Contra a fusão com o PTB

PDT 12. Nós não abrimos mão ...

Compromissados com um PDT de esquerda e com o projeto histórico do trabalhismo como caminho brasileiro para o socialismo definido na Carta de Lisboa e fundamentado na Carta Testamento de Vargas. Dirigentes, militantes e simpatizantes do PDT de vários estados, certos de que superar a cláusula de barreira não é argumento que comprometa o futuro de nosso projeto histórico, decidiram em reunião realizada no Rio de Janeiro:

1. Repudiar o posicionamento autoritário e antidemocrático de nossa bancada federal que, equivocadamente, anunciou nos meios de comunicação a fusão do PDT com o Partido “Trabalhista" Brasileiro, atropelando, inclusive, a legalidade das normas de nosso estatuto que estabelecem a obrigatoriedade da realização de Convenção Nacional como única forma legal de dissolver o partido ou determinar sua fusão ou incorporação, sendo exigido para tanto a maioria de 3/5 dos membros da Convenção.

2. Questionar a participação de nossa bancada federal na elaboração do manifesto conjunto com a bancada do Partido “Trabalhista" Brasileiro que em seu conteúdo se contrapõe ao legado histórico de esquerda do trabalhismo.

3. Defender intransigentemente o legado histórico de esquerda do PDT, seu manifesto, estatuto, reivindicando as lutas de massas - nacionalistas, populares e socializantes - do velho PTB e de todo o conjunto de forças políticas (PSB, PCB e outros) que lutaram pelas reformas de base na década de 60, reafirmando que o trabalhismo é o caminho brasileiro para o socialismo e que o PDT é um partido socialista.

4. Lutar nas instâncias partidárias contra o processo anunciado de fusão com o PTB. Não aceitamos a fusão com aqueles que com o apoio da ditadura militar tomaram a nossa sigla histórica e a colocaram, como sublegenda do PFL, na vala comum dos partidos conservadores e do apoio explícito e desavergonhado à construção do projeto neoliberal, à corrupção e à destruição das conquistas da Era Vargas no Brasil.

5. Propor a criação de um comando de mobilização contra a fusão que possa articular e subsidiar os estados com os instrumentos que tornem nacional esta luta.
Diferenciar nossa atitude contrária à possibilidade de fusão com o Partido “Trabalhista" Brasileiro, da postura oportunista de Garotinho que utiliza esta possibilidade como forma de arregimentar aliados ao seu projeto pessoal de candidatura a presidencia da república.
Defender a realização de um Congresso Nacional do PDT onde se discuta a linha política a ser adotada e as formas de organização e alianças necessária para que nosso partido se consolide como uma força política de esquerda, com ação permanente e não apenas eleitoral.

Não abrimos mão de ocupar um espaço de esquerda popular no espectro político. Um partido que absorva a liderança de Brizola e sobreviva a sua existência política como continuação de seus ideais e carisma e que contribua efetivamente para a construção do caminho brasileiro para o socialismo.

Muitos podem achar que isso é uma utopia, um sonho... preferem se fundir com partidos de direita e abandonar seus ideais.
É lastimável que tenham perdido a capacidade de sonhar e lutar pelos seus sonhos.

Fórum Nacional de Militantes do PDT

Rio de Janeiro 26 de novembro de 2000

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