspectiva e com viabilidade eleitoral e não apenas eleitoreira. Companheiros como Paulo Ramos ou Carlos Lupi podem - e devem - encarar esse desafio garantindo que o PDT se destaque na frente eleitoral acumulando para a organização partidária e para o nosso projeto histórico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez esse não seja o caminho mais fácil, porém compactuar com as atuais oligarquias de nosso estado será apostar em nossa desmoralização política. Estaremos jogando na lata de lixo toda a credibilidade que o PDT vem construindo junto ao povo trabalhador de nosso estado e do Brasil como oposição pela esquerda ao governo neoliberal de Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compatriotas, em um país e em um mundo em que reinam a corrupção e o engodo existe um crescente descrédito dos partidos políticos e da política em geral. É fundamental que nosso partido se apresente com um perfil ético claramente diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que encarnar nas ações cotidianas do partido os valores que dizemos defender. Nossa prática deve ser coerente com nosso discurso político. Esse será o atrativo para a juventude; para as mulheres; para os negros, os trabalhadores e os excluídos da cidade e do campo; para os pequenos e médios empresários e proprietários rurais; enfim, todos os que estão fartos de discursos que não correspondem aos fatos ou às ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revolucionariamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aurelio Fernandes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-6247288000949853125?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/6247288000949853125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/eleicoes-2006.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/6247288000949853125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/6247288000949853125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/eleicoes-2006.html' title='Eleições 2006'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-727708380156920254</id><published>2009-07-15T18:52:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T18:53:49.130-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2004'/><title type='text'>Questionando a filiação do Prefeito Zito.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Mais uma vez a política do fato consumado...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A filiação do Prefeito Zito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma vez constata-se a contradição entre a hegemonia do brizolismo na definição de nossas bandeiras políticas e a hegemonia do eleitoralismo e do liberalismo na definição das ações políticas e organizativas. Mais uma vez nossas executivas apostam na mera filiação de políticos profissionais em detrimento do fortalecimento partidário, esquecendo que, na maioria das vezes o caminho que parece mais fácil não é o que nos leva ao lugar esperado.&lt;br /&gt;É interessante como é utilizada a exceção para nos convencer de que a regra não existe. Usam o companheiro Miro Teixeira como exemplo de um político que filiado ao PDT, assumiu o seu projeto histórico e hoje se transformou em uma liderança partidária. Como ficam então os lerners, os adhemares, os rossis, os alcantaras, os dantes os garotinhos e tantos outros que ao contrário de Miro usaram nossa legenda meramente para seus interesses pessoais impedindo o crescimento orgânico do partido. Quantas lideranças deixamos de formar ao priorizarmos o caminho fácil do eleitoralismo e corrermos atrás de políticos profissionais “com voto” e, na grande maioria, com históricos incoerentes com nossa legenda. Políticos que na esmagadora maioria dos casos usaram a nossa legenda descaradamente para seus interesses pessoais e eleitoreiros.&lt;br /&gt;Pode até ser que o Zito seja uma exceção... Será ??? Sua biografia não ajuda muito. Mesmo nos abstraindo da acusação de seus adversários políticos de ligações com grupos de extermínio, o truculento e assistencialista Zito era “casado” com o PSDB - relator do processo de “cassação” das contas do segundo governo Brizola -, pleiteou a candidatura a governador pelo PSDB e não conseguindo “rompeu seu relacionamento”. A partir daí “flertou” com o PSB - pleiteando uma candidatura majoritária -, “namorou” com o PDT - desde que fosse o candidato a governador - , “ficou” com o PMDB alguns dias e terminou por “reatar o casamento” com o PSDB. Durante as eleições de 2002 “pediu um tempo ao PSDB” e “namorou” o PT e o PDT apoiando Lula e Jorge Roberto. Ao terminar as eleições decidiu “divorciar-se” do PSDB e “contrair matrimônio” com o PDT.&lt;br /&gt;Poderíamos propor que, perante a um político tão “volúvel”, deveríamos condicionar a sua filiação a um período de quarentena de eleições majoritárias até as eleições municipais de 2008. Porém propor essa medida seria o mesmo que propor a um(a) nubente que após a cerimônia de casamento se abstenha durante aproximadamente 06 anos da “intimidade de convivência” com sua esposa ou marido até que se tenha claro que o seu compromisso é serio. Quem se habilitaria a um “casamento” baseado na desconfiança? &lt;br /&gt;Brincadeiras a parte, por mais que se afirme que o procedimento de filiação do Prefeito de Duque de Caxias esteja de acordo com o estatuto partidário seria coerente levar essa discussão para o Diretório Estadual do Rio de Janeiro sem a necessidade de pedidos de impugnação para que isso ocorra. Porém, mais uma vez, com o apoio ou não do estatuto, retoma-se a política do fato consumado onde os militantes e dirigentes intermediários são “convidados” a participar de um ato de filiação sem ao menos serem ouvidos sobre a conveniência ou não dessa filiação.&lt;br /&gt;Assim como em outros momentos – frente trabalhista, candidatura Ciro e, mais recentemente, na discussão sobre participação no Governo Lula - onde seria importante a participação dos diretórios estaduais e nacionais na avaliação e discussão e, não apenas na homologação do fato consumado, optou-se conscientemente pela avaliação, discussão e decisão solitárias dos membros da executiva nacional.&lt;br /&gt;Essa centralização das discussões e decisões políticas nas executivas, mais do que um método equivocado de direção nega aos militantes e dirigentes que são membros dos diretórios de contribuírem na construção de nosso próprio destino e do partido. A base partidária deveria ter espaços para discutir, questionar, contribuir e não participar de instâncias que se resumem a debates de convencimento dos militantes sobre a linha política já decidida e encaminhada pelas direções. Disciplina e lealdade partidária não podem ser confundidas com obediência, nem com confiança cega nas direções.&lt;br /&gt;No documento que apresentei ao Seminário do PDT em dezembro de 2002 lembrei de uma coisa muito bonita que o subcomandante Marcos, do Exercito Zapatista de Libertação Nacional diz sobre a relação entre apaixonados: “O amor é como uma xícara de chá que todos os dias cai no chão e se quebra em pedaços. Os verdadeiros apaixonados permanentemente juntam os pedaços, colam e reconstroem a xícara, porém sempre ficam com o receio de que chegue o dia em que a xícara esteja tão quebrada que não seja mais possível reconstruí-la”.&lt;br /&gt;Novamente militantes e dirigentes intermediários de nosso partido e que entendem que a construção de um partido político com o projeto histórico do PDT tem de romper com as contradições de nossa atual linha política, baseada na política do fato consumado, terão que reconstruir o seu amor e dedicação ao projeto histórico do PDT. Mais uma vez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prof. Aurelio Fernandes&lt;br /&gt;40 anos, 22 anos de militância ininterrupta no PDT, Professor de História com especialização em história do Brasil, sindicalista, membro do Núcleo Ruy Mauro Marini do PDT,  do Diretório Estadual do Rio de Janeiro, suplente do Diretório Nacional e ex-diretor da Fundação Alberto Pasqualini.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-727708380156920254?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/727708380156920254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/questionando-filiacao-do-prefeito-zito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/727708380156920254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/727708380156920254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/questionando-filiacao-do-prefeito-zito.html' title='Questionando a filiação do Prefeito Zito.'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-7445511179149077539</id><published>2009-07-15T18:35:00.001-03:00</published><updated>2009-07-15T18:35:53.251-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><title type='text'>Para o PDT voltar a ser Brizolista</title><content type='html'>Manifesto aos militantes e dirigentes do PDT&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Para o PDT voltar a ser Brizolista&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                       &lt;br /&gt;“O amor é como uma xícara de chá que todos os dias cai no chão e se quebra em pedaços. Os verdadeiros apaixonados permanentemente juntam os pedaços, colam e reconstroem a xícara, porém sempre ficam com o receio de que chegue o dia em que a xícara esteja tão quebrada que não seja mais possível reconstruí-la”.&lt;br /&gt;(Subcomandante Marcos do Exercito Zapatista de Libertação Nacional)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fórum de Militantes do PDT convoca os militantes brizolistas do partido a se organizarem e disputarem os diretórios municipais em seus municípios. Temos que mudar o PDT de baixo para cima, disseminando o posicionamento coerente da luta militante pela ruptura com a lógica eleitoreira e perversa da atual linha política liberal e eleitoreira do PDT, sob pena de o projeto histórico, expresso com tanta clareza na Carta de Lisboa e no Programa e Manifesto do PDT, ser irremediavelmente comprometido, restando, apenas, mais uma mera sigla de aluguel.  Por isso mesmo, contamos com a leitura atenta das linhas seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao terminar o século XX, o PDT estava perante um dilema: enfrentar a contradição entre o brizolismo de suas bandeiras políticas e o eleitoralismo e liberalismo de suas ações políticas e organizativas. Caso contrário, o partido estaria condenado a enfrentar um profundo refluxo e mesmo a degeneração. A direção nacional do PDT optou por não enfrentar essa realidade. Os seguidos reveses eleitorais são a fatura dessa opção equivocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, em 2009, o PDT aprofundou, com a ausência de Brizola, a distância do enfrentamento das questões de importância estratégica para o país e, paralelamente, abandonou o projeto de formação de um partido de massa.  Nada mais obscurece a falta de renovação de dirigentes, a descaracterização e o esvaziamento político e ideológico do PDT. Nosso partido transformou-se em uma organização meramente eleitoral, tornando-se mais uma legenda no mercado eleitoreiro do capital. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí ser de fácil entendimento o processo de cooptação petucana - PT e PSDB são hoje as faces da esquerda e direita de uma mesma moeda: o neoliberalismo petucano - que o PDT sofreu ao entrar na base aliada do Governo Lula, abandonando suas bandeiras históricas por um vago discurso de defesa do trabalho e de manutenção das conquistas da CLT que justifique a ocupação do MTE  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PDT não se posiciona firmemente sobre temas como a reforma agrária, urbana e política, a precariedade da educação pública, a inexistência de uma política de saúde e o ressurgimento do fascismo nas políticas públicas de segurança e na criminalização da pobreza e dos movimentos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PDT nada diz sobre a omissão cúmplice do governo Lula em relação à necessária auditoria e revisão da privataria do governo entreguista FHC, quando a totalidade das empresas estratégicas foi doada ao capital internacional e a PETROBRAS transformada em uma “empresa estatal de interesse privado”. Omite-se quanto à entrega da Amazônia ao capital internacional e em relação aos enormes valores repassados ao agronegócio através de perdões e protelações de dívidas, enquanto a reforma agrária se torna uma política virtual e os assentamentos rurais e os pequenos agricultores são abandonados à própria sorte. Isto, sem falar na autonomia real do Banco Central nas mãos de um banqueiro tucano que garante rios de dinheiro aos Bancos e aos investidores internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, questionar o perdão das dívidas das Organizações Globo ao BNDES ou levantar na prática a defesa contundente da democratização dos meios de comunicação e o combate das perdas internacionais seria exigir demais de um PDT domesticado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do abandono das bandeiras políticas brizolistas acaba a contradição com o eleitoralismo e liberalismo das ações políticas e organizativas nos levando a sucessivas derrotas eleitorais, ao esvaziamento do papel do PDT enquanto instrumento histórico do projeto brizolista do caminho brasileiro para o socialismo e o inchamento eleitoreiro do partido com políticos profissionais identificados unicamente com seus projetos pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de hoje que vários militantes e dirigentes intermediários, ao tentarem discutir estas questões nas instâncias partidárias, são rotulados no mínimo como “dissidência” ou “esquerdistas”. Toda e qualquer posição divergente, mesmo que coerente com o projeto histórico brizolista do PDT, é estigmatizada como um ato de deslealdade com o partido, o que facilita  à direção nacional seguir tomando decisões sem consultar as “massas” do partido. Tal postura vem comprometendo toda a possibilidade de aprofundar a discussão política nas instâncias do partido. Essa falta de democracia interna impede a conseqüente elevação da consciência política dentro do PDT e contribuiu sobremaneira para acabar com os últimos resquícios de sociabilidade digna nas instancias do partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessitamos retomar o PDT para seu projeto histórico brizolista. Um PDT forte, organizado e permanente, que contribua efetivamente com outras forças políticas identificadas com a libertação nacional e o socialismo, para a mobilização e organização da sociedade. Um partido que assuma o fio da história de lutas do povo trabalhador.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para voltar a crescer, o PDT tem que implementar uma profunda transformação em nossa prática partidária, deslocando os esforços prioritários do partido no jogo democrático formal das eleições para o da organicidade partidária voltada para enfrentar a realidade de aprofundar a organização de nosso povo na luta de massas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As experiências históricas do trabalhismo provaram que a conquista do poder inclui, mas não se limita à luta eleitoral. Os governos de Vargas e João Goulart demonstraram os imensos limites da democracia meramente eleitoral, dos quais o principal é saber se as elites estão dispostas a respeitar as decisões soberanas de um governo voltado para as maiorias. Demonstraram que a existência da pobreza e o crescimento da miséria indicam que não adiantam remendos na superfície da sociedade e da política. Temos que revirá-la pelo avesso, na busca da invenção de novas formas de convivência. De novos modos de relação de produção e partilha, em que a desigualdade, a hierarquia e o consenso passivo sejam substituídos pela ênfase na responsabilidade, na diferença, na solidariedade, na afirmação da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PDT necessita de uma nova linha política que, através da organização popular, mobilize o povo para apoiar a superação das contradições do programa de governo petista e construa na luta do povo uma alternativa à falsa polarização petucana entre PT e PSDB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adoção dessa nova linha política apostaria conscientemente na atuação orgânica do PDT nas lutas de massas, nos movimentos sociais e em torno da construção de uma alternativa de unidade popular e classista que realize mudanças estruturais – as reformas de base do velho trabalhismo – que apontem para o socialismo, e que, certamente a médio ou longo prazo, reverter-se-á em vitórias eleitorais consistentes e transformadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este, com certeza, não é o caminho mais fácil. Porém, abandonar o projeto histórico do PDT e manter um apoio incondicional ao governo petucano de Lula, ficando a reboque da política eleitoreira de “governabilidade” do PT e apostando na lógica de pactuar com as classes dominantes a profundidade e o ritmo das transformações, é apostar decisivamente na bancarrota do PDT.  É legitimar e aprofundar a linha política que levou a degeneração liberal e eleitoreira do partido, a exemplo do desastrado apoio à candidatura de Eduardo Paes no Município do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa luta é para que nunca chegue o dia em que a manutenção autoritária da atual linha política capitaneada pela direção nacional do partido e fundamentada na política do fato consumado, impeça que dirigentes e militantes reconstruam o projeto histórico brizolista do PDT. O desafio dos dirigentes e militantes do PDT que concordem com a necessidade dessa nova linha política e de uma nova organicidade partidária é encaminhar estas reflexões em todas as instâncias e garantir que a discussão política e a reflexão coletiva se incorporem na cultura política do PDT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pátria livre, venceremos! Brizola VIVE!&lt;br /&gt;                                                                                                                                                             &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio, 07 de junho de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-7445511179149077539?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/7445511179149077539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/para-o-pdt-voltar-ser-brizolista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/7445511179149077539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/7445511179149077539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/para-o-pdt-voltar-ser-brizolista.html' title='Para o PDT voltar a ser Brizolista'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-1209636630388677880</id><published>2009-07-15T18:31:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T18:34:14.469-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2001'/><title type='text'>O Futuro do PDT</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Futuro do PDT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não podemos nos enganar como o eleitoralismo, temos de avançar até derrubar todo este sistema.&lt;br /&gt;            Leonel Brizola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lutamos para nos converter em donos do destino do povo, mas para que o povo se transforme em dono de seu próprio destino.&lt;br /&gt;            Daniel Ortega   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso partido vive uma contradição histórica entre a hegemonia do brizolismo na definição de nossas bandeiras políticas, que colocou o partido no campo dos inimigos principais do sistema, e a hegemonia do eleitoralismo e do liberalismo na definição das ações políticas e organizativas.&lt;br /&gt;O resultado são as crises e lutas internas sucessivas que vem afetando profundamente a democracia interna do PDT nos últimos anos. Nossa direção histórica - referência a todos aqueles quadros dirigentes nacionais e regionais que, junto à Brizola, historicamente dirigem o partido desde a sua fundação detendo sua hegemonia - para fazer frente as lutas internas, não desenvolve uma estratégia de discussão política ampla e democrática nas instâncias partidárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas crises e lutas políticas internas tem causado uma insegurança tão grande em nossos dirigentes e militantes que com o passar dos anos a maioria aceita quase tudo que as direções decidem sem seu conhecimento ou participação. A independência e a autonomia política de nossas direções são tão grandes que elas não precisam mais do consenso, da negociação, basta-lhes a resignação dos militantes. Com resignação não há conflito e sem conflito não existe democracia e é isso precisamente alimenta o refluxo político e eleitoral de nossa agremiação partidária. Essa insegurança é “construída” cotidianamente em nosso partido através de um “argumento” que sempre é colocado: ou aceitamos as decisões das direções ou estamos contribuindo com o fim do partido enquanto alternativa eleitoral. Este “argumento” tem contribuído para despolitizar ainda mais nossa militância. Por outro lado  quando ocorrem contestações essas são estigmatizadas como uma deslealdade com o partido ou nossas lideranças e, finalmente, um ato de “costear o alambrado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a falta de discussão política as instâncias e reuniões se transformam em espaços onde tudo imita a política e onde já não resta, senão, pouquíssimos espaços para qualquer sociabilidade digna. O convívio partidário transforma-se ele mesmo em cálculo – de sobrevivência ou de subserviência - e todo o desprendimento desta lógica é “castigado”. Nesta atmosfera, apenas a intriga é permutável, nos transformando em uma agremiação política marcada pelas retaliações e interesses pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado desta lógica partidária são instâncias onde os procedimentos são rituais, a começar pelas intervenções nas reuniões dos diretórios e executivas, uma vez que todos dizem exatamente o que se espera que digam, comprometendo consequentemente a elevação da consciência política de nossa militância e nos levando a um processo de resignação política de dirigentes e militantes sem precedentes na história do trabalhismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim com o passar dos anos o partido tem centrado toda a sua organização e ampliação fundamentalmente nas disputas eleitorais e não na realidade da luta de massas de nosso povo. A política é vista de forma liberal, como uma disputa pela filiação e apoio dos políticos profissionais e o partido funciona por espasmos e a reboque do processo eleitoral de dois em dois anos. Isso vem alimentando o crescimento do eleitoralismo, nos afastando das lutas sociais concretas dos excluídos, tornando inorgânica e inócua a atuação de nossos militantes nas lutas de massas dos movimentos sociais, e subordinando toda a ação política do partido à participação exclusivamente parlamentar e eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos diretórios privilegiam a discussão do exercício e/ou conquista de cargos públicos e não discutem as definições de linhas políticas e organizativas para nossas instâncias e para nossa atuação nos movimentos urbanos e do campo. Questões primárias relativas a organização como: planejamento das ações políticas, reuniões permanentes, capacitação política, imprensa partidária periódica e permanente e uma política de finanças que seja menos dependente dos militantes com cargos de confiança, seja nos parlamentos, seja nos governos e do fundo partidário, são relegadas a um segundo plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, a questão central para o futuro de nossa agremiação política não esta no fato de que nas eleições de 2002 o PDT deva posicionar-se radicalmente na postura de construção de uma Unidade Patriótica e Popular, apoie Lula, Ciro Gomes, Itamar ou tenha uma candidatura própria. A questão central não é a filiação de Eduardo Meohas e/ou Zito no Rio de Janeiro, Itamar e/ou Célio de Castro em Minas ou de Lauro Campos em Brasília; se o PDT vai montar uma frente com Antônio Brito no Rio Grande do Sul, ter um diretório municipal no município do Rio ou em outras capitais, ou estar apoiando os governos do PT no Acre e no Mato Grosso do Sul; se vamos articular de um “grande partido de centro” unindo PDT, PPS, PTB e setores do PMDB depois das eleições de 2002 ou vamos apostar no projeto histórico antimperialista, democrático e popular do PDT de caminho brasileiro para uma sociedade democrática e socialista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para romper com a hegemonia do eleitoralismo e o liberalismo na definição das ações políticas e organizativas   temos que superar a centralização das discussões e decisões políticas nas executivas que, mais do que um método equivocado de direção, nega aos militantes e simpatizantes que são membros dos diretórios, movimentos e núcleos de contribuírem na construção de nosso próprio destino e do partido. A base partidária deve ter espaços para discutir, questionar, contribuir e não participar de espaços que se resumem a debates de convencimento dos militantes sobre a linha política já decidida pelas direções. Disciplina e lealdade partidária não podem ser confundidas com obediência, nem com confiança cega nas direções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A responsabilidade de mudar esta realidade é de todos nós, dirigentes e militantes comprometidos com o futuro do nosso PDT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prof. Aurelio Fernandes&lt;br /&gt;Membro do Diretório Estadual do Rio de Janeiro e suplente do Diretório Nacional e ex-diretor da Fundação Alberto Pasqualini.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-1209636630388677880?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/1209636630388677880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/o-futuro-do-pdt.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/1209636630388677880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/1209636630388677880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/o-futuro-do-pdt.html' title='O Futuro do PDT'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-4460343264572986327</id><published>2009-07-15T18:30:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T18:31:38.901-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2002'/><title type='text'>Carta aberta aos militantes e dirigentes do PDT</title><content type='html'>18 de abril de 2002&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Os rumos do PDT e a política do fato consumado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conte-me, e eu vou esquecer.&lt;br /&gt;Mostre-me, e eu vou lembrar.&lt;br /&gt;Envolva-me, e eu vou entender.&lt;br /&gt;Confúcio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre há o que aprender, ouvindo, vivendo&lt;br /&gt;e, sobretudo, trabalhando, mas só aprende&lt;br /&gt;quem se dispõe a rever suas certezas.&lt;br /&gt;Darcy Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meus 21 anos de PDT, discutir os rumos de nosso partido sempre me fascinou. Uma corrente política popular com quase 60 anos de luta tem um papel importante a cumprir em um país onde a miséria e a fome nunca foram uma fatalidade e sim um crime de lesa-pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o que paulatinamente fui percebendo, surpreendentemente, é que a maioria esmagadora dessas discussões sempre se deram à margem das instâncias partidárias. Para participar minimamente daquelas, é necessário atrelar-se a algum parlamentar ou grupo de interesse dentro do partido que tenha acesso à “maçaneta” da porta de tais discussões. Aqueles funcionam como porta-vozes do posicionamento desse “agrupamento” nas discussões reservadas às “elites partidárias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As instâncias formais apenas são ouvidas quando as decisões já estão tomadas pelos considerados “cidadãos partidários” - elites partidárias abençoadas pelo voto, pela representatividade histórica, pela amizade ou parentesco - e as “massas” – dirigentes intermediários e de base e os militantes-cabos eleitorais - são convocados para referendar o consenso das elites partidárias. Reproduz-se no partido a lógica perversa de nossa sociedade capitalista entre os que pensam e os que fazem, entre os “cidadãos” e as “massas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo, essa realidade ficou obscurecida pela coerência e experiência histórica da esmagadora maioria dos “cidadãos” que tomavam as decisões pelo partido.  Lutadores sociais como Leonel Brizola, Luiz Carlos Prestes, Edmundo Moniz, Adão Pereira Nunes, Francisco Julião, Neiva Moreira, Bayard Boiteux, Amadeu Rocha, Brandão Monteiro, Doutel de Andrade, apenas para citar alguns deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um tempo para cá, porém, essa representatividade foi comprometida pelo tempo. Para nossa tristeza, esses lutadores não são eternos. Através de seu exemplo deixam ensinamentos para que as futuras gerações utilizem como instrumentos da luta popular. A falta de organicidade de nosso partido somada à crise existente nos movimentos sociais e políticos favoreceram o voto de máquina eleitoral e não ideológico e a falta desses companheiros levou a uma hegemonia nas decisões partidárias dos “cidadãos partidários” abençoadas pelo voto e pela amizade ou parentesco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, o partido aprofundou sua contradição principal entre a hegemonia do brizolismo na definição de nossas bandeiras políticas e a hegemonia do eleitoralismo e do liberalismo na definição das ações políticas e organizativas, o que nos encaminhou a uma série de divisões onde “cidadãos partidários abençoados pelo voto” como Cesar Maia, Marcelo Alencar, Dante de Oliveira, Jaime Lerner, Garotinho,  aliados a uma parcela “dos abençoados pela amizade ou parentesco”, tentavam tomar de assalto o partido e impor seus projetos pessoais e eleitoreiros.&lt;br /&gt;Nesses momentos, por absoluta falta de discussão política e vida partidária permanente nas instâncias, grande parte da “massa” do partido deixou-se levar pelo discurso fácil da falta de democracia interna, por parte daqueles que sempre se locupletaram da mesma, e acompanham essas “novas lideranças”. Com tudo isso, o PDT, que foi o maior partido de esquerda do Brasil na década de 80, foi perdendo densidade política e eleitoral e se tornou um pequeno partido nos anos 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, nada mais obscurece a política do fato consumado que vem levando o partido à falta de renovação de dirigentes, sua descaracterização e esvaziamento. Nossos “cidadãos” continuam a tomar decisões sem consultar as “massas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de hoje que vários militantes e dirigentes intermediários tentam discutir estas questões nas instâncias partidárias. Para nossa tristeza, são rotulados como “dissidência”, “esquerdistas”, “revolucionários”, “malucos”, “os que querem tomar o poder partidário”, como “aqueles que a tudo questionam” e até mesmo de “facção trotkista”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É notório que nem os que proclamam essas imbecilidades acreditam nelas. Tentam utilizá-las para fugir da discussão central, que é a necessidade de romper com essa lógica perversa, sob pena de nosso projeto histórico, que expressamos com tanta clareza na Carta de Lisboa e em nosso Programa e Manifesto, sejam comprometidos, restando, apenas, mais uma mera sigla eleitoral de aluguel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos meses ao invés de enfrentar essa questão e mudar a realidade de esvaziamento a partir de uma nova metodologia de trabalho político, a “elite partidária” opta por aprofundar a política do fato consumado e, baseada no eleitoralismo e no liberalismo traça uma estratégia para sua sobrevivência, que tem como tática a implementação, já em curso, do processo de fusão do PDT com os neotrabalhistas e neocomunistas de direita do PPS e do PTB através da candidatura de Ciro Gomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tem resultado em um processo político esquizofrênico.&lt;br /&gt;Perante a resistência de militantes e dirigentes intermediários à política de fato consumado em relação a “Frente Trabalhista” e a candidatura Ciro Gomes, a direção nacional vem afirmando que ainda não existe decisão sobre a “Frente Trabalhista” e o apoio a Ciro. No lançamento da "Frente Trabalhista que não existe", Brizola declara que o primeiro teste da coligação seria a votação relativa a participação de capital estrangeiro nos meios de comunicação. Na votação o PDT fica isolado e não se ouve um só questionamento. Pelo contrário, Brizola afirma na Convenção do PPS que a Frente “está virando um partido”. Em artigos no Globo, pagos pelo PDT e FAP, lê-se que o desafio da Frente Trabalhista é consolidar-se como a base que permita Ciro Gomes ganhar as eleições; que a "Frente Trabalhista" já é uma realidade e quais os motivos que levam o PDT a apoiar a candidatura de Ciro Gomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Lula e Ciro disputam quem tem mais competência para ser palatável à classe dominante, Brizola critica pela esquerda os desvios direitistas da candidatura Lula do PT pelos “acenos” programáticos que o mesmo faz com o neoliberalismo e por sua postura arrogante; por outro lado a Frente Trabalhista coloca-se arrogantemente como o maior "partido" de oposição e o único com possibilidades de vencer as eleições e o PPS/PTB afirmam que a Frente Trabalhista é a opção ao "esquerdismo" de Lula. Brizola critica corretamente a proposta de aliança do Lula com o PL (IURD), mas afirma, contraditoriamente, por outro lado, que a aliança com o PFL (ARENA) é bem-vinda e que é mais fácil “fazer política de esquerda com a direita”, no que é questionado pelo senador Roberto Freire, aquele que Brizola sempre questionou por entregar os documentos do PCB à Fundação Roberto Marinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante a toda essa realidade, a base social do PDT fica perdida e caminha lenta e equivocadamente em direção à candidatura de Lula, fortalecendo os setores petistas que hoje se comprometem única e exclusivamente a serem obedientes gestores da crise econômica e social brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao não cumprir o seu papel o PDT faz com que Brizola se resuma a ser o enfeite de "esquerda" na conservadora "Frente Trabalhista Liberal" que está se formando em torno a candidatura Ciro Gomes. O PDT necessita assumir inequivocamente uma candidatura que assuma um programa de transformações reais para o país, que não se resuma a ser oposição a FHC e consiga canalizar o sentimento de rebeldia de nosso povo trabalhador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há tempo de mudar, o PDT precisa de um amplo processo de discussões internas onde fraternalmente possamos discutir uma real estratégia para 2002. Poderíamos apoiar e participar de uma frente eleitoral, porém o candidato, o programa e a articulação partidária devem ser coerentes com nossos princípios e história de lutas. Por que não uma frente em torno a candidatura de Brizola e um programa nacionalista e popular para o Brasil ? O PPS e o PTB apoiariam essa frente ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale refletir sobre as palavras de Brizola em 1979: “De pouco adiantará que nós, trabalhistas, amanhã, concorramos a eleições, elejamos companheiros prefeitos, governadores, presidente da republica. Isto nada significará, pelo contrário, será até um retrocesso se essas responsabilidades na condução do País forem conquistadas sem que tudo isso seja respaldado por um grande partido, por quadros preparados e por soluções alternativas antecipadamente estudadas. Porque isto seria a condução de um companheiro para um cargo com uma multidão desorganizada atrás. O próprio presidente Vargas teve que dar um tiro no coração porque, para respaldá-lo, não havia o povo organizado. Essa é a nossa grande tarefa. E se nós necessitarmos permanecer anos e anos na oposição organizando o nosso partido, não tem importância. O essencial é que o partido se organize e adquira as dimensões que o nosso povo necessita para que então esse partido seja o seu instrumento.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revolucionariamente,&lt;br /&gt;Aurelio Fernandes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40 anos, milita ininterruptamente no PDT desde 1982 é historiador com especialização em História do Brasil e sindicalista.&lt;br /&gt;Membro do Diretório Estadual do Rio de Janeiro e suplente do Diretório Nacional e ex-diretor da Fundação Alberto Pasqualini.&lt;br /&gt;Foi dirigente nacional da Juventude Socialista do PDT por quatro mandatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ousar sonhar com uma Pátria livre!&lt;br /&gt;Ousar lutar como brizolista !&lt;br /&gt;Ousar vencer com a libertação nacional e o socialismo !&lt;br /&gt;Venceremos !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-4460343264572986327?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/4460343264572986327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/carta-aberta-aos-militantes-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/4460343264572986327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/4460343264572986327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/carta-aberta-aos-militantes-e.html' title='Carta aberta aos militantes e dirigentes do PDT'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-8155094701663705077</id><published>2009-07-15T18:27:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T18:29:27.797-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2000'/><title type='text'>Contra a fusão com o PTB</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;PDT 12. Nós não abrimos mão ...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compromissados com um PDT de esquerda e com o projeto histórico do trabalhismo como caminho brasileiro para o socialismo definido na Carta de Lisboa e fundamentado na Carta Testamento de Vargas. Dirigentes, militantes e simpatizantes do PDT de vários estados, certos de que superar a cláusula de barreira não é argumento que comprometa o futuro de nosso projeto histórico, decidiram em reunião realizada no Rio de Janeiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Repudiar o posicionamento autoritário e antidemocrático de nossa bancada federal que, equivocadamente, anunciou nos meios de comunicação a fusão do PDT com o Partido “Trabalhista" Brasileiro, atropelando, inclusive, a legalidade das normas de nosso estatuto que estabelecem a obrigatoriedade da realização de Convenção Nacional como única forma legal de dissolver o partido ou determinar sua fusão ou incorporação, sendo exigido para tanto a maioria de 3/5 dos membros da Convenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Questionar a participação de nossa bancada federal na elaboração do manifesto conjunto com a bancada do Partido “Trabalhista" Brasileiro que em seu conteúdo se contrapõe ao legado histórico de esquerda do trabalhismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Defender intransigentemente o legado histórico de esquerda do PDT, seu manifesto, estatuto, reivindicando as lutas de massas - nacionalistas, populares e socializantes - do velho PTB e de todo o conjunto de forças políticas (PSB, PCB e outros) que lutaram pelas reformas de base na década de 60, reafirmando que o trabalhismo é o caminho brasileiro para o socialismo e que o PDT é um partido socialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Lutar nas instâncias partidárias contra o processo anunciado de fusão com o PTB. Não aceitamos a fusão com aqueles que com o apoio da ditadura militar tomaram a nossa sigla histórica e a colocaram, como sublegenda do PFL, na vala comum dos partidos conservadores e do apoio explícito e desavergonhado à construção do projeto neoliberal, à corrupção e à destruição das conquistas da Era Vargas no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Propor a criação de um comando de mobilização contra a fusão que possa articular e subsidiar os estados com os instrumentos que tornem nacional esta luta. &lt;br /&gt;Diferenciar nossa atitude contrária à possibilidade de fusão com o Partido “Trabalhista" Brasileiro, da postura oportunista de Garotinho que utiliza esta possibilidade como forma de arregimentar aliados ao seu projeto pessoal de candidatura a presidencia da república.&lt;br /&gt;Defender a realização de um Congresso Nacional do PDT onde se discuta a linha política a ser adotada e as formas de organização e alianças necessária para que nosso partido se consolide como uma força política de esquerda, com ação permanente e não apenas eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não abrimos mão de ocupar um espaço de esquerda popular no espectro político. Um partido que absorva a liderança de Brizola e sobreviva a sua existência política como continuação de seus ideais e carisma e que contribua efetivamente para a construção do caminho brasileiro para o socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos podem achar que isso é uma utopia, um sonho... preferem se fundir com partidos de direita e abandonar seus ideais.&lt;br /&gt;É lastimável que tenham perdido a capacidade de sonhar e lutar pelos seus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fórum Nacional de Militantes do PDT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                       Rio de Janeiro 26 de novembro de 2000&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-8155094701663705077?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/8155094701663705077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/contra-fusao-com-o-ptb.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/8155094701663705077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/8155094701663705077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/contra-fusao-com-o-ptb.html' title='Contra a fusão com o PTB'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-1961850118217375401</id><published>2009-07-15T18:15:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T18:16:47.645-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1996 e 1997'/><title type='text'>Por um PDT caminhando pela esquerda.</title><content type='html'>Este material é a reprodução atualizada de propostas apresentadas nas reuniões do diretório estadual dos dias 04 de março, 09 de dezembro de 96 e 11 de julho de 97&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Por um PDT caminhando pela esquerda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A experiência não vem de se ter vivido muito mas de se ter refletido intensamente sobre o que se fez e sobre as coisas que aconteceram.&lt;br /&gt;                            &lt;a name="CVG_FRASE"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="CVG_INI_REV"&gt;&lt;/a&gt;(Danilo Gandim)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aprovação do novo estatuto é apenas o primeiro passo para avançarmos na construção de um PDT de massas a altura de nosso projeto histórico.&lt;br /&gt;Entendemos por partido de massas uma organização política que tem seu projeto histórico e sua plataforma de lutas respaldada pelas massas, e não necessariamente um partido numericamente volumoso.&lt;br /&gt;A implementação prática do novo estatuto e a, conseqüente, construção deste PDT de massas em nosso estado coloca para o diretório estadual uma série de desafios. O principal deles é nosso diretório estadual assumir o seu papel de direção e de formulação política, discutindo, aprovando e encaminhando um plano geral de ação política -linha política e plano de ação - do PDT/RJ para o biênio 97/98.&lt;br /&gt;Porém, este desafio não se resume a decisões burocráticas e tem que ser enfrentado dentro dos princípios de organização esboçados em nosso novo estatuto. Através de discussões democráticas que garantam a participação da militância, o desenvolvimento das práticas de direção coletiva e da crítica e autocrítica que assegurem a direção única, a disciplina consciente e a unidade na ação necessárias a construção de nosso partido enquanto uma organização política popular e de massas.&lt;br /&gt;Necessitamos deste plano geral de ação política, sob pena de caminharmos a reboque dos acontecimentos políticos e de eleições e se transformar em mais uma legenda no mercado eleitoreiro carioca e fluminense. Não podemos nos transformar em uma legenda inorgânica, sem chances reais de ter um grande desempenho na luta institucional ou popular e dependente dos políticos profissionais.&lt;br /&gt;Nosso objetivo, enquanto brizolistas revolucionários ao apresentar para o diretório estadual uma proposta de ações gerais permanentes e especificas para o ano de 97/98 é contribuir para que nosso diretório estadual assuma o desafio de planejar nossas ações em todas as instâncias e consolide o PDT/RJ como um dos instrumentos de luta do povo trabalhador de nosso estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                            Ousar Lutar ! Ousar Vencer !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organização e mobilização&lt;br /&gt;Várias são as nossas debilidades partidárias nesta frente, desde a falta de democracia interna, de direção coletiva nos vários níveis, de unidade de ação e de disciplina consciente até, consequentemente, a falta de inserção organizada de nossa militância nos movimentos sociais e junto a população em geral. Falta-nos planejamento, até mesmo, no encaminhamento das tarefas mais elementares de uma organização política.&lt;br /&gt;Objetivo principal: Permanente: Organizar e mobilizar o partido estimulando a democracia interna através de processos de discussão de planejamento de trabalho nas instâncias partidárias voltados para as lutas institucionais e populares&lt;br /&gt;Ações Permanentes:&lt;br /&gt;Calendário de reuniões ordinárias&lt;br /&gt;As reuniões ordinárias deverão ser: bimestrais no diretório estadual, mensais nos diretórios municipais e zonais e quinzenais nos núcleos de base. As reuniões ordinárias das executivas deverão ser quinzenais. Os movimentos do partido reproduzem este calendário em suas instâncias.&lt;br /&gt;Calendário de reuniões extraordinárias  de planejamento e avaliação do trabalho&lt;br /&gt;As reuniões de planejamento e avaliação deverão ser: semestrais no diretório estadual, quadrimestrais nos diretórios municipais e zonais, bimestrais nos núcleos de base                                                                        ë&lt;br /&gt;A primeira reunião do ano deverá aprovar um plano geral de ação política anual com avaliação semestral. Os movimentos do partido reproduzem este calendário em suas instâncias.                                           &lt;br /&gt;Nas reuniões de avaliação e planejamento é necessário a apresentação de um balancete financeiro. Somente tendo claro onde e para que o dinheiro das contribuições esta sendo aplicado a militância se sentirá comprometida a contribuir com o partido.                                                                                                                        &lt;br /&gt;Ações imediatas&lt;br /&gt;Implantação do novo estatuto&lt;br /&gt;O PDT/RJ deve priorizar no segundo semestre de 97 as tarefas de implantação do novo estatuto partidário. Estas tarefas deverão ser inseridas dentro do desafio do ano de 97: fortalecer a nova estrutura partidária.&lt;br /&gt;Devemos distribuir a todas as instâncias cópias da carta de Lisboa, do manifesto, do programa e, principal e fundamentalmente do novo estatuto.&lt;br /&gt;Todas as instâncias partidárias deverão receber um manual sobre planejamento de trabalho e sobre formação de núcleos de base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formação&lt;br /&gt;O diretório estadual deve assumir a viabilização de um plano estadual de formação política como uma questão estratégica e permanente.&lt;br /&gt;Objetivo Principal: Permanente: política estadual de formação que contribua para fazer do PDT/RJ um  partido ideológico e permanente.&lt;br /&gt;                              Em 97/98: política de formação voltada para a implantação do novo estatuto.&lt;br /&gt;Ações Permanentes&lt;br /&gt;Escola de Formação Política do Diretório estadual&lt;br /&gt;Esta escola vinculada a seção estadual da FAP e subordinada ao diretório estadual visa a implementação de: Cursos de capacitação política, Seminários sobre temas de capacitação política ou de interesse conjuntural, Círculos de Estudo por setores ou grupos (trabalhadores, negros mulheres, jovens etc.), etc.&lt;br /&gt;Assessoria&lt;br /&gt;O diretório estadual deve, de acordo com as demandas de cada instância, prestar assessoria em: organização, formação política, comunicação, políticas específicas para áreas estratégicas (Juventude, Mulheres, Negros etc.), políticas públicas, parlamentos, pesquisa.&lt;br /&gt;Memória e Documentação&lt;br /&gt;Esta atividade, vinculada a seção estadual da FAP e subordinado ao diretório estadual, visa arquivar  e divulgar documentos ligados a história cotidiana do PDT. Um espaço onde a militância tenha acesso a informação e bibliografia tipicamente partidária (livros, revistas, jornais, vídeos, fitas cassete, etc.).&lt;br /&gt;Ações 97/98&lt;br /&gt;Cursos e seminários para os diretórios e movimentos do partido sobre planejamento e organização de núcleos de base.&lt;br /&gt;Cursos e seminários sobre políticas públicas municipais para os prefeitos e vereadores.&lt;br /&gt;Cursos e seminários sobre: O projeto histórico do PDT (Curso Básico do IAP - atualizado), a ética partidária do PDT e as prioridades de luta do PDT na luta parlamentar. Os candidatos a deputado federal e estadual terão que fazer estes cursos para assegurar sua candidatura para 98.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunicação&lt;br /&gt;O diretório estadual, até hoje, não conseguiu viabilizar uma política estadual de comunicação permanente.&lt;br /&gt; Objetivo Principal: Permanente: Implementar uma política de comunicação do diretório estadual que garanta, não apenas a agitação e a propaganda de nossas propostas e projeto histórico junto a militância e a população em geral como órgãos de comunicação internos.&lt;br /&gt;                                Em 97/98: Divulgar as propostas do PDT e orientar as instâncias e a militância para as tarefas de implementação do novo estatuto.&lt;br /&gt;Ações Permanentes&lt;br /&gt;Jornal: Editar um jornal tablóide mensal que divulgue as propostas do partido junto a população em geral.&lt;br /&gt;Boletim do Diretório estadual: Visa orientar e divulgar as atividades do partido,&lt;br /&gt;Panfletos: Abordarão temas importantes da conjuntura para a população em geral.&lt;br /&gt;Ações 97/98&lt;br /&gt;Jornal bimestral que noticie as políticas públicas implementadas pelos prefeitos do PDT e as atividades, posicionamentos e campanhas de mobilização do partido .&lt;br /&gt;Boletim mensal que oriente sobre as ações necessárias a implantação do novo estatuto e para as orientações sobre a atuação cotidiana do partido.&lt;br /&gt;Panfletos que abordem questões gerais da linha política do partido relacionadas com a conjuntura.&lt;a name="CVG_FIM_REV"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutar, Resistir, Vencer!  Pela esquerda, PDT!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-1961850118217375401?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/1961850118217375401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/por-um-pdt-caminhando-pela-esquerda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/1961850118217375401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/1961850118217375401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/por-um-pdt-caminhando-pela-esquerda.html' title='Por um PDT caminhando pela esquerda.'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-16964459060384070</id><published>2009-07-15T18:12:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T18:13:34.623-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2000'/><title type='text'>O PDT e seu IV Congresso Nacional Reflexões sobre os rumos partidários</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;O PDT e seu IV Congresso Nacional&lt;br /&gt;Reflexões sobre os rumos partidários&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                              Aurelio Fernandes&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4571871119489657593#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;*&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“De pouco adiantará que nós, trabalhistas, amanhã, concorramos a eleições, elejamos companheiros prefeitos, governadores, presidente da republica. Isto nada significará(...), sem que tudo isso seja respaldado por um grande partido, por quadros preparados e por soluções alternativas antecipadamente estudadas. Porque isto seria a condução de um companheiro para um cargo com uma multidão desorganizada atrás.(...) Essa é a nossa grande tarefa.(...) E se nós necessitarmos permanecer anos e anos na oposição organizando o nosso partido, não tem importância. O essencial é que o partido se organize e adquira as dimensões que o nosso povo necessita para que então esse partido seja o seu instrumento.”&lt;br /&gt;( Discurso de Brizola no Encontro de Lisboa - 15/06/79 )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje mais do que reproduzirmos uma discussão centrada na apologia do saber ou do culto à personalidade de nossas lideranças, devemos refletir sobre nossos 20 anos de luta partidária e os rumos de nossa organização política e do trabalhismo brasileiro.&lt;br /&gt;Historicamente, o trabalhismo e toda a esquerda têm enfrentado problemas em suas organizações vinculados ao culto à personalidade de suas lideranças. A tentativa de superar essa realidade através da "substituição" de lideranças sempre fortaleceu esse mecanismo, tornando-se um ritual que prepara as condições de emergência de um novo culto ou atingindo duramente a unidade dos partidos, levando a divisões, fracionamentos e até mesmo à destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão interna levantada hoje pelas divergências entre os companheiros Brizola e Garotinho não deve obedecer a essa lógica. A liderança de Brizola no PDT é historicamente indiscutível. Toda a sua trajetória política de mais de 50 anos de vida pública identificada com os interesses populares o legitimam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no mínimo uma falta de perspectiva histórica levantar qualquer dúvida a esse respeito, seja no sentido de reafirmar ou de questionar sua liderança partidária. Garotinho tem afirmado, cansativamente, que reconhece a liderança de Brizola; logo, precisamos retirar essa discussão dos "bastidores", dos "bajuladores" e dos meios de comunicação e trazê-la para dentro do diretório estadual do Rio de Janeiro explicitando as divergências políticas e, se necessário ao diretório nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, essa discussão não deve obscurecer ou impedir que nossas instâncias partidárias avancem no sentido de assimilar as autocríticas que o companheiro Brizola tem apontado ao partido. Em vários pronunciamentos o companheiro Brizola tem afirmado que somente com a nossa presença organizada na luta popular podemos nos identificar como uma organização política identificada com os excluídos, e que esse tem sido o papel histórico do trabalhismo. Para realizarmos esta tarefa, não podemos nos deixar seduzir por ilusões eleitorais de uma democracia determinada por interesses econômicos e que, para sofrer transformações, terá de ser movida pela pressão das lutas e das mobilizações do povo trabalhador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da derrota da emenda das diretas nosso partido assimilou essas ilusões. Afastamo-nos das lutas sociais concretas dos excluídos e afundamos cada vez mais na vala comum da participação exclusivamente parlamentar e eleitoral dos partidos de elite. Essa realidade alimentou o crescimento do eleitoralismo que subordinou toda a ação política do partido à possibilidade de conquistas eleitorais. Enfim, como diz Brizola, nosso partido aburguesou-se.&lt;br /&gt;Hoje não podemos nos deixar levar pelo canto da sereia das eleições presidenciais de 2002 e reproduzir, simplesmente substituindo a candidatura Brizola pela candidatura Garotinho, as mesmas estratégias equivocadas que subordinaram a realização de nosso projeto histórico exclusivamente às eleições presidenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para retomar o fio de nossa história temos de levar à prática nossas autocríticas, sendo coerentes com nosso projeto histórico e construindo nas lutas populares dos excluídos nossas políticas pedetistas. Essas políticas orientarão a atuação de nossos militantes nos movimentos sociais organizados e nas parcelas desorganizadas do povo trabalhador, vinculando-as a uma política eleitoral identificada organicamente com essas lutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O IV Congresso Nacional do PDT será um momento privilegiado para apontarmos coletivamente os rumos de nossa organização política para o próximo milênio. Neste sentido estou levantando à militância e a direção partidária algumas reflexões que entendo como necessárias para discutirmos coletivamente em nosso Congresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proposta de roteiro de reflexões para as instâncias do PDT&lt;br /&gt;A. Questão do Socialismo e da Soberania Nacional&lt;br /&gt;1.       Socialismo:  Um resultado inevitável do desenvolvimento das contradições do sistema capitalista ?&lt;br /&gt;2.       Que grupo ou classe social é o sujeito do processo de transformação social ? É necessária a existência de uma vanguarda ?&lt;br /&gt;3.       Qual o papel dos movimentos sociais na transformação da sociedade ? Pode combinar-se a autonomia dos movimentos de massa com a necessidade de condução política do mesmo ?&lt;br /&gt;4.       Unificação ou diversidade: Qual a melhor estratégia política da esquerda?&lt;br /&gt;5.       Deve ser o partido político a coluna vertebral do projeto socialista ? Que tipo de partido necessitamos ?&lt;br /&gt;6.       O socialismo tem desenvolvido conceitos surgidos do campo teórico do liberalismo, como as liberdades individuais e a democracia representativa pluripartidária. Como aprofunda-los nas sociedades contemporâneas ?&lt;br /&gt;7.       A nacionalização dos meios de produção e a expropriação da propriedade privada, foram consideradas depois da revolução russa como medidas inevitáveis para o desenvolvimento de uma sociedade socialista. Seguem sendo validos estes mecanismos ? Pode-se diferenciar a propriedade do controle ?&lt;br /&gt;8.       A luta de libertação nacional é parte integrante do projeto socialista das sociedades capitalistas dependentes ? O internacionalismo da luta socialista é uma ferramenta importante da luta de libertação nacional ?&lt;br /&gt;9.       No ocidente, existe um modelo cultural dominante, no qual o individualismo exagerado consiste em sua principal característica. Como resgatar e gerar um modelo cultural solidário ?&lt;br /&gt;10.   Os meios de comunicação massiva tem uma influência muito importante no modo de pensar. É desejável ter um controle comunitário sobre eles ? Como fazê-lo sem interferir na liberdade de imprensa ? Como limitar os monopólios educativos ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B. Realidade Estadual, Nacional e Internacional&lt;br /&gt;1.       Mesmo com a “crise do socialismo” , o proclamado “fim da história” e a hegemonia neoliberal no mundo, podemos afirmar que está se processando a transição do capitalismo ao socialismo no mundo contemporâneo ?&lt;br /&gt;2.       É viável um projeto de desenvolvimento capitalista autônomo do Brasil ? Qual o papel do Brasil na atual divisão internacional do trabalho ?&lt;br /&gt;3.       Quais as conseqüências do atual modelo de desenvolvimento para o país e para o nosso estado ? Quais as conseqüências do desenvolvimento dependente para a estrutura social brasileira e as classes sociais?&lt;br /&gt;4.       É possível na realidade brasileira o caminho de transformações através de reformas parciais ? Estas reformas asseguram por si mesmas um caminho de construção de um poder popular através da conquista de um estado de direito socialista ?&lt;br /&gt;5.       Existe a possibilidade de formação de uma Frente Popular, Democrática e de Libertação Nacional entre os partidos populares? Quais partidos ou setores comporiam esta frente ? A questão “eleitoral” pode ser um impedimento ? Esta Frente é viável em nosso estado ?&lt;br /&gt;6.       O PDT tem condições de assumir a consolidação desta unidade do campo popular e democrático ? Qual a realidade do PDT hoje nacionalmente e em nosso estado ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C. O PDT e os movimentos sociais&lt;br /&gt;1.       Como o povo trabalhador pode se inserir na luta pela libertação nacional e a construção do socialismo em nosso país ? Qual o papel das organizações sociais e das organizações políticas que representam os interesses do povo trabalhador ? Qual o papel dos órgãos de cooperação do PDT ( Juventude Socialista, Secretaria Sindical, Movimento Negro, Movimento de Mulheres, etc.).?&lt;br /&gt;2.       Qual deve ser a relação dos órgãos de cooperação do PDT com as entidades dos movimentos sociais ? Em que nível eles podem colaborar com a superação da crise de organização de tais movimentos ?&lt;br /&gt;3.       Quais bandeiras de luta e propostas podem constituir um programa que construa a unidade política do campo popular e democrático dos movimentos sociais e políticos que representam os interesses e anseios do povo trabalhador ?&lt;br /&gt;4.       Qual a importância das relações internacionais ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. O PDT sua organização e o novo estatuto&lt;br /&gt;1.     O PDT tem conseguido cumprir suas tarefas políticas? (Transmitir ao povo trabalhador brasileiro os princípios do trabalhismo democrático do PDT, liderar a luta do povo trabalhador por suas aspirações e reivindicações em todos os setores sociais do país, converter-se em uma força social crítica e renovadora que leve o povo trabalhador a assumir posições avançadas dentro da sociedade brasileira, ganhar e ampliar a liderança de nossa organização nas distintas expressões de massas e lutar pela educação da infância e da juventude brasileira.)&lt;br /&gt;2.    O PDT implementou suas tarefas no plano organizativo ? ( Planos de Trabalho nas áreas de informação, formação, organização... )  Nossas instâncias de direção funcionaram ? Em que áreas podemos avançar a partir deste Congresso ?&lt;br /&gt;3.    É importante garantir o planejamento e a avaliação em nossas instâncias de direção ?&lt;br /&gt;4.    Como aprofundar e consolidar a política de relações internacionais do PDT ? Devemos priorizar os contatos e articulações com partidos de esquerda na América Latina ? Qual a importância da presença do PDT na Internacional Socialista?&lt;br /&gt;5.    Devemos avançar em relação a definição de uma política de finanças no PDT ? Como ?&lt;br /&gt;6.    Qual deve ser a relação dos órgãos de cooperação com o PDT ? Devemos reivindicar a presença de membros das direções destes órgãos em reuniões de organismos correspondentes na estrutura partidária ?&lt;br /&gt;7.    Quais modificações devem ser feitas nos estatutos visando avançar na construção de uma organização política ideológica, militante e permanente ? Quais as suas bases e princípios ?&lt;br /&gt;8.    Etcétera, etcétera, etcétera...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E. Eleições 2000&lt;br /&gt;1.    Como deve ser a política eleitoral do PDT para as eleições ?&lt;br /&gt;2.    Como deverão ser as escolhas das candidaturas ? Devemos utilizar prévias para a escolha da candidatura majoritária ?&lt;br /&gt;3.    Quais os requisitos para ser um candidato do PDT ?&lt;br /&gt;4.    Os candidatos deverão participar de seminários e cursos organizados pelo partido onde irão aprofundar seus conhecimentos das propostas do partido ?&lt;br /&gt;5.    Etcétera, etcétera, etcétera...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4571871119489657593#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;*&lt;/a&gt; Mestrando de História da UFF, assessor comunitário da Federação de Associações de Moradores de Favelas do Município do Rio FAF-Rio, membro do Diretório Nacional e Estadual do PDT e diretor da Fundação Alberto Pasqualini.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-16964459060384070?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/16964459060384070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/o-pdt-e-seu-iv-congresso-nacional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/16964459060384070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/16964459060384070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/o-pdt-e-seu-iv-congresso-nacional.html' title='O PDT e seu IV Congresso Nacional Reflexões sobre os rumos partidários'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-931182929213981468</id><published>2009-07-15T18:07:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T18:10:15.902-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1999'/><title type='text'>Manifesto aos militantes do PDT</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Todos erram menos quando ouvem o povo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na atualidade um partido que defende o nacionalismo e o socialismo é para o senso comum construído pelas elites um partido "atrasado" e "anacrônico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ainda o trabalhismo do PDT que chega ao "absurdo" de valorizar o papel do Estado Nacional na construção de um projeto das maiorias e não ter nenhuma ilusão no mercado ou em cópias de modelos de desenvolvimento que já provaram na prática serem socialmente injustos e ecologicamente inviáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que devemos fazer para superar esta visão imposta pelas elites? Devemos revisar todas nossas concepções, visões e conceitos ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós dizemos: Não !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumir um discurso "moderno", "amplo" e "palatável" aos grandes meios de comunicação dominados pelas elites não será a solução. Seria um discurso afastado dos interesses das maiorias, sem identidade com a história de lutas do trabalhismo e voltado apenas para conquistar eleitoralmente uma opinião pública média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este discurso conduzirá a uma política que abandonará as propostas de transformação do PDT que vão além das ações eleitorais e governamentais e se resumirá, a grosso modo, a propostas eleitorais de políticas públicas de governo. Optando por este caminho nossas lideranças vão começar a amoldar nosso discurso ao senso comum construído pelas elites e comprometerão seriamente o nosso projeto histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência histórica do trabalhismo demonstrou os imensos limites da democracia eleitoral, dos quais o principal é saber se as elites estão dispostas a respeitar o resultado das urnas ou as decisões soberanas de um governo voltado para as maiorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como superar então o cerco das elites?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas experiências provaram que a conquista do poder inclui mas não se limita a luta eleitoral. A existência da pobreza e o crescimento da miséria mostram que não adiantam remendos na superfície da sociedade e da política, temos de revira-la pelo avesso, na busca da invenção de novas formas de convivência, de novos modos de relação de produção e partilha em que a desigualdade, a hierarquia e o consenso passivo sejam substituídos pela ênfase na responsabilidade, na diferença, na solidariedade, na afirmação da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessitamos de um partido forte, organizado e permanente que contribua efetivamente, com outras forças políticas identificadas com o nacionalismo e o socialismo, para a mobilização e organização da sociedade. Um partido que assuma o fio da história de lutas de nosso povo.&lt;br /&gt;Para isso porém temos de superar uma serie de limitações partidárias e refundar a prática política trabalhista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos mais acreditar :&lt;br /&gt;·         que sem luta de massas, sem povo mobilizado e organizado conseguiremos avançar em nosso projeto histórico.&lt;br /&gt;·         na luta espontânea e não se organizar com princípios, objetivos e valores.&lt;br /&gt;·         em simples mobilizações de massa sem aperfeiçoar as formas organizativas.&lt;br /&gt;·         na atuação nos movimentos sociais de forma inorgânica&lt;br /&gt;·         em reproduzir nos movimentos sociais a política eleitoreira, onde os militantes que atuam no movimento só são lembrados nas eleições das entidades.&lt;br /&gt;·         atuar ingenuamente sem capacitação política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A refundação de nossa prática trabalhista deve assumir, também, alguns princípios organizativos tais como:&lt;br /&gt;·         direção coletiva, decisões colegiadas com disciplina e respeito as decisões.&lt;br /&gt;·         divisão de tarefas, romper com a visão de organização centralizada na mão de uma pessoa ou de um grupo de pessoas, pois isto impede o surgimento de uma diversidade de aptidões e habilidades.&lt;br /&gt;·         estudo, nunca terá futuro a organização política que não formar seus próprios militantes e dirigentes.&lt;br /&gt;·         nosso projeto só avançará se houver luta de massas.&lt;br /&gt;·         vinculação do dirigente com sua base social . É preciso criar mecanismos para ouvir, consultar, se abastecer da força e da determinação do povo. Todos erram menos quando ouvem o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas destas autocríticas e princípios estão sendo timidamente ensaiadas pelo partido. Nosso desafio é encaminhar estas reflexões em todas as instâncias e garantir que isto se transforme em uma cultura política de nosso partido. Somente assim contribuiremos para a unidade partidária e retomaremos o fio da história de lutas de nosso povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza o futuro poderá ser diferente se soubermos com ousadia preparar e viver bem o presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio, 22 de novembro de 1999&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OUSAR LUTAR ! OUSAR VENCER !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinam este manifesto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alcides Neves - Membro do Movimento Socialista de Saúde&lt;br /&gt;Aline Goldard - Membro do Diretório Municipal de São Gonçalo - militante da Juventude Socialista&lt;br /&gt;Altair Campos - Membro do Diretório Estadual RJ&lt;br /&gt;Aurélio Fernandes - Membro do Diretório Nacional e Estadual RJ&lt;br /&gt;Cid Reis Neves - Membro do Diretório Municipal de São Gonçalo&lt;br /&gt;Claudio Lacerda – Militante RJ&lt;br /&gt;Danilo Groff Filho - Membro do Diretório Estadual RJ&lt;br /&gt;Deuzimar Costa - Militante do Mov. Comunitário de Favelas - FAF Rio&lt;br /&gt;Domicio Gonzaga – Membro do Diretório Estadual RJ&lt;br /&gt;Eduardo Antonio - Membro do Diretório Municipal de São Gonçalo e militante da Juventude Socialista&lt;br /&gt;Erenice - Militante do Mov. Comunitário de Favelas - FAF Rio&lt;br /&gt;Francineide Sales - Membro do Diretório Nacional e Estadual RJ&lt;br /&gt;Francisco Edson – Membro da Secretaria Sindical RJ&lt;br /&gt;Frederico Bush - Membro do diretório Zonal MRJ&lt;br /&gt;Geraldo Oliveira - Membro do Diretório Estadual RJ&lt;br /&gt;Heitor Nei Matias - Militante do Movimento Nacional de Luta pela Moradia RJ&lt;br /&gt;Ivan Bambirra dos Santos -  Membro do Diretório Estadual DF&lt;br /&gt;João Claudio Pittilo - Militante RJ&lt;br /&gt;José Nerson (Zezinho) - Vice-presidente da FAF Rio e membro do Diretório Estadual RJ&lt;br /&gt;Luciano Alvarenga - Membro do diretório Municipal de Niterói &lt;br /&gt;Magali - Militante RJ&lt;br /&gt;Magno Costa – Membro dos Movimentos de Mulheres RJ&lt;br /&gt;Manoel Dias - Membro do Diretório Nacional&lt;br /&gt;Marcos Agostini – Membro do Diretório Estadual RJ&lt;br /&gt;Oswaldo Maneschy - Membro do Diretório Estadual RJ&lt;br /&gt;Pedro Jorge - Membro do Diretório Estadual RJ&lt;br /&gt;Ricardo - Membro do diretório municipal de Teresópolis e militante da Juventude Socialista&lt;br /&gt;Ricardo Hiroshi - Membro do diretório Zonal MRJ&lt;br /&gt;Ricardo Queiroz - Pres. do Diretório Municipal de Maricá&lt;br /&gt;Rino Ramos - Membro do Diretório Estadual RJ&lt;br /&gt;Rita de Cassia - Militante do Mov. Comunitário de Favelas - FAF Rio&lt;br /&gt;Roland - Membro do diretório municipal de Teresópolis&lt;br /&gt;Rossino - Diretor da FAF – Rio&lt;br /&gt;Sérgio Junior - Membro do Diretório Nacional e militante da Juventude Socialista&lt;br /&gt;Sergio Roque - Militante  PDT – Zona Oeste&lt;br /&gt;Shirlei Martins - Membro do Diretório Estadual RJ&lt;br /&gt;Theotonio dos Santos – Membro do Diretório Nacional&lt;br /&gt;Valeria Leal - Diretora do Sinpro Rio&lt;br /&gt;Winston Sacramento - Membro do Diretório Nacional e Estadual RJ&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-931182929213981468?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/931182929213981468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/manifesto-aos-militantes-do-pdt.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/931182929213981468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/931182929213981468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/manifesto-aos-militantes-do-pdt.html' title='Manifesto aos militantes do PDT'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-5122732964582065950</id><published>2009-07-15T17:51:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T17:58:45.573-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2000'/><title type='text'>2000 combatendo o “novo trabalhismo” de Garotinho</title><content type='html'>02 de julho de 2000&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;O “novo trabalhismo” de Garotinho e a democracia interna no PDT&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os navegantes com desejo de vento,&lt;br /&gt;a memória é um ponto de partida.&lt;br /&gt;Eduardo Galeano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória sempre é o melhor ponto de partida para refletirmos sobre a realidade presente e definirmos rumos para o futuro. No atual momento de crise onde está em jogo o projeto histórico do PDT a memória é, com certeza, o refúgio onde deve-se iniciar nossas reflexões e procurar os caminhos que superem as incertezas e perplexidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com ares de renovação partidária, a liderança de Garotinho começa a surgir em meados do início da década de 80. Rompendo com o PT e filiando-se ao PDT em 1983, rapidamente o jovem radialista se destaca na política do Norte Fluminense. Com um discurso de esquerda e de combate à oligarquia campista, conquista seus primeiros mandatos. Assume posicionamentos e políticas públicas que fazem com que desponte para a direção histórica&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4571871119489657593#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[1]&lt;/a&gt; do partido como uma liderança emergente que tinha de ser estimulada e alçada a vôos maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oportunidade surge em 1988. A luta fratricida entre grupos e frações na JS/PDT de nosso estado impedia o seu crescimento em comparação ao avanço observado em outras unidades da federação. Assim, a Executiva Nacional da JS/PDT é estimulada pela direção histórica do Partido a procurar Garotinho, prefeito de Campos, e propor que ele assumisse a direção da JS/PDT do Estado do Rio como interventor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garotinho discute diretamente com a direção histórica do partido sendo imposto imediatamente, pelo presidente Cibillis Vianna, como interventor da JS/PDT do Rio de Janeiro. Ao contrário do que a Executiva Nacional da JS/PDT esperava, Garotinho aumenta a disputa interna no Rio formando o seu grupo na JSPDT e continuando com as lutas e brigas internas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posteriormente, próximo às eleições presidenciais de 1989, a direção histórica do partido temia que o processo de consolidação da hegemonia política que existia na JS/PDT&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4571871119489657593#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[2]&lt;/a&gt; não fosse capaz de implementar uma campanha juvenil identificada com suas estratégias eleitorais. Ainda alimentavam este temor questões como a troca de nome de Juventude Trabalhista para Juventude Socialista e o apoio a Central Única de Trabalhadores - aprovadas em Congressos anteriores da JS/PDT -, a oposição ativa e militante da JS/PDT à aliança com o PDS gaúcho nas eleições de 1986 e posicionamentos de militantes e dirigentes da JS/PDT em Congressos e instâncias partidárias apontando equívocos e desvios do projeto original de partido que construímos em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, a direção histórica do partido inicia uma articulação no sentido de uma intervenção no VI Congresso nacional da JS/PDT, onde Garotinho seria imposto como Presidente Nacional.&lt;br /&gt;O VI Congresso Nacional da JS/PDT - que ocorreria em 1989 - era fruto de um processo de discussões internas que apontavam para mudanças expressivas. A JS/PDT romperia com a lógica de uma organização política juvenil com atuação exclusiva no movimento estudantil e assumiria o objetivo de organizar politicamente os jovens marginalizados e excluídos.&lt;br /&gt;Seria aprovado um novo estatuto que romperia com o negócio de “eleger presidente”, que sempre levou a uma constante “luta” interna prejudicial a discussão política. Uma organização juvenil de novo tipo, onde se efetivaria uma representatividade da base através da criação de núcleos em cada espaço de luta política juvenil apontando para uma maior participação dos militantes nos rumos da JS/PDT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a intervenção da direção histórica do partido, o VI Congresso Nacional da JS/PDT em 1989 é transformado, após a resistência dos militantes, em um Encontro. Representantes estaduais eleitos por plenárias de militantes dos estados presentes escolheriam uma coordenação nacional da JS/PDT. Com a maioria de militantes do PDT de Campos trazida para o evento nacional da campanha presidencial de Brizola, que ocorria no mesmo momento em Brasília, o interventor Garotinho se “elege”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4571871119489657593#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[3]&lt;/a&gt; como representante na “plenária” de militantes da JS/PDT do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Articulado pela direção histórica do partido, Garotinho é “escolhido“ para participar de uma coordenação nacional com mais dois companheiros eleitos pelas bancadas de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul e, imediatamente após o Encontro, se autointitula presidente nacional da JS/PDT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após participar da campanha de Brizola como o mais jovem prefeito do Brasil e “presidente nacional” da juventude do PDT, Garotinho abandona qualquer encaminhamento concreto transformando a JS/PDT em um cartório juvenil. Todo o processo histórico de discussão que ocorria desde a fundação da JS/PDT em 1981 e o início de construção de uma organização juvenil de novo tipo se perdem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ênfase neste processo ocorrido na juventude do partido prende-se, unicamente, ao fato de ser o momento inicial do processo onde Garotinho é “alçado a vôos maiores” por nossa direção histórica e por ser emblemático pois compromete todo um processo histórico de discussão democrática. Pois, mesmo se reestruturando no VI Congresso de Vitória em 1991, a JS/PDT tornou-se, até hoje, um arremedo do que poderia ter sido se não houvesse uma intervenção naquele momento histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais a história continua, na convenção para a escolha do candidato a governador do Estado do Rio para disputar as eleições de 94 Garotinho é “ungido” candidato do partido. Antes da convenção, em discussão estimulada pela direção histórica, ocorre a retirada das fortes pré-candidaturas, de Jorge Roberto da Silveira e Noel de Carvalho. Nas eleições Garotinho se apresenta como “oposição” atacando duramente o Governador Nilo Batista do PDT. Este fato gerou uma confusão ideológica na cabeça dos eleitores que terminaram por optar pela autenticidade oposicionista da candidatura do traidor Marcello Allencar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas eleições de 98 Brizola garante a intervenção no diretório estadual do PT que permite a formação da chapa Garotinho Benedita, apesar do questionamento da maioria dos militantes do PDT do Rio a aliança com o PT de Benedita, e o partido investe uma soma considerável de recursos do fundo partidário na candidatura Garotinho em detrimento de candidaturas de outros estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante observar que é este mesmo Garotinho que questiona duramente a mesma direção histórica que iniciou seus “vôos maiores” como interventor nas instâncias da JS/PDT. Assim tudo isto leva a duas indagações:&lt;br /&gt;· Será que a “oposição” à falta de democracia interna não se resume a atitude daquele que se sente alijado do centro de hegemonia que toma as decisões ? Será que se os seus interesses estivessem sendo atingidos existiria um questionamento à falta de democracia interna ?&lt;br /&gt;· Será que enfatizar a discussão sobre democracia interna não está servindo para desviar a discussão do que é fundamental: o que é e qual o significado político do “novo” trabalhismo como prática partidária e de governo ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas são discussões que aqueles comprometidos com a democracia interna do partido devem cobrar em nossas instâncias partidárias. Sem estas de nada adiantam discussões acaloradas sobre o apoio ou a traição de Garotinho à candidatura de Brizola a prefeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ousar lutar ! Ousar vencer !&lt;br /&gt;Viva o brizolismo ! Viva o socialismo !&lt;br /&gt;Avante e pela esquerda !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4571871119489657593#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[1]&lt;/a&gt; Referência a todos aqueles quadros de direção que, junto à Brizola, historicamente dirigem o partido desde a sua fundação detendo sua hegemonia.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4571871119489657593#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[2]&lt;/a&gt; Desde a fundação uma hegemonia política pela esquerda era exercida na JS/PDT fundamentalmente pela sua seção gaúcha articulada a outras seções e com setores da juventude do Rio.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4571871119489657593#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[3]&lt;/a&gt; Naquele momento, a JS/PDT do nosso estado assistiu um dos fatos mais absurdos de sua história. Votaram nesta plenária militantes do PDT de Campos com muito mais de 35 anos e apoiados pelo discurso do interventor Garotinho de que “a idade das pessoas não está em seu tempo de vida cronológico, mas em seus ideais “(sic).&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-5122732964582065950?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/5122732964582065950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/2000-combatendo-o-novo-trabalhismo-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/5122732964582065950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/5122732964582065950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/2000-combatendo-o-novo-trabalhismo-de.html' title='2000 combatendo o “novo trabalhismo” de Garotinho'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-2422543849749223853</id><published>2009-07-15T17:42:00.001-03:00</published><updated>2009-07-15T18:02:45.647-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lutadores do povo'/><title type='text'>Lutador do povo - Bayard Boiteux</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Um ser humano e um lutador imprescindível&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bayard Demaria Boiteux (1916 - 2004)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Aurelio Fernandes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem conviveu com o nosso querido Professor Bayard Boiteux sabe que ele encarnava antes de tudo a possibilidade de manter a ternura no olhar e nas suas ações, mesmo tendo passado por maus momentos tanto nas duras condições da luta armada contra a ditadura como em sua cotidiana luta socialista por um Brasil livre e soberano. Momentos que em muitos outros trariam a amargura e a desesperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denunciado à polícia da ditadura em 67 por um jovem a quem ele dedicava um sentimento que só se dedica aos filhos, torturado barbaramente na prisão, "apagado" da memória do companheiro de lutas que, durante anos, conviveu a seu lado e se recusou a comparecer ao tribunal militar alegando que não conhecia o acusado, provavelmente pelo medo que só uma ditadura pode revelar, e enfrentando após a prisão a amargura do exílio na Argélia e em Portugal, sofrendo perseguições mesquinhas dos serviçais da ditadura, manteve até os 88 anos seu otimismo humanista, não alimentando ódios ou revanchismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi reconhecido por seus companheiros de luta pela valentia e coragem inquebrantáveis, tanto durante a fase dos interrogatórios e do andamento do processo propriamente dito, como durante o período em que esteve preso pelo crime por defender de armas na mão a democracia brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor por vocação, ingressou por concurso no Colégio Pedro II, na rede estadual do Rio de Janeiro e em primeiro lugar para o Colégio Naval, sendo demitido quatro meses depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doutor em Ciências e Ciências Econômicas, lecionou na PUC (sendo demitido por ser socialista), UNIRIO, UERJ. No exílio, lecionou cinco anos na Universidade de Argel e quatro anos na Faculdade de Economia e no Instituto de Serviços Sociais, no Porto, em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sindicalista por convicção, militou mais de meio século no Sindicato dos Professores sendo seu presidente por duas vezes. Socialista por compromisso com a luta pela justiça e pela liberdade, foi dirigente regional e nacional do velho PSB. Aproximou-se do trabalhismo, ficando ao lado do presidente Getúlio Vargas em 1950, antes e depois de sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Brizola aproximou-se na década de 60, ficando ao seu lado até os dias de fundação e construção do PDT socialista, passando pela experiência histórica da resistência armada de Caparaó, implementada pelo Movimento Nacional Revolucionário MNR, em 67. Caparaó, ao contrário do que afirma a história oficial, foi fruto da resistência heróica à ditadura. Brasileiros convictos da necessidade de conquistar, da única maneira possível, naquele momento histórico, um país independente e soberano, que um dia será lembrada em nossas escolas como hoje são lembradas as Inconfidências Mineira e a Conjuração Baiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1992, aos 76 anos de idade, afirmava: "Longos anos marcaram minha caminhada na vida pública, recheada de episódios inesquecíveis, que só serviram para reafirmar as minhas convicções e a minha disposição de continuar a luta por transformações sociais radicais". Até logo, humilde mestre, revolucionário e herói de nosso povo trabalhador, você estará sempre vivo e presente nas ações dos lutadores e lutadoras do povo que tem como razão de viver a luta socialista por um Brasil livre e soberano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4571871119489657593-2422543849749223853?l=aureliofernandes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/feeds/2422543849749223853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/lutador-do-povo-bayard-boiteux.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/2422543849749223853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4571871119489657593/posts/default/2422543849749223853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureliofernandes.blogspot.com/2009/07/lutador-do-povo-bayard-boiteux.html' title='Lutador do povo - Bayard Boiteux'/><author><name>Prof Aurelio Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10844060134077120532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_0snyc58_LEU/SirpqZviDbI/AAAAAAAAABE/KIVgzCI4CGI/S220/aurelio+blog.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4571871119489657593.post-3273915288815148852</id><published>2009-07-15T17:34:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T18:03:23.410-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fio da História'/><title type='text'>Opinião - Prisioneiros do PT</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Prisioneiros do PT&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Aurelio Fernandes *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem setores da esquerda brasileira que se tornaram prisioneiros do PT. Não conseguem perceber que o PT se adaptou de modo oportunista à situação que recebeu do PSDB, dá continuidade à política econômica neoliberal - com o rosto mais humano das políticas compensatórias e optou por atuar dentro do sistema, abrindo mão de sonhos e utopias e se restringindo a ser a oposição consentida no jogo de manutenção do atual poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São prisioneiros de um Partido dos Trabalhadores que existiu apenas como uma possibilidade na luta entre os vários PT´s projetados pelas correntes engajadas na construção desse partido. Não conseguem vislumbrar que o PT que se consolidou a ferro e fogo pela hegemonia do denominado campo majoritário nas lutas internas petistas não é o PT de seus projetos derrotados nessas lutas e que se encastelou no governo federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insistem em afirmar que ainda existem diferenças entre Lula e FHC, que seria uma estupidez não enxergar essas diferenças, o que podemos concordar. Mas, por outro lado, também podemos qualificar dessa forma a postura daqueles que não enxergam o desarme ideológico que significa ser prisioneiro da polarização de cunho eleitoral que esta sendo construída entre o PT(Lula) e o PSDB (FHC).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse desarme ideológico faz com que os prisioneiros do PT não entendam que são a política econômica do PT e a responsabilidade do presidente na corrupção de seu partido, no afã de sustentar sua política anti-popular e a sua reeleição, as grandes responsáveis pela possibilidade do retorno do PSDB ao governo federal e não a oposição pela esquerda dos mais variados matizes a essa política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lógica que aponta para a impossibilidade de alternativas políticas fora do eixo das políticas neoliberais do PT e d
